Poder para Mudar — Viva Diferente — Guia do Professor

Volume 3

Avançamos significativamente na busca pelo nosso tema de transformação, “O Poder de Mudar”. Nas lições deste trimestre, abordaremos diferentes aspectos da mordomia, viver pela fé, exercer autoridade, obediência e santificação, casamento, criação de filhos, finanças e muito mais. Uma boa mordomia de todos os recursos de Deus exige compreender a graça de Deus e trabalhar em parceria com Ele para nos tornarmos vencedores e vivermos vitoriosamente. Desafiamos você a “Viver Diferente”. Pastor Jon Carson

Índice

Lição 1 – Mordomia.
Lição 2 – Vivendo pela Fé.
Lição 3 – Andando em Autoridade.
Lição 4 – Ordem na Casa de Deus.
Lição 5 – Obediência Total.
Lição 6 – Santificação: O Código de Honra de Deus.
Lição 7 – Semeadura e Colheita.
Lição 8 – Fundamentos de um Casamento Piedoso.
Lição 9 – Mantendo um Casamento Piedoso.
Lição 10 – Educação dos Filhos – O Mais Alto Nível de Mordomia.
Lição 11 – Vivendo em Saúde Divina.
Lição 12 – O Exemplo do Crente
Lição 13 – Revisão do Trimestre.

Esta série de lições intitulada “Poder para Transformar” e “O Fruto do Espírito – Evidências de Transformação” foi generosamente compartilhada pela Igreja de Deus do Sétimo Dia de Shiloh, localizada em 5701 Eastern Avenue, Hyattsville, MD, e foi adaptada para uso pelo Conselho Geral das Igrejas de Deus (Sétimo Dia), Inc.

Salvo indicação em contrário, todas as citações bíblicas foram extraídas da Nova Versão Internacional (NVI) da Bíblia King James®. Copyright © 1982 por Thomas Nelson. Usado com permissão. Todos os direitos reservados.

Temos o prazer de compartilhar estas lições para o seu enriquecimento espiritual. Assim como na revista ACTS,
gostaríamos de lembrar aos nossos leitores que o Conselho Geral das Igrejas de Deus (Sétimo Dia)
está em constante crescimento e que todos nós temos experiências diferentes; é possível que suas opiniões sejam um pouco diferentes
das apresentadas neste estudo. Oramos para que estas lições sirvam como ponto de partida para o seu próprio estudo.
“Examinem tudo; retenham o que é bom” (1 Tessalonicenses 5:21).

Lição 1 – Administração Responsável

Texto bíblico: Mateus 25:14-30

Versículo para memorizar:E lancem o servo inútil para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.” Mateus 25:30

Objetivo da aula: Enfatizar a importância e o impacto que a gestão responsável tem em nossas vidas.

Pontos-chave: Tudo o que temos realmente pertence a Deus. Só podemos ser bons administradores pela graça de Deus. Trabalhe em parceria com Deus... aproveite ao máximo o que Deus nos confiou.

Quando falamos em mordomia, na maioria das vezes, pensamos imediatamente em dinheiro. No entanto, a mordomia também abrange outros aspectos de nossas vidas; por exemplo, nossas famílias, nossos relacionamentos com Deus e com os outros, nossos talentos, dons e habilidades. Deus nos confiou tudo isso e muito mais. O conceito de mordomia é importante para a maneira como vivemos e para a nossa visão da vida.

O dicionário World Book define um administrador como “um homem que gerencia a propriedade de outro”.[1] O universo é propriedade de Deus. Em Gênesis, Deus nomeou Adão administrador de Sua propriedade. Adão recebeu domínio sobre a terra e Deus o colocou no Jardim do Éden para cultivá-lo e guardá-lo. Muitas gerações depois, como povo de Deus, é importante reconhecermos que tudo o que temos ainda pertence a Deus. Deus confiou a cada um de nós uma vida, um corpo, saúde, família, finanças, talentos, dons, habilidades e coisas espirituais.

O valor é um conceito vital para a compreensão da mordomia. As coisas que apreciamos são as coisas que valorizamos. A Palavra de Deus explica que onde estiver o nosso tesouro, aí estará também o nosso coração (Mateus 6:21). Cuidaremos daquilo que apreciamos. Infelizmente, muitas vezes não damos o devido valor à bondade e aos dons de Deus. No entanto, Deus espera que valorizemos o que Ele nos confiou. Deus espera crescimento. Isso se aplica tanto ao natural quanto ao espiritual. Ele não aprecia o desperdício e o mau uso, sejam nossos corpos e mentes, dons espirituais ou riquezas materiais.

Muitos dos dons de Deus são resultado de Sua soberana intervenção. Contudo, só podemos ser bons administradores pela graça de Deus, o que exige esforço consciente de nossa parte. Precisamos cooperar com Deus para fazer o melhor uso e extrair o máximo valor daquilo que Ele nos confiou. Temos apenas uma vida terrena para viver. O que estamos fazendo com ela? Estamos vivendo de forma diferente do mundo? Estamos aproveitando ao máximo o que Deus nos deu para expandir Seu Reino ou estamos satisfeitos em simplesmente existir ou perseguir nossos interesses egoístas?

Cada um de nós precisa parar e examinar a maneira como pensamos, falamos e vivemos no contexto da boa mordomia. Como vemos nossas vidas, nossas tarefas e nossos papéis como membros do Corpo de Cristo? Valorizamos as bênçãos e promessas simples, porém poderosas, de Deus? As valorizamos o suficiente para crer? Estamos dispostos a abrir mão dos bens de Deus para os Seus propósitos, ou estamos tão apegados às Suas coisas que pensamos, falamos e agimos como se fossem nossas? Essas são algumas perguntas que precisamos nos fazer ao considerarmos nossas responsabilidades como mordomos de Deus e aceitarmos o desafio de viver de forma diferente.

Perguntas e Discussão

  1. O que significa ser um bom administrador? Mateus 25:15, 20-23; Lucas 12:42-43

Resposta: Colaboração (a parte prática em obediência ao Mestre). Usar a habilidade que Deus lhe deu e gerar lucro, agregando valor. Outras coisas podem incluir: sabedoria, entendimento, gratidão, diligência. Os opostos seriam desobediência, preguiça, ignorância, lutar sozinho.

  • Por que é importante entendermos a mordomia e o nosso dever de sermos bons mordomos? Mateus 25:14-15, 19-26, 30; Lucas 12:48; Lucas 13:6-9

Resposta: Deus nos confiou a missão de agregar valor, sermos frutíferos e multiplicarmos. Ele espera que sejamos úteis a Ele. A quem muito é dado, muito será exigido.

  • O que esses versículos nos dizem sobre nós mesmos e nossos bens? Salmo 100:3; 1 Coríntios 6:20; Salmo 50:10-12; Ageu 2:8

Resposta: Pertencemos a Deus; somos o Seu povo; nossos corpos e nossos espíritos são Dele; tudo na terra pertence a Deus; a prata e o ouro.

  • Como somos chamados a ser bons administradores em nosso relacionamento com Deus? 1 Pedro 2:9-10; Romanos
    12:1-2; Jó 23:12; 1 Coríntios 2:12; 1 Pedro 4:10

Resposta: Todos aqueles que Deus chamou são Seus. Somos uma geração escolhida, um sacerdócio real, uma nação santa, um povo peculiar. Agora somos o povo de Deus. Somos chamados a nos rededicar a Deus. Valorize a Palavra de Deus. Use os dons espirituais para o bem da igreja.

  • Como somos chamados a ser bons administradores em termos de nossos relacionamentos no Corpo de Cristo? Romanos 12:10; Efésios 4:11-13; Hebreus 13:17

Resposta: Amem-se uns aos outros com amor fraternal (tratem todos com amor). Ele deu apóstolos, evangelistas, profetas… para o aperfeiçoamento dos santos e a edificação do Corpo de Cristo. Sujeitem-se aos seus líderes.

  • Quais são algumas das outras coisas que precisamos administrar bem? Josué 24:15; 1 Samuel 1:26-28

Resposta: As respostas podem incluir: Nosso tempo; nossos casamentos, nossas finanças, o prédio da igreja, outros bens, relacionamentos, dons naturais e espirituais; a presença de Deus.

  • De que forma ser um bom administrador nos levará a viver de maneira diferente?

Resposta: Várias respostas de voluntários. Use como uma pergunta final para encerrar a aula.

Lição 2 – Vivendo pela Fé

Texto bíblico: Hebreus 11:1-13

Versículo para memorizar:Ora, o justo viverá pela fé; mas, se alguém retroceder, a minha alma não se agradará dele.” Hebreus 10:38

Objetivo da lição: Mostrar que a caminhada do crente é um estilo de vida de fé.

Pontos-chave: Sem fé é impossível agradar a Deus. A fé é a essência do relacionamento com Deus. A vida que Jesus viveu na carne foi uma vida de fé. Uma vida vitoriosa pode ser alcançada através da fé.

O que é fé? As Escrituras afirmam: “Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos” (Hebreus 11:1). Em outras palavras, é a segurança, a confirmação daquilo que esperamos, e a prova e a convicção daquilo que não percebemos com os nossos sentidos.[2] Compreendendo o que é fé, percebemos, portanto, que a fé é a essência do relacionamento do crente com Deus. Hebreus 11:6 declara: “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus…”. Viver pela fé é uma caminhada que o crente inicia com a aceitação e a confissão de Jesus Cristo como Filho de Deus. Também implica confiar em Deus para tudo: as necessidades básicas da vida, o enfrentamento de desafios, a direção para as nossas vidas, a cura, a saúde, etc.

