Introdução aos Evangelhos Parte 2 — O Ministério de Cristo na Galileia

Introdução

Jesus Cristo era um indivíduo completamente diferente de tudo que Judá já havia visto. Ele transmitia com autoridade o que pareciam ser ensinamentos totalmente novos. Fez afirmações chocantes. Realizou milagres extraordinários. Conviveu com publicanos e pecadores. Opôs-se e criticou veementemente a autoridade religiosa dominante. Hoje, usaríamos o clichê: "Ele seguia seu próprio caminho". Na comunidade religiosa daquela época, ser radical e diferente não era bem visto. Esperava-se e exigia-se que as pessoas se conformassem ao status quo, mas Jesus não.

Portanto, surgiram questões intrigantes sobre a identidade e os ensinamentos de Jesus. Seria ele um charlatão e um vigarista? Seria um revolucionário político capaz de ajudá-los a derrubar a tirania de Roma? Seria um inimigo ou apenas um amigo estranho? Mais importante ainda, ele acreditava nos ensinamentos das Sagradas Escrituras e os promovia, ou estaria introduzindo algo contrário à lei e aos profetas? Alguns chegaram a deduzir que Jesus estava possuído por demônios.

Hoje, mesmo aqueles que têm a coragem de enfrentar o problema ainda lutam para compreender a identidade de Jesus Cristo. Outros o rejeitam completamente. A identidade de Jesus continua sendo a questão a ser respondida na Terra. E o que Ele ensinou no Sermão da Montanha? Que a lei ainda estava em pleno vigor e sempre estaria, ou Jesus estava tentando erradicar a lei para inaugurar uma nova dispensação da graça? Curiosamente, o Sermão da Montanha tem sido usado para tentar comprovar ambas as visões.

Jesus acreditava e ensinava tudo o que estava escrito no Antigo Testamento. Mas Ele também trouxe uma nova luz a ele, aprofundando nossa compreensão de sua intenção e aplicações. Seu ensinamento, embora temperado com graça, era claro e absoluto. Para tornar isso o mais claro possível, o Senhor fez contrastes ao longo do sermão com os ensinamentos impuros dos escribas e fariseus.

Na era moderna da igreja, encontramos muitos em busca das bênçãos de Deus. Isso demonstra o quanto a igreja está enganada a respeito da bem-aventurança ensinada por Jesus Cristo. Alguns acreditam que somos abençoados como recompensa por boas obras. Outros acreditam que nos tornamos abençoados pelo exercício de nossa "grande fé". Apesar da fé mais forte e das melhores obras, a bem-aventurança ainda nos escapará se continuarmos a aplicar erroneamente os ensinamentos de Jesus.

No Sermão da Montanha, o Senhor ensinou que a verdadeira bem-aventurança é um estado de ser. A bem-aventurança de Deus não depende de influências externas ou condições especiais. Não entramos e saímos do estado de bem-aventurança de forma intermitente. Nisso, confundimos bem-aventurança com “felicidade”. As duas são completamente diferentes em significado, pois a felicidade é passageira, enquanto a bem-aventurança é constante. A felicidade vem de fora, do externo, do acaso das circunstâncias. A bem-aventurança é um estado de ser que emana de dentro, baseado na nova criação que somos em Cristo.

Os pobres de espírito não são necessariamente felizes, mas são sempre bem-aventurados, pois sua dependência absoluta está na fidelidade infalível, no amor inextinguível e na provisão milagrosa de Deus. As bem-aventuranças ensinadas por Jesus são a nossa receita para a bem-aventurança. Elas não são mandamentos para sermos bem-aventurados, mas a maneira pela qual cumprimos as condições para a bem-aventurança. Portanto, a bem-aventurança vem da transformação pelo poder de Cristo. Somos bem-aventurados por causa da nossa nova identidade em Cristo. Nosso grau de bem-aventurança é determinado pelo cumprimento das condições das bem-aventuranças de Jesus.

Para sermos abençoados, então, precisamos conhecer a Cristo. Precisamos recebê-Lo como Salvador e Senhor para que sejamos transformados pela renovação do Espírito Santo. Mas, para isso, precisamos saber “quem somos” em Cristo. Paulo escreveu à igreja de Filipos:

Mas, na verdade, considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco, para que eu possa ganhar a Cristo e ser encontrado nele, não tendo a minha própria justiça que procede da lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, pela fé. O objetivo é conhecê-lo, o poder da sua ressurreição e a participação nos seus sofrimentos, conformando-me à sua morte, para, de alguma forma, alcançar a ressurreição dentre os mortos. (Filipenses 3:8-11)

Aqueles que buscam a bem-aventurança jamais a encontrarão. Aqueles que buscam conhecer a Cristo, buscam agradar a Cristo, esforçam-se para obedecer a Cristo, esvaziando-se de todo orgulho e desejos egoístas, encontrarão a bem-aventurança em abundância. Devemos parar de buscar a bem-aventurança e buscar conhecer a Jesus Cristo. Isso é tudo para nós. Como extensão dessa verdade, podemos ouvir os ensinamentos de Jesus com ouvidos naturais ou com ouvidos espirituais. Nossa capacidade de compreender Seus ensinamentos divinos depende da maneira como os ouvimos. Recebemos os ensinamentos de Jesus apenas em nossas mentes ou nas profundezas de nossos corações? A renovação em Cristo faz toda a diferença.

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