Domingo – Negação e Ressurreição Preditas: Mateus 26:30-35; Marcos 14:26-31
Ao sair do cenáculo, onde Jesus instituiu a Ceia do Senhor, e entrar no Monte das Oliveiras, o Senhor advertiu seus discípulos de que sua prisão estava próxima. Ele também os avisou de que seriam ofendidos (especificamente, escandalizados, “skandalidzo”, em grego, ou enredados) e que deveriam se dispersar rapidamente (Zacarias 13:7). Como de costume, Pedro protestou prontamente (assim como os outros), prometendo devoção constante, mas Jesus novamente predisse a tríplice falha de Pedro.
Segunda-feira – Orando no Getsêmani Mateus 26:36-39; Marcos 14:32-36; Lucas 22:39-42; João 18:1
Levando consigo seus três discípulos mais próximos, Jesus foi ao Jardim do Getsêmani para orar e preparar-se para o Seu sacrifício final. Podemos pensar que Jesus estava preocupado principalmente com a brutalidade iminente da crucificação, mas, mais profundamente, o "sem pecado" logo teria sobre Si a culpa de toda a rebelião e pecado do mundo. Mal podemos imaginar o impacto que isso teria em Alguém tão puro de coração e mente. Durante a cruz, o Pai teve que retirar Sua santa presença de Seu Filho. Diante da mais profunda escuridão, Jesus agora contemplava.
Terça-feira – Anjo e Agonia: Lucas 22:43-44
Alguns pensaram que a oração de Jesus por libertação não foi atendida pelo Pai. Isso não é verdade. Embora a missão e o propósito de Jesus de morrer pelos pecados do mundo permanecessem inalterados, um anjo foi enviado para fortalecer (ou revigorar) Cristo para a tarefa. O teólogo e escritor Dr. George H. Morrison escreveu: “Toda vida tem seu Getsêmani, e todo Getsêmani tem seu anjo”. Somente Lucas escreve sobre o anjo e a profunda agonia que fez Jesus suar tanto que parecia gotas de sangue.
Quarta-feira – Discípulos Adormecidos: Mateus 26:40-46; Marcos 14:37-42; Lucas 22:45-46.
O que alguns supuseram ser indiferença ao sofrimento de Cristo por parte de Pedro, Tiago e João é refutado pela referência de Lucas de que eles estavam “dormindo de tristeza” (Lucas 22:45). Dominados pela dor de seu Senhor e por Suas palavras impactantes, os três são vencidos por um intenso cansaço. Ao acordá-los, Jesus os admoestou a permanecerem diligentes na oração vigilante, especialmente nas tribulações. O fato de os três terem adormecido testemunha a intensidade daquele momento.
Quinta-feira – Traído com um Beijo: Mateus 26:47-50; Marcos 14:43-46; Lucas 22:47-48; João 18:2-9.
O beijo de boas-vindas, como um aperto de mãos na cultura ocidental, é um sinal de aceitação afetuosa. Para Judas, usá-lo para trair Jesus foi a mais vil traição. Jesus, ao se apresentar com ousadia, demonstra completa submissão à vontade de Seu Pai. João registra um fenômeno surpreendente: ao se apresentar, todos os que o prendiam caíram para trás no chão!
Sexta-feira, não pela espada: Mateus 26:51-56a; Marcos 14:47-49; Lucas 22:49-53; João 18:10-11.
A audácia de Pedro aparece novamente! Ele estava dormindo em vez de orar, falando em vez de ouvir, se vangloriando em vez de obedecer, e agora lutou em vez de fugir: quando Jesus se rendeu, Pedro declarou guerra! Embora possamos considerar sua ação corajosa, ele estava lutando contra o inimigo errado com a arma errada. O verdadeiro inimigo não era de carne e osso, era invulnerável a armas naturais. Nossa verdadeira batalha é espiritual (Efésios 6:12).
Sábado – A Fuga dos Discípulos: Mateus 26:56b; Marcos 14:50-52.
A palavra “abandonaram” pode nos dar uma impressão errada. Jesus havia ordenado anteriormente que seus discípulos fugissem quando os soldados vieram prendê-lo. “Abandonados” pode ser simplesmente traduzido como “escaparam”. Fiel à profecia, os homens de Jesus se dispersaram.