Essa caminhada exige uma confiança inabalável e uma fé incondicional no Pai e no Senhor Jesus Cristo. Ao longo dos séculos, a fé tem sido o alicerce sobre o qual homens e mulheres tementes a Deus construíram seu relacionamento com Ele. Ela os capacitou a suportar a miséria, a tortura, as provações de zombaria cruel, açoites, apedrejamento, aflições, tormentos, grilhões e prisões. É esse tipo de fé inabalável e firme que os crentes do século XXIdevem exercer para suportar os desafios da vida, a perseguição, os processos judiciais, outras dificuldades e para manter um relacionamento aberto com Deus.

De todos os grandes homens e mulheres de fé que Paulo listou – Enoque, Noé, Abraão, Sara, Moisés, Raabe, etc. – ele apresentou Jesus como o exemplo supremo de fé perfeita. Pela fé, ao proclamar a Palavra, Jesus derrotou Satanás no deserto. Pela fé, Ele realizou milagres – curou cegos, surdos, paralíticos e ressuscitou mortos. Pela fé , Jesus proclamou as palavras da vida. Pela fé, Ele se entregou nas mãos de Deus no Jardim do Getsêmani. Pela fé, Jesus suportou a agonia da cruz e venceu a morte, o inferno e a sepultura. Ele ressuscitou triunfante sobre Satanás e todos os seus principados e potestades malignos e agora está assentado em uma posição de supremo poder e autoridade à direita do Pai. A guerra foi vencida. Jesus venceu o mundo! Por causa dessa vitória, Ele se tornou o autor – a fonte da nossa fé – e o consumador – levando nossa fé à maturidade.

Ao permanecermos nEle por meio de comunhão e intimidade constantes, e ao permanecermos em Suas palavras em nós, moldando-nos e conformando-nos à Sua imagem, temos acesso à fé que nos capacita a "...pedir o que quiserdes, e vos será concedido" (João 15:7). Além disso, Deus se alegra imensamente ao ver Seus filhos caminharem em obediência, agindo com fé. Isso realmente O agrada.

Uma vida de vitória está ao nosso alcance quando pensamos, caminhamos, falamos e agimos com fé. As palavras do apóstolo Paulo, registradas em Gálatas 2:20, resumem muito bem o que significa viver pela fé. Ele diz: “Estou crucificado com Cristo; e já não vivo eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo no corpo, vivo-a na do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (ênfase adicionada na versão Almeida Corrigida Fiel). Isso sim é viver pela fé!

Perguntas e Discussão

  1. Qual é o propósito final da fé? Romanos 1:17; Hebreus 10:38; 11:6; Habacuque 2:4

Resposta: O objetivo final é viver pela fé e, assim, agradar a Deus.

  • Quais são algumas das coisas que a fé pode realizar? 2 Timóteo 3:15; Mateus 9:22; Gálatas 3:14; 1 João 5:4

Resposta: Sabedoria para a salvação; cura/libertação; bênção de Abraão; vencedor.

  • Como a fé se manifesta no crente? Tiago 2:18; Lucas 5:18-20

Resposta: Pelas obras do crente, por suas ações.

  • Quais são alguns passos que podemos dar para viver uma vida vitoriosa de fé? Provérbios 3:5-6; Tiago 1:22-23; Tiago
    4:7-8; Josué 1:8

Resposta: Confie no Senhor; torne-se praticante da Palavra; submeta-se a Deus e resista ao diabo; medite na Palavra.

  • Como somos justificados aos olhos de Deus? Atos 15:8-9; Romanos 3:28; 5:1-2; Gálatas 2:16; 3:24

Resposta: Pela fé. Nota: Defina justificado/justificação para o público. Isso amplificará o amor extraordinário que Cristo demonstrou no Calvário e reforçará a importância de ter fé.

  • Até que ponto devemos ir em confiar e obedecer a Deus? 1 Timóteo 6:11-12; Apocalipse 2:10; Provérbios 3:5

Resposta: Seguir o que Ele nos oferece; combater o bom combate da fé; ser fiel até a morte; confiar nEle de todo o coração.

  • Por que devemos continuar a ter fé apesar dos obstáculos evidentes e das dificuldades presentes? 2 Coríntios
    4:17-18. Discuta.

Resposta: O que vivenciamos aqui e agora é considerado uma "leve aflição" que durará pouco tempo. Mas os resultados de manter a sua confiança (fé) em Deus são uma glória eterna. O que vemos agora é temporal, mas o que não vemos é eterno – a glória que nos será revelada.

Resumindo: A fé é o cerne, a essência da caminhada do crente com o Senhor. Nosso objetivo final é agradar a Deus, e só podemos fazer isso pela fé. Nada move a Deus senão a nossa fé! Viver uma vida vitoriosa exige fé.

 

Lição 3 – Caminhando em Autoridade

Texto bíblico: Neemias 4

Versículo para memorizar:Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo, e nada vos fará dano algum.” Lucas 10:19

Objetivo da lição: Explorar a importância de reconhecermos e exercermos a autoridade que Deus nos deu.

Pontos-chave: Exercer autoridade é uma questão de posição, postura e preparo. Preparo significa estar apto, adequado, adaptado e pronto. Deus nos deu poder sobre todo o poder do inimigo. É importante reconhecer e usar a autoridade que Deus nos concedeu.

Não muito longe da nossa igreja, um representante do departamento de polícia está estacionado com uma câmera e um detector de radar. Seu único propósito é fotografar todos que dirigem acima do limite de velocidade. O governo da cidade aprovou leis que lhe conferem autorização para exercer as funções inerentes ao cargo de policial. Independentemente de multar ou não, ele está agindo com autoridade. Agir com autoridade vai além de uma mera autorização para agir ou poder legal. Trata-se de posição, postura e preparo.

A posição é, por vezes, usada para definir um ponto ocupado por tropas por razões táticas. Deus posicionou estrategicamente cada membro do Corpo de Cristo como um ataque para o Seu próximo movimento e uma defesa contra os planos do inimigo. Um exemplo disso encontra-se em Neemias 4, onde o povo de Deus estava sob constante ameaça enquanto reconstruía os muros de Jerusalém. Alguns homens guardavam a obra enquanto outros trabalhavam com a espada ao lado. Havia até mesmo alguns que trabalhavam com uma mão enquanto seguravam uma arma na outra.

O Corpo de Cristo deve assumir a postura dos homens que lutavam com armas em punho. Devemos estar plenamente cientes das ameaças do inimigo, mas compreender que o propósito primordial da autoridade que Deus nos concedeu é promover o Reino dos Céus.

A postura denota a inclinação do crente, sua atitude natural diante das circunstâncias presentes. No relato acima, a postura de Neemias era firme, inabalável e sempre repleta da obra do Senhor. Independentemente dos desafios que enfrentasse, Neemias estava determinado a cumprir sua missão. Ele se recusava a se distrair com reuniões e jamais se deixava enganar pelas artimanhas de outros, permanecendo focado no avanço do reino de Deus, apesar das adversidades. Como pessoas de autoridade, nossa atitude deve ser a mesma, independentemente das circunstâncias.

A preparação é definida como estar apto, adequado, adaptado, pronto. Os homens no relato de Neemias não estavam apenas preparados mentalmente (em pensamento), mas também sua preparação era evidente em suas vestimentas. Eles estavam equipados com ferramentas para construir e armaduras para lutar. Estavam prontos para se defender caso fossem atacados. Isso é muito semelhante ao que Paulo escreveu à igreja de Éfeso quando os admoestou: “Portanto, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e, depois de terem feito tudo, permanecer firmes” (Efésios 6:13). O foco principal de Paulo em Efésios 6 era garantir que o Corpo de Cristo estivesse preparado para lutar quando o dia mau chegasse.

Perguntas e Discussão

  1. Por que é importante entender a autoridade? Romanos 13:1-7

Resposta: Compreender a autoridade influencia a forma como vivemos. A maneira como reagimos àqueles que detêm o poder sobre nós determinará nossa capacidade de governar.

  • No contexto de Lucas 9:1 e Lucas 10:19, sobre o que Deus nos deu autoridade?

Resposta: Tanto exousia quanto dunamis são usados ​​nesses versículos. Em Lucas 9:1, os 12 discípulos receberam exousia, ou seja, a habilidade, o poder, a força, além do direito ou permissão para curar doenças e expulsar demônios. Em Lucas 10:19, temos autoridade para pisar em serpentes e escorpiões e sobre toda a habilidade, poder ou força do inimigo. Temos autoridade sobre tudo no Reino das Trevas.

  • Como a posição influencia nossa capacidade de exercer autoridade? Efésios 2:5-6; 4:11, 15; Tito 1:5; 2:15

Resposta: Nossa posição pode tanto facilitar quanto dificultar nossa capacidade de exercer autoridade. Precisamos estar posicionados corretamente em Cristo. Precisamos garantir que nosso alinhamento vertical esteja intacto. Também devemos considerar nossa posição em termos do papel que desempenhamos no Corpo de Cristo.

  • O que podemos aprender com o exemplo de Neemias? Neemias 4

Resposta: Posição – Ele estava no lugar certo, onde Deus o colocou.
Postura – Atitude firme.
Preparo – Estava com sua armadura, usou as ferramentas.

