O Ministério de Cristo na Galileia – Devocional Diário – Lição 9

Domingo: Ministrando na Galileia — Marcos 3:20-21; Lucas 8:1-3.
O séquito pessoal do Senhor devia parecer estranho. Alguns eram pobres; outros, ricos; muitos tinham levado vidas terríveis; outros eram simples comerciantes. Onde estavam os estudiosos influentes que poderiam dar algum equilíbrio ao ministério de Cristo? Alguns devem ter pensado que Jesus estava liderando um circo espiritual, pois seus amigos viram sua vida peculiar e vieram “ajudá-lo”. Os caminhos e chamados de Deus não fazem sentido para a pessoa de mente natural. Mais tarde, até mesmo a família de Jesus quis levá-lo para casa para descansar (Marcos 6:3). Jesus não se deixou desviar de sua missão.

Segunda-feira: Um Homem Possuído por Demônios — Mateus 12:22-24; Marcos 3:22.
Jesus encontrou um homem preso pelo tríplice cativeiro de Satanás: coração, visão e língua. Mas Cristo pode libertar até mesmo aqueles que estão “isolados” do mundo, curar a corrupção do coração, abrir os olhos espiritualmente cegos e redimir até mesmo a boca para cantar os louvores de Deus. Se Jesus não tivesse curado o homem, os fariseus provavelmente o teriam difamado como um charlatão sem poder. Mas, como Jesus conseguiu expulsar o demônio, eles o acusaram de feitiçaria maligna. Hoje, devemos lembrar que o inimigo odeia perder e não hesitará em destruir a obra de Deus.

Terça-feira: O Reino de Satanás Dividido? — Mateus 12:25-27; Marcos 3:23-26.
A resposta de Jesus às acusações dos fariseus expôs a falta de lógica deles. Nenhum reino pode subsistir se estiver agindo contra si mesmo. Embora Satanás e seu poder não sejam páreo para o poder de Deus, seu reino permanece unido em seu propósito mortal de roubar e destruir almas. O reino do diabo jamais poderia existir se estivesse em conflito consigo mesmo. Jesus então voltou seu foco para os exorcistas judeus de sua época. Com que poder eles expulsavam demônios? Se o poder deles vinha do diabo, então eles também deveriam ser expostos por estarem em conluio com Satanás. Não parece estranho que os fariseus não tenham se alegrado com a libertação do homem possuído por demônios?

Quarta-feira: Pelo Espírito de Deus — Mateus 12:28-30; Marcos 3:27.
Muitas fontes judaicas antigas relatam que Satanás ou demônios eram “presos”, ou aprisionados, depois que Deus os subjugava. Textos mágicos discutem a “presença” de demônios por meios mágicos. Para deixar a verdade clara, Jesus contou a breve parábola de amarrar um chefe de família protetor, mostrando que Ele havia derrotado Satanás e, portanto, podia tomar posse de seus bens, libertando aqueles que estavam possuídos por demônios. Isso foi mais uma prova de que Ele era o Messias.

Quinta-feira: Blasfemar contra o Espírito Santo — Mateus 12:31-37; Marcos 3:28-30.
O “pecado contra o Espírito Santo” é um tema que tem sido muito debatido entre os estudiosos da Bíblia. Alguém pode crer e, ainda assim, rejeitar a Cristo e ser perdoado — pergunte a Pedro. Alguém pode nutrir malícia contra Cristo e Sua igreja e ser perdoado — pergunte a Paulo. Qual é esse pecado para o qual não há perdão? Judas Iscariotes uniu o conhecimento de que Jesus era o Cristo com a malícia da rebelião aberta contra Ele. Para Judas, não havia perdão possível.

Sexta-feira: Dai-nos um sinal! — Mateus 12:38-45
Aqueles que sempre exigem um sinal como prova são os que não têm fé. Diante deles estava o Messias, o Filho de Deus sem pecado, o Curador divino, a Luz do mundo. Sua existência diante deles deveria ter sido prova suficiente. Ele era maior que Jonas em sua pessoa, em sua obediência e em seu amor pelas pessoas. Ele era maior que Salomão em sabedoria, riqueza e obras. Nínive e a Rainha de Sabá testemunharão contra a geração de Jesus.

Sábado: Uma Nova Família Espiritual — Mateus 12:46-50; Marcos 3:31-35; Lucas 8:19-21.
Jesus jamais desonrou sua família terrena, mas aproveitou esta oportunidade para enfatizar a família de Deus. Embora houvesse aqueles a quem Jesus honrava por sua fé e obras altruístas, Ele sempre rejeitou a honra que os homens tentavam lhe conceder. Mas Jesus prosperava com a honra que lhe era dada por seu Pai celestial, especialmente o dom de sua nova família espiritual.