Por que os justos sofrem? Lição 8: O terceiro diálogo de Jó com Elifaz

Texto bíblico: Jó 22:1-24:25

Versículo para memorizar: “Mas ele conhece o caminho que eu sigo; quando me tiver provado, sairei como o ouro. Os meus pés seguiram os seus passos, guardei o seu caminho e não me desviei dele. Não me afastei do mandamento dos seus lábios; dei mais do que ao meu alimento necessário.” —Jó 23:10-12

Introdução:

Na terceira rodada, Elifaz e Bildade concluem seus argumentos, usando muita repetição. Zofar permanece em silêncio. As perguntas de Elifaz visam mostrar que Deus não precisa de Jó nem de nada que ele tenha ou faça, incluindo sua conduta irrepreensível. Então, ele inicia uma longa diatribe na qual acusa Jó de grande maldade – de receber promessas indevidas dos pobres, de negar água aos cansados, pão aos famintos, de tomar terras à força e de oprimir viúvas e órfãos. Os fatos eram outros, pois Jó havia demonstrado grande consciência social e sido generoso em sua caridade. Elifaz realmente tem palavras primorosas para Jó neste seu apelo final: “Agora, conheça-o e tenha paz” (Jó 22:21); “Sim, o Todo-Poderoso será o seu ouro e a sua prata preciosa” (Jó 22:25); e “assim, a luz brilhará sobre os seus caminhos” (Jó 22:28). Essas palavras não são apenas belas, mas também verdadeiras – isto é, para um pecador arrependido que retorna ao Todo-Poderoso e se livra da iniquidade. O único problema é que Jó não estava vivendo em pecado.

Jó responde com uma amarga queixa; se ao menos pudesse chegar ao trono de Deus e encontrá-Lo. Jó está confiante de que, se pudesse se aproximar do Senhor, Este teria que admitir que Jó era justo e, assim, ele seria libertado para sempre de seu Juiz. Enquanto isso, o Deus único e aparentemente arbitrário faz tudo o que Sua alma deseja, e Jó tem medo Dele, e até mesmo se apavora, porque Deus enfraqueceu o coração de Jó. Já que nada está oculto aos olhos do Todo-Poderoso, Jó não consegue entender por que Ele não dá a solução para o problema da prosperidade dos ímpios aos seus três amigos. Apesar de esses pecadores ímpios deverem ser amaldiçoados na terra e jamais serem lembrados, Deus lhes concede segurança. Jó afirma que os ímpios não morrem de forma mais violenta do que qualquer outra pessoa.

Estudando a Palavra

Estudo de aula

  1. Elifaz apelou a Jó com uma doutrina tradicional, porém simplista, de arrependimento: se Jó estivesse disposto a retornar a Deus, a receber instrução de Sua palavra, a se humilhar e remover o pecado de sua vida, e a abandonar sua confiança nas coisas terrenas e fazer de Deus sua alegria, então Deus certamente o livraria de todos os problemas e o sucesso seguiria cada um de seus empreendimentos. Nomeie pelo menos dois erros na teologia de Elifaz. Dica: prosperidade, motivação, pecaminosidade (Jó 22:1-31; Hebreus 11:37-39; Jó 1:9-11)
  2. Elifaz enumerou pecados que ele achava que Jó devia ter cometido. Explique como o diabo age por meio das pessoas para desacreditar o relacionamento delas com Deus. (Jó 22:12-20)
  3. O que causou maior tristeza a Jó do que a perda de sua prosperidade e família? (Jó 23:1-12; Salmo 42:1-2; 63:1)
  4. Como Jó encarava seu sofrimento em relação a Deus? (Jó 23:13-17; Gênesis 22)

 Aplicando a palavra

Havia duas perguntas que Jó fazia: 1) Por que o Todo-Poderoso não estabelece tempos para o julgamento? 2) Por que aqueles que O conhecem esperam em vão por tais dias? (Jó 24:1-25) Como podemos responder à luz do que o Antigo e o Novo Testamento dizem sobre o julgamento? (Isaías 2:12; 3:18; Joel 1:15; 2:1, 11; Atos 17:31; Romanos 2:16; Hebreus 10:30; 12:23; 1 Pedro 4:5; Apocalipse 20:4)