  • Como podemos viver de forma mais eficaz na autoridade que Deus nos deu? Gálatas 5:1; 2 Timóteo 2:15; Tiago 4:7; 1 Pedro 3:7.   Resposta: Permaneçam firmes. Estudem a Palavra de Deus; submetam-se a Deus e resistam ao diabo; aprendam a viver com sabedoria com suas esposas.

Lição 4 – Ordem na Casa de Deus

Texto bíblico: Eclesiastes 3:1-8

Versículo para memorizar: Que tudo seja feito com decência e ordem. 1 Coríntios 14:40

Objetivo da aula: Explorar a relevância e a importância da ordem na igreja local.

Pontos-chave: Tudo na vida tem seu lugar e sua função no plano de Deus. Deus não é o autor da confusão. Quando as coisas estão alinhadas conforme a ordem de Deus, o Espírito do Senhor pode se mover livremente.

Ordem! Uma das definições de ordem no Dicionário Webster's New College é: “Um estado ou condição em que tudo está em seu devido lugar e funcionando corretamente.”[3] Tudo na vida tem seu lugar próprio e seu encaixe adequado no plano de Deus. Cada um de nós tem seu lugar próprio no Corpo de Cristo. A ordem é necessária – em uma família, uma igreja, um problema matemático ou uma sequência temporal. A ordem permite que pessoas e relacionamentos, sistemas e processos funcionem juntos. A desordem cria problemas – desde vários níveis de disfunção até o caos e a confusão.

A ordem é importante na casa de Deus. Deus é um Deus de propósito, desígnio e resultados. As Escrituras afirmam claramente que Deus não é de origem confusa (1 Coríntios 14:33). A ordem é necessária para o bem da igreja. Seja no ministério individual, no culto congregacional ou no trabalho social, sem ordem, o ministério certamente falhará.

Ao longo da Bíblia, vemos Deus estabelecendo ordem. Em Gênesis, Ele organizou o mundo. Em Êxodo, estabeleceu ordem entre os levitas. Havia ordem nos sacrifícios e ordem nas funções sacerdotais. Ao longo do Pentateuco, Ele estabeleceu ordem em como os israelitas deveriam viver. Em Crônicas, vemos Davi e Salomão estabelecendo ordem no ministério de adoração. Em Eclesiastes, o pregador nos ensina que há um tempo para tudo. Isaías profetizou que o Messias ordenaria o Seu Reino e o estabeleceria com justiça.

Quando algo está "fora de ordem", o resultado imediato é a disfunção, uma diminuição da utilidade. Não funciona como deveria. A falta de ordem reduz a produtividade e a eficácia. Os objetivos são frustrados, os resultados não são alcançados e os sonhos não se realizam.

Compreender a ordem na casa de Deus hoje exige consciência e disposição para reconhecer e seguir a ordem divina. Reverenciar o santuário de Deus e a Sua presença faz parte dessa ordem. Submeter-se à autoridade de Deus no lar e na igreja também faz parte dessa ordem. Deus age em ordem. Quando as coisas estão alinhadas conforme a ordem de Deus, o Espírito do Senhor pode se mover livremente.

Assim como o mundo criou sua própria ordem, a igreja moderna produziu a sua versão de ordem. Devemos ter cuidado para não rejeitar o plano de Deus para tentar o nosso próprio. O resultado será sempre inferior ao caminho de Deus. Estabelecer a ordem de Deus em nossas vidas e na igreja é uma questão de cooperação. Onde está o Espírito do Senhor, há liberdade, mas também há autocontrole, porque o fruto do Espírito inclui a temperança.

Submeter-se à ordem de Deus exige autocontrole, responsabilidade e prestação de contas pessoais. Do púlpito aos bancos da igreja, é preciso dar uma nova ênfase à prática correta. Não podemos mais oferecer a Deus nossos sacrifícios e serviços de qualquer maneira. Devemos ter cuidado para não usar nossa liberdade como raiz da desordem. Cada um não pode ser deixado livre para fazer o que lhe parece certo. Devemos ter o cuidado de que tudo o que fizermos na casa de Deus cumpra os propósitos divinos de edificação, libertação e transformação.

Perguntas e Discussão

  1. Por que a ordem é necessária no Corpo de Cristo? Salmo 37:23; 1 Coríntios 12:28; 14:12, 33; 2 Tessalonicenses 3:11; Tito 1:5

Resposta: Os passos de um bom homem são ordenados pelo Senhor. Deus estabeleceu ordem no ministério. Sem ordem, há confusão. A ordem impacta a eficácia do ministério. Há diferentes aplicações da ordem. A ordem promove previsibilidade. Precisamos de ordem porque há pessoas que serão desordenadas. Aborde protocolos, diferentes administrações e operações.

  • A reverência faz parte da ordem na casa de Deus. O que é reverência e o que significa reverenciar o santuário de Deus? Levítico 19:30; Êxodo 28:42-43; Neemias 8:5; 2 Crônicas 29:3-5, 15-19, 28-29; Eclesiastes 3:7(b)

Resposta: Reverência é respeito, honra, estima, profunda adoração. A reverência promove a ordem. Requer uma consciência para não diminuir a glória de Deus. O versículo em Neemias explica por que o púlpito fica acima da congregação e a prática de ficar de pé durante a leitura das Escrituras. Trata-se principalmente de atitude. Discuta como devemos tratar o prédio, o silêncio durante a oração; não mascar chiclete nem comer no santuário; e a agitação durante o culto. Observe a ligação com a observância do sábado e a reverência ao Seu santuário. Isso inclui como vivemos, o que dizemos, o que vestimos, a limpeza do santuário, etc.; um tempo para falar e um tempo para ficar em silêncio.

  • O que significa reverenciar a presença de Deus? Salmo 100:4; Habacuque 2:20; 1 Reis 19:11-13; 2 Crônicas 7:1-3

Resposta: Entrem pelas suas portas com ações de graças… O Senhor está no seu santo templo; cale-se toda a terra; Elias e a voz mansa e delicada; a glória que desce sobre o templo. Isso aborda o tema de ser um anfitrião do Espírito Santo. Isso se relaciona com motivações, expectativas e a compreensão do propósito do culto comunitário. Pode surgir a pergunta: “Como sabemos que Deus está presente?” Quando Deus se manifesta, você o adora. Ele habita na casa do seu povo.

  • Qual a importância de seguir instruções e fazer as coisas à maneira de Deus? Josué 6:3, 10; 1 Samuel 13:8-14, 22-23; 1 Reis 13

Resposta: Mostre as instruções específicas de Deus aos israelitas para derrotar Jericó. Observe como eles deveriam permanecer em silêncio durante seis dias e não falar até receberem ordem. Você pode ser escolhido por Deus, mas ainda assim perder. Você pode até ser usado por Deus, mas ainda assim sofrer as consequências da desobediência.

  • Por que é necessário equilibrar nossa liberdade com a ordem? Provérbios 25:28; 1 ​​Coríntios 12:7; 14:23-26, 29-33, 37-38, 40; 1 Pedro 2:13, 16

Resposta: Se você não consegue se controlar, está indefeso. A manifestação do Espírito é dada a todos para proveito próprio – edificação; não para parecermos loucos; ordem na profecia; Que tudo seja feito com decência e ordem. Submetam-se a toda autoridade constituída entre os homens por amor ao Senhor, não usando nossa liberdade como pretexto para maldade.

Lição 5 – Obediência Total

Texto bíblico: 1 Samuel 15:1-28

Texto para memorizar: Então Samuel disse: “Acaso o Senhor tem tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em obedecer à voz do Senhor? Eis que obedecer é melhor do que sacrificar, e dar ouvidos é melhor do que a gordura de carneiros.” 1 Samuel 15:22

Objetivo da lição: Estabelecer a importância de manter um relacionamento com Deus e com os outros por meio da obediência.

Pontos-chave: A essência do relacionamento de alguém com Deus é a obediência. A obediência liberta o crente. A obediência é um estilo de vida completo.

O Deus Onipotente, Criador dos céus e da terra, Mestre do universo, Regente de cada respiração orquestrada que damos, Guardião e Amante de nossas almas, repousa Sua mão sobre o pulso de nosso relacionamento com Ele – a obediência! Nossa obediência a Deus prova que existe um nível de relacionamento, amor e admiração. Escolhemos obedecer a Deus! Deus nos convida a amá-Lo e esse relacionamento de amor se traduz em obediência.

Antes de existirem leis escritas, Deus deu a Adão e Eva livre acesso a tudo no Jardim do Éden, exceto à árvore do conhecimento do bem e do mal. Deus disse-lhes que não deveriam comer dessa árvore, pois no dia em que o fizessem, certamente morreriam. É bastante óbvio para nós hoje que Adão desobedeceu à ordem de Deus, pois a humanidade vem sofrendo as consequências da decisão de Adão e Eva de desobedecerem a Deus.

Muitas vezes, a obediência é caracterizada como escravidão. O oposto é verdadeiro. A verdadeira libertação é encontrada através da obediência. A obediência nos liberta. A obediência nos dá uma identidade; ela nos afirma. A obediência nos dá um espaço para atuar onde não há obstáculos; não há dúvidas sobre o que nos acontecerá, porque o poder de Deus nos cerca. A escravidão surge quando há desobediência. É aí que vêm o peso, o medo e a culpa. Mas quando há obediência total, não há medo. Não há culpa. Há liberdade, alegria e felicidade (Hagin).[4]

A obediência não é apenas um ato ou uma série de ações; a obediência é um estilo de vida completo; um princípio de vida ou uma atitude do coração pela qual se deve viver. “A fé é do coração, invisível aos homens; a obediência é da conduta e pode ser observada. Quando um homem obedece a Deus, ele dá a única prova possível de que, em seu coração, ele crê em Deus.”[5]

No passado, alguns de nós talvez tenhamos nos perguntado: "Por que o poder de Deus não se manifesta em minha vida?". Sem obediência total, Deus não pode nos confiar Seu poder! É quando nos alinhamos com Ele e com Sua Palavra em todas as áreas de nossas vidas que Deus pode confiar plenamente em nós. Então, não estamos mais aqui para servir a nós mesmos, mas sim dedicados ao Seu serviço.

