Visão de Isaías – Lição 1: A Crise de uma Nação Profana

Texto bíblico: Isaías 1:1-6:13

Versículo para memorizar: “Venham, vamos raciocinar juntos, diz o Senhor. Ainda que os seus pecados sejam vermelhos como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.” —Isaías 1:18

Introdução:

O livro de Isaías começa com uma acusação sinistra. Depois de mencionar o autor e a época em que foi escrito, Deus clama por meio da voz do profeta que o Seu povo cometeu alta traição: “Ouçam, ó céus, e deem ouvidos, ó terra, porque o Senhor falou: Criei filhos e os eduquei, e eles se rebelaram contra mim” (Isaías 1:2).

Com base nessa acusação de rebelião e infidelidade de Israel, o restante do livro se sustenta. A afirmação seguinte à acusação inicial coloca a inteligência intuitiva do povo de Deus abaixo da inclinação natural dos animais domesticados. Em essência, o fracasso do homem demonstra que ele é menos inteligente que um jumento.

Ao longo do livro, os principais temas contrastantes de Isaías são o julgamento e a esperança, alternando-se constantemente. As acusações do Senhor sempre dão lugar às Suas promessas de purificação, cura e restauração.

Contudo, apesar da forte ênfase na esperança além do julgamento de Deus, nenhum outro livro da Bíblia fala com maior força ou autoridade sobre a singularidade e exaltação de Javé. Ao longo do livro, a ideia de que Deus pode ser comparado aos deuses das nações é ridicularizada. Apesar de suas falhas, foi somente o povo hebreu que acreditou que Deus está acima do mundo — que somente Ele era autossuficiente e transcendente acima de tudo. Deus é absoluto; Seus caminhos são absolutos.

No fim, todos nós encontraremos o Criador, mas a cada um é dada uma escolha importante. Nos ajoelharemos à vontade de Deus em humilde obediência, ou seremos forçados a nos ajoelhar por causa de nosso orgulho arrogante e desobediência obstinada? As promessas de graça e restauração de Deus ainda nos chamam hoje. Cada um de nós deve decidir como responderá.

Estudando a Palavra

Estudo de aula

  1. É evidente em Isaías 1:10-20 que Judá pensava ter direito a um tratamento favorável por possuir o método revelado por Deus para realizar ofertas. Como poderíamos ignorar nossa própria pecaminosidade por termos um entendimento da “doutrina correta”? (Ezequiel 18:4; Gálatas 5:19-21).
  2. Quais eram os verdadeiros propósitos de Deus ao trazer um julgamento severo sobre o Seu povo? (Isaías 1:24-28; Malaquias 3:1-7) Isso ainda é verdade hoje? (1 Pedro 4:12-17; 2 Pedro 3:10-12)
  3. Como será o “dia do Senhor” para os orgulhosos e altivos, que depositaram sua confiança em qualquer coisa, menos em Deus? (Isaías 2:10-19)
  4. Isaías 3 mostra o terrível resultado da arrogância humana que confia nos recursos mundanos e na carne, e se orgulha de sua própria beleza. Não somos nós tão idólatras e orgulhosos quanto Judá, ao priorizarmos nossa própria segurança na vida acima de tudo, e acreditarmos que podemos garantir essa segurança manipulando os poderes deste mundo? (Isaías 3:10-12; 3:21-4:1; Oséias 10:12-15)
  5. Qual é a melhor condição que devemos desejar: a felicidade ou a santidade? Por quê? (Isaías 4:2-6; Hebreus 12:12-15)
  6. Identifique os seis comportamentos específicos encontrados na canção de julgamento de Isaías. (Cada um é introduzido pela palavra "Ai de mim...") (Isaías 5:7-24)
  7. Em Isaías 6, o chamado de Isaías para o ministério começa com a visão do Senhor Santo em Seu trono. Isaías então diz: “Ai de mim!” Discuta como é insensato tentar servir a Deus sem antes confessarmos nossa própria pecaminosidade, nos arrependermos e renunciarmos aos nossos caminhos rebeldes. (2 Crônicas 7:14; Isaías 55:7)
  8. Que processo Deus usa hoje para a purificação sagrada daqueles que Ele escolhe e chama? Todos os crentes não se enquadram nessa categoria em algum grau? (Atos 2:38-39; Lucas 18:13; Hebreus 9:12-14)