O Ministério de Cristo na Galileia – Devocional Diário – Lição 2

Domingo: O Misericordioso — Mateus 5:7
Enquanto a graça de Deus se aplica às pessoas em seus pecados, a misericórdia de Deus se aplica às pessoas que sofrem como consequência de seus pecados. A misericórdia engloba a compaixão pelas vítimas do pecado com a ação necessária para trazer cura e restauração. O verdadeiro cristão não se alegrará ao ver outros sofrendo por causa de sua natureza e comportamentos pecaminosos, mas se encherá de ansiedade para aliviar esse sofrimento. Isso não significa adotar uma atitude negligente ou permissiva em relação ao pecado, mas sim odiá-lo e a tudo o que ele causa. Amamos o pecador, não por causa de seu pecado, mas apesar dele.

Segunda-feira: Os Puros de Coração — Mateus 5:8
“Ver” a Deus era considerado por Moisés o ápice de sua vida (Êxodo 33:12-23). ​​Que ato maravilhoso precisaríamos realizar para ter esse mesmo privilégio? Jesus diz que os puros de coração são bem-aventurados, porque verão a Deus. Portanto, não é um grande ato de fé que moveu montanhas, nem alguma conquista extraordinária de caridade ou sacrifício pessoal, que nos dá o direito de ver a Deus. Em vez disso, é uma purificação interior e uma vida vivida diariamente em pureza espiritual que concede essa bênção. O Salmo 24:3-5 declara: “Quem poderá subir ao monte do Senhor? Quem poderá entrar no seu lugar santo? Aquele que tem as mãos limpas e o coração puro, que não entrega a sua alma aos ídolos, nem jura falsamente. Este receberá bênção do Senhor e justiça do Deus da sua salvação.”

Terça-feira: Os Pacificadores — Mateus 5:9
Os pacificadores promovem a paz interiormente, ou seja, são afetuosos com os outros. Não são briguentos, mas respeitam e honram os pontos de vista e os sentimentos alheios. Também são pacificadores exteriormente, ou seja, esforçam-se para promover a paz e a reconciliação entre as pessoas, entre grupos, entre nações e entre os homens e Deus. Devido ao mundo irado, devastado pela guerra e pela dor em que vivemos, os pacificadores são essenciais. Mas ninguém é um verdadeiro pacificador a menos que o Príncipe da Paz, a única fonte de paz, reine em seu coração.

Quarta-feira: Perseguidos por causa da justiça — Mateus 5:10
Muitos cristãos vivem de forma insensata e, por isso, atraem perseguição sobre si mesmos. Este ensinamento significa ser perseguido por sermos como Jesus. No renascimento espiritual, nos tornamos luz, e as trevas sempre odeiam a luz (veja João 3:20; 15:18-20 e 2 Timóteo 3:12). Um cristão também pode ser perseguido por ser fanático e agir de forma religiosamente repugnante, ou por suas posições políticas radicais, ou por promover uma causa social. Isso não é a mesma coisa. Jesus foi odiado, e nós também devemos ser, por causa da nossa piedade.

Quinta-feira: Os Injuriados e Reprovados — Mateus 5:11-12; Lucas 6:22-23.
A dor e a rejeição não são o que abençoa o cristão, mas sim o fato maravilhoso de termos promessas seguras. O ódio que nos é infligido mostra que pertencemos a Cristo e que nossas vidas se tornaram semelhantes à Sua! Regozijamo-nos porque vivemos na expectativa da recompensa da vida eterna no reino de Deus. Este mundo pecaminoso será dissolvido e viveremos para sempre no paraíso transcendente de Cristo!

Sexta-feira: Ai dos felizes e prósperos — Lucas 6:24-25
As bem-aventuranças apresentadas em Lucas mostram os sacrifícios envolvidos em viver para Jesus. Apreciamos mais a nossa própria salvação quando abrimos mão de certas coisas para que outros possam conhecer a Cristo. Contudo, se vivermos em busca de ganho egoísta e felicidade momentânea, a alegria da nossa salvação diminui. Não pecamos ao desfrutar de prosperidade e luxo, a menos que o façamos à custa da obra de Deus. Damos mais valor ao temporal ou ao eterno?

Sábado: Ai dos Admirados — Lucas 6:26.
Os aplausos são muitas vezes tão perigosos quanto o desprezo. Embora a Bíblia ensine que é nobre ter um bom nome e ser bem falado, uma vida vivida em busca de aclamação mundana é uma vida equivocada. Não é pecado ser honrado pelos outros, mas é pecado quando o tipo de honra que recebemos envergonha Jesus Cristo. Apresentamos a verdade com amor ou estamos apenas tentando torná-la mais palatável para o mundo? Em essência, um evangelho disfarçado é um evangelho pervertido.