Muitos cristãos hoje andam em desobediência a Deus sem se darem conta disso. Essa desobediência os impede de receber o melhor de Deus em suas vidas. Deus também tem grandes vitórias para as quais deseja conduzi-los! Contudo, para alguns, a desobediência é a razão pela qual suas orações não foram atendidas ou os anseios de seus corações não foram realizados. Pode ser que Deus tenha falado aos seus corações para fazerem algo por Ele, mas eles se recusaram terminantemente a obedecer. Para outros, pode ser que estejam em oposição a certos princípios da Palavra de Deus e, portanto, Deus não pode atender às suas orações até que se alinhem com a Sua Palavra (Hagin).[6]

Podemos saber se uma pessoa está viva e respirando pelos batimentos cardíacos e pelo pulso. O pulso do nosso relacionamento com Deus é a obediência. Quando entregamos totalmente a nossa vontade a Ele e nossos corações anseiam por Ele, andar em total obediência se tornará um estilo de vida. Outros verão que estamos vivos e bem em Deus. Vivamos cada dia desejando agradar à Sua Majestade, Jesus, por meio da OBEDIÊNCIA TOTAL.

Perguntas e Discussão

  1. Será que Deus nos chama à obediência? Lucas 11:28; João 8:51; 14:15; 15:10

Resposta: Sim. Bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam. Se guardardes os Seus ensinamentos, jamais vereis a morte. Guardai os mandamentos e permanecereis no amor de Jesus.

  • Quais são alguns dos atributos da obediência?

As respostas podem variar.

HUMILDADE (tornamo-nos servosum servo não questiona nem discute as ordens que lhe são dadas). Quando nos tornamos servos, de fato nos tornamos alguém. De acordo com Efésios 2:6, o próprio Deus nos exalta e nos coloca com Cristo.

CRENÇA/FÉ – Hebreus 11:6 declara: “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que recompensa os que o buscam.”

AMOR/ADMIRAÇÃO – João 14:23, “Jesus respondeu: ‘Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele a nossa morada.’”

1 João 5:2-3: “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados.”

  • De que maneira as seguintes pessoas demonstraram total obediência a Deus, e que impacto suas ações tiveram sobre elas mesmas e/ou sobre os outros?
  • Noé e a Arca – Gênesis 7:5-9; Hebreus 11:7

Resposta: (Sua família estava segura; a raça humana pôde continuar)

  • Abraão/Sara – Hebreus 11:8-10; Romanos 4:20-22

Resposta: Como isso o afetou/afetou os outros? Sua descendência foi abençoada; sua fé lhe foi imputada como justiça.

  • Jesus Cristo – Filipenses 2:5-9; Mateus 26:39

Resposta: (como isso afetou os outros, o acesso a Deus e à vida eterna) A desobediência de um homem trouxe a morte, a obediência de um homem trouxe a vida.

  • Quais são alguns dos atributos da desobediência?

Resposta:

  • MEDO (Deus não nos deu um espírito de medo…) Gênesis 3:8-10
  • DESEJOS/AGENDAS EGOÍSTAS/PESSOAIS
  • INCREDULIDADE Hebreus 3:15-19 (a desobediência dos israelitas é considerada a evidência de sua incredulidade)
  • João 8:24; “Por isso eu lhes disse que vocês morrerão em seus pecados; porque, se vocês não crerem que Eu Sou, de fato morrerão em seus pecados.”
  • FALTA DE AMOR A DEUS João 14:15, “Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos.”
  • ORGULHO Provérbios 16:18 “O orgulho precede a destruição, e o espírito altivo, a queda.”
    • 1 Pedro 5:5 “Da mesma forma, vocês, jovens, sujeitem-se aos mais velhos. Sim, sujeitem-se todos uns aos outros e revistam-se de humildade, porque ‘Deus resiste aos orgulhosos, mas dá graça aos humildes’”.
    • Salmo 138:6 “Embora o Senhor esteja nas alturas, atenta para os humildes; mas aos soberbos, de longe os conhece.” (Somente através da Palavra de Deus o homem pode submeter sua mente ao senhorio de Jesus Cristo.) O homem natural [o homem de fora] não quer se alinhar com a Palavra de Deus; nem com qualquer disciplina, aliás. O homem natural gosta de fazer o que bem entende, sem ter que prestar contas a ninguém.

Seguem alguns exemplos de indivíduos que não foram totalmente obedientes a Deus: Vejamos como suas ações os afetaram negativamente e/ou a outros:

v Saul e os amalequitas 1 Samuel 15:1-3, 9, 12-15, 19-21

Resposta: Para compreendermos plenamente o impacto desta história, precisamos entender a verdadeira natureza da desobediência de Saul e perceber exatamente como ele pecou.

PERSPECTIVA HISTÓRICA:

Após Saul ter ido para a batalha, ele cumpriu o que a lei normalmente exigia. Quando Israel vencia uma batalha, era obrigado a trazer sacrifícios para oferecer a Deus pela vitória. Poderíamos chamar isso de "oferta de ação de graças". Em qualquer outra ocasião, o Rei Saul teria agido corretamente de acordo com as exigências da lei. Além disso, nas batalhas daquela época, o vencedor tinha direito aos despojos de guerra: todo o gado, cavalos, carros de guerra e ouro. O exército conquistador podia legitimamente levar tudo o que pudesse ser recuperado. Ademais, era costume o rei conquistador capturar o rei inimigo vivo e desfilá-lo triunfalmente pelas ruas das principais cidades. Isso era considerado um dos maiores símbolos de prestígio para um rei conquistador; conferia-lhe grande credibilidade, não apenas entre seu próprio povo, mas também aos olhos de outras nações.

Explique as duas mentiras que Saul contou; versículos 12-15, 19-21.

Deus havia ordenado a Saul que não trouxesse nada de volta!

  • Por que o Senhor se arrependeu de ter feito Saul rei de Israel? 1 Samuel 15:10-11

Resposta: Ele se afastou do Senhor e não obedeceu aos Seus mandamentos (em sua totalidade).

  • Quais foram as consequências da desobediência de Saul? 1 Samuel 15:23, 26

Resposta: Ele foi rejeitado na disputa pelo trono (não herdou a coroa).

Davi , Uzá e a Arca de Deus – 1 Crônicas 13:1-10

  • De que maneira a desobediência contribuiu para a morte de Uzá? 1 Crônicas 13:1-10; Êxodo 25:10-15; Números 4:15

Resposta: Deus deu instruções sobre como transportar a arca de Deus. Ela deveria ser carregada pelos levitas com varas, passando-as por anéis, etc. Os filhos de Coate não podiam tocar nas coisas sagradas. Essas instruções não foram seguidas. A arca foi colocada em uma carroça puxada por bois, o que a tornou instável.

v Acã e a veste e o dinheiro babilônicos – Josué 6:17-18; 7:1, 19-25

  • Como as ações de Acã afetaram Israel? Josué 7:1-5, 10-12

Resposta: Eles não apenas não conseguiram enfrentar seus inimigos, como também perderam homens na guerra. O capítulo anterior fala da vitória triunfal deles sobre o povo de Jericó (que eram gigantes) que vivia em uma cidade fortificada. De acordo com o versículo 27 do capítulo 6: “Assim, o Senhor estava com Josué, e a sua fama se espalhou por toda a terra.”

  • Como devemos confrontar e corrigir a desobediência? Jeremias 3:12-14

Resposta: Reconheça o erro, corra para o Senhor e arrependa-se. “'Voltem, Israel rebelde', diz o Senhor... 'Pois eu sou misericordioso... Somente reconheçam a sua iniquidade, que vocês transgrediram contra o Senhor, o seu Deus... e não obedeceram à minha voz... Voltem, filhos rebeldes', diz o Senhor...”

  1. Podemos alcançar o sucesso obedecendo à Palavra de Deus? Josué 1:8; Isaías 1:19; Lucas 6:38; Salmo 119:1-8

Resposta: Sim. Terás sucesso. Se estiveres disposto e obedeceres, desfrutarás dos melhores frutos da terra. Se te recusares e te rebelares, serás devorado.

Lição 6 – Santificação: O Código de Honra de Deus

Texto bíblico: 1 Pedro 1

Versículo para memorizar: Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em toda a sua maneira de viver, pois está escrito: “Sejam santos, porque eu sou santo”. 1 Pedro 1:15-16

Objetivo da lição: Compreender que a santificação é o alicerce vital da caminhada de uma pessoa com o Senhor e é fundamental para construir um relacionamento contínuo com Cristo Jesus e com os outros.

Pontos-chave: A santificação é um processo contínuo. Há liberdade na santificação. A santificação é a dobradiça que mantém a porta do nosso relacionamento com Cristo Jesus no lugar.

