Ferido por Nossas Transgressões – Lição 6 – Seu Julgamento pelos Judeus

Textos principais: Mateus 26:57-27:10; Marcos 14:53; João 18:12-28

Versículos para memorizar: Mas ele permaneceu em silêncio e nada respondeu. Novamente o sumo sacerdote lhe perguntou: "Você é o Cristo, o Filho do Bendito?" Jesus respondeu: "Eu sou. E vocês verão o Filho do Homem assentado à direita do Poderoso e vindo com as nuvens do céu." Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes e disse: "Que necessidade temos ainda de testemunhas? Vocês ouviram a blasfêmia! O que vocês acham?" E todos o condenaram, considerando-o réu de morte. Marcos 14:61-64

Introdução:

Jesus, na verdade, passou por seis julgamentos: três perante os judeus e três perante os romanos. Primeiro, foi levado a Anás, o antigo sumo sacerdote (mas ainda um homem influente em Judá, João 18:12-13). De lá, foi enviado a Caifás, genro de Anás, que era o sumo sacerdote oficial (Mateus 26:57). Ao amanhecer, Jesus foi julgado perante o Sinédrio e considerado culpado (Mateus 26:66-71). O fato de Jesus ter sido submetido, de forma incomum, a seis sessões diferentes de interrogatório intenso e severa brutalidade física no espaço de uma noite e parte de uma manhã é prova de que os líderes judeus já haviam decidido seu destino antes mesmo do início dos julgamentos.

Sem o direito à pena capital (João 18:31-32), os judeus levaram Jesus aos romanos para obter a declaração de crucificação. Ele compareceu primeiro perante Pilatos (Mateus 23:1-4). Tentando evitar tomar uma decisão, Pilatos enviou Jesus ao rei Herodes (Mateus 23:6-12), que rapidamente o devolveu a Pilatos quando Jesus se recusou a entreter o rei herodiano com milagres e prodígios (Mateus 23:13-25). Incapaz de escapar da decisão, Pilatos finalmente cedeu e concedeu ao Sinédrio o que haviam pedido, condenando Jesus à morte numa cruz romana.

É na resposta mansa (não “fraca”) de Jesus ao tratamento cruel que lhe foi infligido nos tribunais judaicos que vemos uma verdade profunda. A lei da retaliação do Antigo Testamento (Êxodo 21:24 e Levítico 24:20) permitia uma resposta equivalente ao abuso: “olho por olho e dente por dente”. Mas vemos Jesus aceitando silenciosamente a punição, um princípio transcendente ensinado aos seus discípulos e reafirmado posteriormente nos escritos de Pedro (1 Pedro 2:19-24, especialmente o versículo 23). Naquela cultura antiga, ser esbofeteado era a pior forma de insulto e humilhação. “Oferecer a outra face” significa literalmente suportar o mal sem buscar vingança. Por nossa causa, Jesus viveu o que ensinou.

Estudo da
Lição de Estudo

  1. Que dificuldade Caifás teve em levar Jesus a julgamento? Mateus 26:59-62; Marcos 14:55-60
  2. Por que Caifás fez Jesus jurar, e como Jesus respondeu às perguntas do sumo sacerdote? Mateus 26:63-65; Marcos 14:61-64; Lucas 22:66-71; João 18:19-21
  3. Como Jesus foi tratado por sua “suposta” blasfêmia? Mateus 26:67-68; Marcos 14:65; Lucas 22:63-65
  4. Descreva os eventos específicos da tríplice negação de Cristo por Pedro. Mateus 26:69-75; Marcos 14:66-72; Lucas 22:55-62; João 18:15-18, 25-27
  5. Por que o sumo sacerdote e o Sinédrio entregaram Jesus a Pôncio Pilatos? Mateus 27:1-2; Marcos 15:1; João 18:28-31
  6. Como Judas reagiu ao ver que Jesus havia sido condenado à morte pelos judeus? Mateus 27:3-5; Atos 1:18-19
  7. Quais foram as profecias referentes à traição de Judas? Salmo 41:9; Salmo 1092-9; Zacarias 11:12-13; João 13:18-30; Atos 1:20
  8. O que aconteceu com as trinta moedas de prata que Judas atirou no templo? Mateus 27:6-10; Atos 1:18-19