As instituições de ensino superior há muito tempo mantêm certos códigos de ética e conduta. As comunidades acadêmicas estabelecem sistemas de honra pelos quais todos os membros da instituição devem se reger. Espera-se que todos os membros da comunidade acadêmica, alunos e professores, busquem a excelência acadêmica e de caráter. A violação do código de honra pode levar a medidas disciplinares e/ou à expulsão da instituição. Em essência, espera-se que todos representem os ideais da instituição de maneira íntegra.

O Corpo de Cristo não é diferente. Deus estabeleceu padrões elevados e alcançáveis ​​pelos quais todo crente deve se guiar. Esses padrões foram estabelecidos para nos manter puros, santos e disponíveis para o serviço de Deus. O código de honra de Deus, a santificação, é fundamental para manter a integridade e o caráter tanto com Cristo quanto com a Sua igreja. “Meu espírito, alma e corpo, Jesus, eu Te dou; uma oferta consagrada, Teu para sempre. Agora, Senhor, entrego meus membros livres do domínio do pecado, para a guerra e para o triunfo como armas para Ti. Sou Teu, ó bendito Jesus, lavado em Teu precioso sangue. Selado pelo Teu Espírito Santo, um sacrifício para Deus.”[7]As palavras deste hino resumem o relacionamento contínuo que devemos nos esforçar para manter por meio da santificação.

O código de honra de Deus não é uma lista de regras; em vez disso, é uma filosofia de conduta baseada na honestidade, integridade e compreensão. Há liberdade na santificação. Cristo tem a liberdade de vir e cear conosco a qualquer momento, porque criamos o livre fluxo do Espírito Santo em nossas vidas. Também podemos nos aproximar com ousadia (livremente, sem impedimentos) do trono de Deus para lhe fazer petições e obter ajuda em tempos de dificuldade. O código de honra também permite que os membros do corpo de Cristo vivam juntos, interajam e aprendam uns com os outros de maneiras que ajudam a promover os ideais de Cristo.

A santificação deve governar nosso estilo de vida. 1 Pedro 1:15-16 diz: “Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em toda a maneira de viver, pois está escrito: ‘Sejam santos, porque eu sou santo’”. A palavra “maneira de viver” aqui se refere a um estilo de vida. Tudo o que dizemos, pensamos e fazemos deve ser regido pelo código de honra de Deus. A santificação se baseia na premissa de que a integridade individual é fundamental para cada membro do corpo de Cristo. A maneira como escolhemos viver nossas vidas tem um impacto direto no crescimento e amadurecimento da família, da igreja e da comunidade.

Perguntas e Discussão

  1. Vejamos as definições de santificação no Antigo e no Novo Testamento.

Qadash (hebraico – Concordância de Strong nº 6942) – “ser limpo (cerimonialmente ou moralmente); – nomear, ordenar, consagrar, dedicar, profanar, santificar, (ser, manter) santo… preparar, proclamar, purificar, santificar…”[8]

Hagiasmos (grego – Concordância de Strong nº 38) – “propriamente purificação, isto é, (o estado) purificar; concr. (por Hebr.) um purificador; – santidade, santificação.”[9]

Quais são as diferenças?

Resposta: O Antigo Testamento usa o termo com mais frequência para descrever coisas e épocas (vasos, templo, sábado, várias festas). O Novo Testamento usa o termo para denotar pessoas; enfatiza a dimensão pessoal da santidade. Tal santidade exige separação e dedicação total a Deus em espírito, alma e corpo.

  • Quais são os três estágios da santificação?
  • 1 Coríntios 6:11; Efésios 2:1-6

Resposta: A experiência do crente ao receber Cristo como Salvador pessoal (passado).

  • 1 Pedro 2:5, 9-10; Hebreus 6:1

Resposta: O estado atual de crescimento do crente. O crente está sendo edificado como uma casa espiritual para oferecer sacrifícios que agradam a Deus; e manifestando o louvor de Jesus, que liberta do pecado e o torna belo em Sua maravilhosa luz. O crente também está crescendo e amadurecendo nas coisas de Deus.

  • Efésios 5:27; 1 Tessalonicenses 5:23; Filipenses 3:20-21

Resposta: A santificação final dos crentes (futuro). Seremos aperfeiçoados nEle. Este é o objetivo da nossa salvação, o propósito final da redenção. Quando encontrarmos o Senhor, seremos como Ele — sem pecado. A noiva será totalmente santificada e estará pronta para o casamento. “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos como ele é” (1 João 3:2).

Nota: A santificação é uma experiência passada, no momento do nosso novo nascimento, e uma obra progressiva presente em nós, enquanto aguardamos a consumação final da nossa dedicação ao Senhor. Portanto, a santificação é contínua, é progressiva... Uma mudança está acontecendo — tornando-nos mais semelhantes a Cristo.

  • Qual é a fonte da santificação e como ela é aplicada?
  • Judas 1:1; 1 Tessalonicenses 5:23

Resposta: É de Deus. Ele nos santifica na alma, no corpo e no espírito.

  • Hebreus 10:10, 14; 1 Coríntios 6:11

Resposta: É de Cristo. Ele se ofereceu como o sacrifício supremo. Sua morte trouxe santificação por meio do Seu sangue. Como resultado, obtemos o perdão e somos restaurados à nossa posição correta em Cristo..

  • 2 Tessalonicenses 2:13; João 16:13

Resposta: É obra do Espírito Santo. O Espírito Santo atua no crente e é a causa ativa da santificação. O Espírito Santo guia o crente a "toda" a verdade, o que inclui verdades sobre si mesmo — maneiras pelas quais o crente pode melhorar, etc.

  • João 17:17; 15:3; 2 Timóteo 3:16; Efésios 5:26

Resposta: É pela Palavra de Deus. João 15:3 na Bíblia Hebraica diz: “purificados pela palavra”, como em “vocês são podados”. A palavra de Deus corrige, cura e traz vida. É interessante notar que todas as quatro fontes provêm de uma só: Deus.

  • Por que a santificação é um aspecto importante da caminhada do crente com o Senhor? Hebreus 12:14 e Salmos 15

Resposta: Sem santidade, o crente não pode ver o Senhor. Esse "ver o Senhor" geralmente se refere à vinda de Cristo, mas se aplica à vida diária. Sem santidade (santificação), não se pode ter comunhão plena com o Senhor; não se pode contemplar Sua glória em meio à adversidade; não se pode experimentar Sua presença na adoração constante; não se pode ascender ao monte do Senhor. O acesso à Sua majestade fica dificultado e/ou proibido.

  • Quais são algumas das evidências da santificação?
  • Romanos 12:1-2; Tiago 4:7; 1 Pedro 1:14-16

Resposta: Separação do pecado, submissão, obediência a Deus e vida santa.

  • Mateus 5:48; João 17:23

Resposta: Maturidade em Cristo (a interpretação grega de “perfeito” é completa, crescimento, caráter mental e moral, de plena idade…)

  • Gálatas 5:22-23; João 15:16

Resposta: Manifestar o Fruto do Espírito

  • 1 Pedro 1:22; Colossenses 3:13; 1 Tessalonicenses 3:12-13; Hebreus 12:14-15

Resposta: Mantenha um relacionamento amoroso e de perdão com os outros.

  • Por que a santificação é vital para o progresso do indivíduo e da igreja? Salmo 1:3; João 15:7

Resposta: Quando o crente vive uma vida de santificação, ele se torna mais firme, permanece em Cristo e produz frutos. A Igreja e o indivíduo são edificados, e tudo o que o crente pede a Deus lhe é concedido.

Lição 7 – Semeadura e Colheita

Texto bíblico: Gálatas 6:6-10

Versículo para memorizar: Mas digo isto: Quem semeia pouco, pouco colherá; quem semeia em abundância, em abundância também colherá. 2 Coríntios 9:6

Objetivo da aula: Enfatizar a importância de compreender o princípio da semeadura e da colheita e incentivar um estilo de vida de generosidade.

Pontos-chave: Precisamos compreender bem o princípio da semeadura e da colheita (dar e receber), pois esse princípio afeta todos os aspectos de nossas vidas. Devemos esperar que Deus faça o que diz e o que prometeu em Sua Palavra. Se semearmos pouco, colheremos pouco. Se semearmos em abundância, colheremos em abundância.

Em uma das lições anteriores, discutimos a mordomia e observamos que uma boa mordomia requer a graça de Deus. Precisamos conhecer e compreender a vontade de Deus e, então, cooperar com Ele exercendo nossa fé. Uma vez que entendemos nosso papel como mordomos de Deus, precisamos compreender bem o princípio da semeadura e da colheita, pois esse princípio também afeta todos os aspectos de nossas vidas. Esse princípio está presente desde Gênesis, quando Deus declarou: “Enquanto a terra durar, semeadura e colheita, frio e calor, inverno e verão, dia e noite jamais cessarão” (Gênesis 8:22). Toda verdade é paralela. Ela se aplica tanto ao natural quanto ao espiritual.

Muitas vezes, somos rápidos em apontar: "Colhemos o que plantamos" em um contexto negativo, mas tendemos a ser tímidos e incrédulos quando solicitados a aplicar o mesmo princípio em um contexto positivo. De alguma forma, parece mais fácil acreditar em resultados negativos do que em resultados positivos. Devido à nossa natureza adâmica, os resultados negativos ocorrem de forma bastante natural, sem muito esforço consciente. No entanto, da mesma forma que sementes negativas produzem resultados negativos, sementes positivas trazem uma colheita positiva. Mesmo assim, devemos exercer nossa fé e trabalhar em conjunto com Deus para colher o positivo.

Deus se alegra imensamente quando cremos em Sua Palavra e quando esperamos por Ele. Afinal, sem fé é impossível agradá-Lo. Se nos aproximamos dEle, devemos crer que Ele recompensa aqueles que O buscam diligentemente. Ele quer que nos aproximemos dEle, mas devemos esperar que Deus faça o que diz e o que prometeu em Sua Palavra. Embora dar e receber vá além das nossas finanças, quando falamos de dinheiro, rapidamente atraímos a atenção da maioria das pessoas.

Deus deu a Israel princípios e promessas sob a Antiga Aliança que garantiam o seu sucesso, desde que fossem obedientes. Havia todo um conjunto de leis que regiam a prática da oferta: dízimo, ofertas voluntárias, ofertas sacrificiais, etc. Esses conceitos precisavam ser incutidos neles, pois a natureza básica do homem não é dar. Ele prefere receber e acumular. Contudo, como novas criaturas em Cristo, assumimos a imagem de Cristo, o Doador Supremo, e nossa natureza está sendo transformada. Isso só pode acontecer se permitirmos que os princípios do Reino sejam inscritos em nossos corações. As bênçãos vêm quando praticamos a Palavra e não apenas a ouvimos.

Precisamos entender que devemos dar a Deus esperando receber Dele. Temos que mudar nossa maneira de pensar para reconhecer que dar também é um ato de adoração. Assim como oferecemos nossos corpos como sacrifícios vivos, devemos oferecer nossos bens, nossos recursos e nossas habilidades, da mesma forma, reconhecendo que tudo o que fazemos deve ser para glorificar a Deus e edificar o Seu Reino. Devemos estar conscientes de dar o nosso melhor e tudo o que Deus nos pede. Então, devemos esperar receber tudo o que Ele nos dá, tendo em mente que receberemos de acordo com o que dermos.

Perguntas e Discussão

  1. Qual é a lei contínua em toda a Bíblia que nos ensina como receber? Gênesis 8:22; Obadias 1:15; Mateus 7:12; Gálatas 6:7-8; Efésios 6:8

Resposta: A lei da semeadura e da colheita. Ela vai além da agricultura. É a vida. O que você fizer aos outros, isso lhe será feito. Faça aos outros o que você gostaria que fizessem a você. Não se enganem: de Deus não se zomba. Tudo o que o homem semear, isso também colherá. Pois ele sabe que todo o bem que praticar, isso receberá do Senhor…

  • O que podemos aprender com esses exemplos de generosidade do Antigo Testamento? Gênesis 14:18-20; Êxodo 35:4-9, 20-22; 36:6-7; Levítico 19:9-10; 1 Reis 17:13-16

Resposta: Abrão deu o dízimo de tudo o que possuía. O povo ofereceu a oferta voluntária para o tabernáculo de coração. Deram tanto que precisaram ser contidos para não darem mais. Na colheita, deveriam deixar algo para os respigadores; a viúva de Sarepta, que ouviu o profeta, foi obediente em sua oferta e teve provisão contínua durante a fome.

  • Existe alguma relação entre o quanto você dá e o que você recebe? 2 Coríntios 9:6-8; Lucas 6:38; Malaquias 3:10; Lucas 21:1-4. Discuta.

Resposta: Semeie com parcimônia, colha com parcimônia; semeie em abundância, colha em abundância. Deem, e lhes será dado, recalcado, sacudido, transbordante… Tragam todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja alimento em minha casa… e lá não haverá lugar suficiente para guardá-los. A oferta da viúva. Deus realmente olha para o que sobra depois que você dá (a porcentagem versus o valor real). Ele honra a oferta sacrificial.

  • Como podemos maximizar o princípio da semeadura e da colheita? Ageu 1:6-7; Atos 20:35; Gálatas 6:9; 1 Coríntios 13:3; 2 Coríntios 9:6-7

Resposta: Reflita sobre seus caminhos. Reconheça a bênção em dar. Não desanime/pare – semeie continuamente. Dê com amor. Semeie generosamente, semeie com propósito e semeie com alegria. Compreenda que é um ato gracioso de Deus; dê e espere receber de Deus. Reconheça suas colheitas e seja grato por elas.

Lição 8 – Fundamentos de um Casamento Segundo a Lei de Deus

Texto bíblico: Efésios 5:22-33

Versículo para memorizar: Quem encontra uma esposa encontra algo excelente; alcançou o favor do Senhor. Provérbios 18:22

Objetivo da aula: Refletir sobre os propósitos do casamento e os fatores essenciais que permitirão às pessoas viver um casamento "diferente".

Pontos-chave: Deus criou o casamento e o fez bom. A importância do relacionamento conjugal só é superada pela do relacionamento com Deus. A união matrimonial foi planejada para nos moldar à imagem de Cristo e para ser um exemplo terreno de unidade. Deus deve estar no centro de qualquer método que você use para encontrar um cônjuge.

O American Heritage Dictionary of the English Language, edição, define casamento como “a união legal de um homem e uma mulher como marido e esposa”.[10] O casamento é uma ideia de Deus. É sagrado. Deus o projetou e o ordenou no Jardim do Éden. Ele o fez bom. Da mesma forma que Adão tinha um corpo perfeito, uma mente perfeita, uma moradia incrível, etc., ele tinha um casamento perfeito, até que…

Deus planejou que o casamento fosse uma bênção, não uma maldição. Não é da Sua vontade que o seu casamento seja o ápice da dor, da frustração e da decepção na sua vida. Em vez disso, o Seu desejo é que você prospere e tenha saúde. Um casamento bem-sucedido faz parte dessa prosperidade. No entanto, o seu casamento será exatamente o que você fizer dele.

A importância do casamento só é superada pela do relacionamento com Deus. Nosso relacionamento com Deus é eterno, enquanto o relacionamento com os pais dura apenas uma geração. O casamento se situa no meio. É uma aliança, destinada a ser bem-sucedida e durar a vida toda.

Deus tinha vários objetivos em mente quando instituiu o casamento. Ele percebeu que Adão estava sozinho, e isso não era bom. Através da união matrimonial, Deus supriu a necessidade de Adão por companhia e auxílio. Eva era uma auxiliadora adequada para ele. Adão dependia dela para que ambos cumprissem o mandamento de Deus de serem fecundos e multiplicarem-se. Deus esperava que eles criassem um legado piedoso e sabia que Adão não poderia fazer isso sozinho. Em última análise, Deus deseja ver o Seu reflexo na Terra. Adão e Eva foram feitos à imagem de Deus. Por sua própria natureza, a união matrimonial é projetada para nos moldar à imagem de Cristo e para ser um exemplo terreno de unidade. Nesse contexto, o casamento representa o relacionamento de Cristo com a Sua noiva, a Igreja.

Precisamos entender a importância de começar da maneira correta. Embora existam muitas maneiras de encontrar um cônjuge, Deus deve estar no centro de qualquer método utilizado. Deus conhece suas necessidades melhor do que você. Ao pedir, certifique-se de não pedir de forma inadequada, pois o mais importante é estar em conformidade com a vontade de Deus. Podemos analisar alguns exemplos bíblicos e aprender com eles.

Com todos os recursos e ferramentas disponíveis, não deveria haver desculpa para casamentos ruins na igreja hoje. No entanto, conhecemos os fatos. Nesta lição e na seguinte, consideraremos alguns ingredientes importantes para estabelecer um alicerce para um casamento bem-sucedido que glorifique a Deus.

Perguntas e Discussão

  1. Quais são os três principais propósitos do casamento? Gênesis 2:18; 1 Coríntios 11:11; Gênesis 1:26-28; Efésios 5:23-25, 32

Resposta: Auxílio adequado para Adão (homem), companheirismo; multiplicar um legado piedoso; refletir a imagem de Deus, relacionamento de Cristo e da Igreja. A mordomia também está envolvida aqui.

  • Quais abordagens podem ser adotadas na busca por um parceiro? Considere os seguintes exemplos bíblicos: Gênesis 24 (Isaque); Gênesis 28 (Jacó); Juízes 14-16 (Sansão); Rute 4 (Boaz); Oséias 1:2-3. Discuta.

Resposta: O pai enviou o servo para encontrar uma esposa para seu filho; Jacó seguiu o conselho do pai. Sansão seguiu seus desejos. Boaz comprou sua esposa (ele a resgatou). Oseias ouviu o Senhor e lhe obedeceu.

  • Com base em Efésios 5:23, 25-30, identifique três responsabilidades do marido.

Resposta: (1) liderar a família; (2) amar sua esposa como Cristo amou a igreja; (3) cuidar (nutrir e acarinhar). O que significa nutrir e acarinhar? Resposta: Nutrir significa promover o crescimento de; acarinhar significa ter em alta estima/sentir ou demonstrar afeto por.

  • Com base nas seguintes passagens bíblicas, identifique quatro responsabilidades da esposa: Provérbios 31:27; Efésios 5:22, 33b; Tito 2:4.

Resposta: (1) priorizar a família; (2) submeter-se ao marido; (3) respeitar o marido; (4) amar o marido e os filhos.

  • Discuta como um casal pode cumprir com sucesso as responsabilidades identificadas nas questões 3 e 4 acima e alguns dos desafios para o cumprimento dessas responsabilidades.

Resposta: Utilize materiais como os encontrados em FamilyLife.com como guia para identificar abordagens sociais versus bíblicas em relação a papéis e responsabilidades. Não podemos esperar obter resultados divinos utilizando métodos mundanos.

Lição 9 – Mantendo um casamento segundo os princípios de Deus

Texto bíblico: Mateus 19:4-6

Versículo para memorizar: "Portanto, deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne." Gênesis 2:24

Objetivo da lição: Reforçar os elementos fundamentais necessários para sustentar um casamento segundo os princípios de Deus.

Pontos-chave: Os conceitos de receber, deixar e unir-se são vitais para o sucesso de um casamento. Nossa responsabilidade é submeter-nos a Deus e um ao outro em todos os aspectos do relacionamento conjugal.

Na lição anterior, lembramos que o casamento é bom – Deus o criou assim. Apesar da opinião negativa do mundo sobre o casamento, ele veio para ficar. Uma coisa é conhecer as razões e os propósitos do casamento, mas como torná-los realidade em nossas vidas? Nosso objetivo deve ser fazer com que ele seja tudo aquilo que Deus planejou para ele.

Contudo, com praticamente metade dos casamentos nos Estados Unidos terminando em divórcio, nossa sociedade basicamente abandonou a santidade do matrimônio. Infelizmente, a taxa de sucesso matrimonial entre cristãos professos não é muito melhor. Mesmo na Igreja de Deus, o número de casamentos infelizes e lares desfeitos é alarmante. Talvez seja resultado de ignorância, ou talvez de preguiça e desobediência. Seja como for, Deus nos chama a viver de forma diferente. Devemos ser um exemplo para o mundo, e não do mundo.

Em Gênesis 2:24, Deus estabeleceu um princípio simples para um casamento bem-sucedido. Embora os detalhes variem em cada relacionamento, os conceitos de receber o cônjuge, deixar os pais e unir-se ao parceiro são vitais para um casamento feliz. Esses três conceitos precisam ser valorizados e praticados ao longo da vida.

Quando Eva foi apresentada a Adão, ele a aceitou como ela era. Ele sabia que Deus a estava dando a ele e tinha plena confiança de que Deus lhe estava dando o melhor. Foi somente depois que o pecado entrou em cena que vemos Adão tendo dificuldades em aceitar Eva. Enquanto a afirmação e a apreciação eram a norma, agora o oposto (culpa e críticas) se tornou o comportamento humano padrão.

Outro fator crucial para um casamento bem-sucedido é deixar a casa dos pais. Isso significa deixá-los fisicamente, emocionalmente e financeiramente. Não significa que você precise atravessar o país ou ir para outro continente, mas sim se libertar da autoridade, da proteção e da influência deles para construir sua própria família sob a proteção de Deus.

A união é difícil se você não se separa. Embora a união física seja muito importante em um casamento, ela não se resume a isso. Para ter um casamento bem-sucedido, marido e mulher também precisam se unir emocional e espiritualmente. É nesse processo de conexão que os propósitos de Deus de nos desenvolver e fazer crescer se concretizam. É no processo de união que devemos trabalhar em conjunto com Deus para alcançar a unidade. O que Deus uniu, o homem (nem mesmo você) separe.

Embora as pressões da sociedade moderna tenham tentado alterar os papéis e responsabilidades no casamento, é importante que continuemos a reconhecer e seguir o plano de Deus para o casamento. Efésios 5:22-30 resume isso bem. Os maridos ainda precisam ser líderes servos, amar suas esposas e cuidar delas. As esposas ainda precisam amar seus maridos, submeter-se a eles e respeitá-los.

É importante que nos submetamos a Deus e um ao outro em todos os aspectos do relacionamento conjugal. Eu os desafio a buscarem juntos a vontade de Deus. Confiem no Espírito Santo para guiá-los e orientá-los. Orem um pelo outro e com seu cônjuge, e apliquem ativamente a Palavra de Deus ao seu casamento para que vocês também possam desfrutar das bênçãos de um casamento "diferente".

Perguntas e Discussão

  1. Quais são os elementos essenciais para manter um casamento bem-sucedido? Salmo 127:1; Gênesis 2:21-23; Efésios 5:24-25; 1 Pedro 3:7

Resposta: Deus no centro; seguir o plano de Deus para o casamento; aceitação do cônjuge (provisão de Deus); amor; submissão e respeito; conhecimento/sabedoria.

  • Discuta os diversos aspectos de receber, deixar e unir-se? Gênesis 2:23-24; Mateus 19:5-6

Resposta: Amor incondicional e aceitação do dom de Deus, afirmação, aplicação das linguagens do amor e fortalecimento da autoestima do cônjuge fazem parte do processo de receber o parceiro. Sair de casa envolve estabelecer e manter a independência dos pais. Discuta os desafios que algumas pessoas enfrentam nesse processo, como os físicos, emocionais e financeiros. Unir-se envolve interdependência emocional e relacional (companheirismo), bem como a experiência de uma só carne, ou seja, o sexo.

  • Como o alinhamento vertical impacta o relacionamento conjugal? 1 Coríntios 11:3 De que maneiras as mudanças na sociedade impactaram a estrutura e a eficácia dos casamentos hoje?

Resposta: Ordem é a correta organização das coisas. O desalinhamento cria problemas. Em termos de liderança, 1 Coríntios 11:3 estabelece Cristo como o cabeça do marido e o marido como o cabeça da esposa. Filhos, igreja e outros vêm depois. A sociedade tenta ignorar esse alinhamento, resultando no caos, desalinhamento, papéis mal definidos e funções familiares distorcidas que vemos hoje. Deixe que a Palavra de Deus seja o quiroprático do seu casamento.

  • Discuta o que podemos fazer para vivenciar o casamento como a bênção que Deus planejou para ele. Efésios 5:28-31, 33; Tito 2:4-5; Filipenses 2:3-4; Efésios 5:18

Resposta: Ame seu cônjuge, viva com sabedoria; fale a linguagem do amor; conheça seu cônjuge; aceitação, amor incondicional; honra e respeito; obediência. Pode ser útil continuar a discussão e/ou aplicar alguns princípios práticos aqui!

Lição 10 – Educação dos Filhos – O Nível Mais Elevado de Responsabilidade

Texto bíblico: Deuteronômio 6:1-9

Versículo para memorizar: E vós, pais, não provoqueis a ira de vossos filhos; antes, criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor. Efésios 6:4

Objetivo da aula: Destacar a responsabilidade fundamental da paternidade/maternidade e examinar como ela se relaciona com a forma como Deus nos guia.

Pontos-chave: A principal responsabilidade dos pais é nutrir, disciplinar e admoestar seus filhos na Palavra de Deus. Um pai ou mãe só pode ser tão eficaz quanto Deus deseja se, antes de tudo, se submeter à autoridade de Cristo. Ninguém pode influenciar o destino de uma criança como seus pais.

É interessante notar que, embora a parentalidade seja uma das tarefas mais desafiadoras e importantes que alguém pode assumir, não são exigidas qualificações específicas e, muitas vezes, não há treinamento prévio para que os pais assumam esse papel. As responsabilidades da parentalidade são imensas, mas, no mínimo, os pais têm a tarefa gigantesca de criar filhos para serem cidadãos responsáveis, produtivos e moralmente íntegros.

“Deus confiou os corpos, as almas, os pensamentos, as vidas e os futuros de nossos filhos em nossas mãos. Ninguém pode influenciar o destino de outra pessoa mais do que os pais podem influenciar o de seus filhos.”[11] Deus confiou os pais aos seus filhos como mordomia divina e exigirá dos pais uma prestação de contas de como cuidaram dos filhos que Ele lhes confiou.

Para exercer a paternidade conforme a vontade de Deus, os pais devem buscar combater uma das maiores ameaças à piedade: a rebeldia. A rebeldia é um fator importante que influencia e, em muitos casos, corrompe nossos filhos. É responsabilidade dos pais não apenas conhecer e respeitar a autoridade de Deus, mas também incutir essa mesma característica em seus filhos. A rebeldia está presente desde o princípio e suas consequências são graves. Satanás se tornou Satanás porque ultrapassou a autoridade de Deus. Ele queria competir com Deus e se opor a Ele. A rebeldia é a causa da queda de Satanás.

Em todo o universo, Deus é a autoridade suprema. Deus estabelece todas as outras autoridades. Portanto, quando os pais ensinam seus filhos a respeitá-los, assim como outras figuras de autoridade, estão, por sua vez, ensinando-os a respeitar a autoridade de Deus. A rebeldia pode ser melhor combatida quando os pais, como filhos do Senhor, aprendem e demonstram submissão à autoridade. Ao fazerem isso, os filhos aprenderão a reconhecer e obedecer à autoridade, compreendendo que toda autoridade tem sua origem em Deus (Romanos 13:1-7).

A orientação dos pais é essencial para o desenvolvimento das virtudes humanas. As crianças devem ser criadas de acordo com os padrões culturais. Quanto mais educadas forem segundo a cultura, melhor para elas. Devem ser ensinadas a honrar os pais, a amar os irmãos, a comportar-se adequadamente com o próximo, a serem bons alunos na escola, a obedecer a todas as leis e a respeitar os professores e outros adultos. Contudo, ainda mais importante, a principal responsabilidade dos pais é criar filhos que se tornem discípulos tementes a Deus e a Cristo.

Os pais devem permanecer absolutamente dependentes da soberania de Deus para o bem-estar espiritual de seus filhos. Devem exercer o máximo cuidado, pastoreando-os com muito carinho e nutrindo-os, e sendo um rico exemplo do exemplo de Jesus Cristo. Ao considerarem a responsabilidade de criar os filhos, os pais devem sempre ter em mente a incumbência de nutrir seus filhos na disciplina e admoestação do Senhor (Efésios 6:4). Os pais não devem se basear nas últimas tendências do mundo da psicologia popular para determinar como seus filhos devem ser educados, disciplinados ou como seus direitos como seres humanos devem ser respeitados. A Bíblia deve ser o padrão que rege a maneira como os pais cuidam dos filhos que Deus lhes confiou. Portanto, os pais devem, antes de tudo, ser fiéis na leitura da Palavra e na oração diligente diária.

Perguntas e Discussão

  1. Que ações específicas são aconselhadas aos pais na criação de seus filhos? Efésios 6:4

Resposta: Não devemos provocar a ira de nossos filhos, mas sim criá-los na disciplina e nos ensinamentos do Senhor.

  • Defina e discuta os seguintes termos…
    • Nutrir – Resposta: treinar, orientar, cuidar.
    • Disciplina – Resposta: treinamento que desenvolve autocontrole, caráter, organização e eficiência; tratamento que corrige ou pune.
    • Admoestar – Resposta: aconselhar, orientar, advertir, repreender.
  • Efésios 6:4 nos diz que os pais devem disciplinar seus filhos. Será que nosso Pai celestial nos disciplina? E, se sim, como? Provérbios 3:11-12; Amós 3:2; Hebreus 12:7-8

Resposta: Sim, Ele faz isso. Não despreze a disciplina do Senhor. Ele nos pune e nos disciplina.

  • Qual o propósito da disciplina de Deus? Hebreus 12:4-11; 1 Pedro 1:16; Efésios 5:27

Resposta: O Senhor disciplina a quem ama, para o nosso bem, para que participemos da sua santidade e do fruto pacífico da justiça, a fim de sermos santos e irrepreensíveis.

  • Considerando os meios e o propósito pelos quais Deus nos disciplina, como isso se assemelha à disciplina que os pais terrenos exercem sobre seus filhos?

Resposta: É pela mesma razão e pelo mesmo motivo: produzir o fruto pacífico da justiça. Deus quer o melhor para nós, assim como qualquer bom pai quer o melhor para seus filhos. A disciplina, seja treinamento ou correção, tem o propósito de aprimoramento, aperfeiçoamento, desenvolvimento e crescimento. A disciplina proporciona uma oportunidade de aprendizado.

  • O que os pais podem fazer para alcançar o objetivo da paternidade segundo a vontade de Deus? Deuteronômio 6:6-9; Provérbios 13:24; 23:13-14

Resposta: Devemos ensinar diligentemente aos nossos filhos os mandamentos do Senhor, aproveitando as oportunidades que surgirem: em casa, no caminho, ao levantar e ao deitar. Converse com eles. Não hesite em usar a vara. Corrija-os.

Lição 11 – Vivendo em Saúde Divina

Texto bíblico: Êxodo 15:22-27; Deuteronômio 7:6-15

Versículo para memorizar: Amado, oro para que você prospere em todas as coisas e tenha saúde, assim como prospera a sua alma. 3 João 1:2

Objetivo da aula: Definir e mostrar a origem da saúde divina e como viver e manter essa saúde divina.

Pontos-chave: A saúde divina é a saúde dada por Deus. A doença e a morte não existiam antes do pecado de Adão. Viver em saúde divina requer obediência às leis dietéticas bíblicas. A cura é o processo de retorno à saúde divina. A cura espiritual e a cura natural são ordenadas por Deus e atuam em conjunto.

A saúde divina é a saúde dada por Deus. A saúde divina faz parte do plano de Deus para a humanidade. Deus formou Adão do pó da terra. Adão era uma alma saudável – um produto perfeito da capacidade criativa de Deus. Não há registro de doença física ou mental antes do momento em que Adão escolheu desobedecer à ordem de Deus de não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal no Jardim do Éden. Por causa da desobediência de Adão, doenças e enfermidades entraram no mundo, afligiram a raça humana e se alastraram pela Terra.

A saúde divina pode ser definida como o estado físico e espiritual que Adão experimentava antes de pecar. Esse estado era aquele em que Adão era perfeito e livre de dor e doença. Ele era são em mente, corpo e espírito.

Ao considerarmos o tema da saúde divina em um mundo pecaminoso, devemos também considerar a cura. A cura é o processo de retorno à saúde divina. É necessário compreender que a cura ocorre em duas esferas: a natural e a espiritual (divina). Ambas são ordenadas por Deus e atuam em conjunto. Na esfera natural, diversos fatores contribuem para a manutenção da saúde e a cura. São eles: exercícios físicos, boa nutrição (Gênesis 1:29), repouso adequado (Êxodo 20:10) e bons cuidados com o corpo físico (2 Coríntios 7:1). Deus espera que cuidemos dos corpos com os quais Ele nos abençoou e que não os negligenciemos ou abusemos deles de forma alguma (1 Coríntios 6:18-20).

Quando fazemos o melhor que podemos e ainda assim adoecemos, precisamos da intervenção divina. Entrar no reino divino requer fé. É aqui que nos apoiamos nas promessas de Deus. Os milagres começam onde nossas capacidades terminam. A Bíblia Sagrada contém muitos exemplos de pessoas que, com problemas de saúde, buscaram a Deus pela fé e foram restauradas à saúde divina, sendo curadas pelo poder de Deus (Marcos 5:25-29, 33-34; Lucas 5:12-14; 6:17-19).

Deus quer que tenhamos saúde divina (3 João 1:2). Para vivermos em saúde divina, precisamos obedecer aos princípios bíblicos estabelecidos por Deus para nos manter saudáveis. O que aconteceria com um carro se o óleo não fosse trocado regularmente ou se colocassem água no tanque de gasolina? E se você nunca fizesse a manutenção, não calibrasse os pneus ou trocasse o filtro de ar? Em vez disso, você simplesmente dirigia, dirigia e dirigia. Qual você acha que seria a vida útil desse carro?

Você sabia que muitas pessoas estão fazendo a mesma coisa com seus corpos? Estamos enchendo nossos estômagos com comidas e bebidas não saudáveis ​​e nos perguntando por que não nos sentimos bem. Estamos presos a um ritmo de vida acelerado e ao estilo de vida de fast-food. Deus tem poder para curar, mas Ele deseja que Seu povo viva vidas saudáveis, obedecendo aos princípios da boa saúde.

O apóstolo Paulo resumiu isso muito bem quando escreveu em Romanos 12:1-2: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela misericórdia de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Lembrem-se de que somos o templo do Espírito Santo. Portanto, glorifiquemos a Deus em nossos corpos e em nossos espíritos. Cuidem do seu corpo, maravilhosamente criado.

Perguntas e Discussão

  1. Que benefícios maravilhosos Adão e Eva desfrutavam antes de pecar? Gênesis 1:26-29

Resposta: Acesso a todos os tesouros da Terra; domínio total sobre todas as outras criaturas vivas na Terra; ausência de fraqueza física, dor e doença.

  • Sob a Antiga Aliança, quão extensas eram as promessas de Deus aos israelitas em troca da obediência às Suas leis e estatutos? Êxodo 15:26; Deuteronômio 7:15; 28:1-14

Resposta: Eles seriam abençoados acima de todas as nações em assuntos familiares, espirituais e terrenos.

  • Por que Deus restringiu a dieta dos israelitas? Levítico 11:44-47; 20:24-26; Deuteronômio 14:1-3

Resposta: Deus queria que eles fossem um povo santo e separado, um exemplo para todas as nações.

  • Sob a Nova Aliança, o que Deus disponibilizou aos crentes por meio de Jesus Cristo? João 10:10; Hebreus 8:6; 2 Pedro 1:2-3

Resposta: Vida abundante, melhores promessas, todas as coisas que dizem respeito à vida e à piedade.

  • Que promessas maravilhosas são preditas para os habitantes do mundo de amanhã? Apocalipse 21:1-6

Resposta: Sem doença, sem dor, sem tristeza, sem morte, sem choro, etc.

Lição 12 – O Exemplo do Crente

Texto bíblico: 1 Timóteo 4:12-16

Versículo para memorizar: “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus.” Mateus 5:16

Objetivo da aula: Identificar como podemos ser um exemplo de fé e como nosso exemplo pode impactar a vida dos descrentes.

Pontos-chave: Cristo é o nosso principal exemplo. Como exemplos de crentes, continuamos a obra de Cristo aqui na Terra. Como cristãos professos, temos a oportunidade imediata de impactar a vida dos descrentes, pois seus olhos estão sempre voltados para nós.

Jesus, nosso Senhor, Salvador e Redentor, deixou Sua morada na glória, abandonou a divindade e assumiu a forma de homem pecador para nos dar o exemplo perfeito. Ele carregou nossos pecados em Seu corpo na cruz, para que morrêssemos para o pecado e vivêssemos para a justiça, pois por Suas feridas fomos curados. Cristo sofreu por nós, deixando-nos um exemplo a seguir em Seus passos. Ele não cometeu pecado algum; nenhum engano foi encontrado em Sua boca; e, mesmo quando insultado, não revidava; enquanto sofria, não proferiu ameaças, mas se entregou Àquele que julga com justiça. Ele é o nosso modelo de bondade, gentileza, compaixão, preocupação, cuidado, ternura, perdão, sabedoria, entendimento, humildade e confiança em Deus.

Cristo cumpriu a missão de Sua obra aqui na Terra. Ele teve um grande impacto enquanto esteve aqui, e embora já tenham se passado décadas, Seu impacto não deve se dissipar. Como Deus soberano, Ele tem a capacidade e o direito de nos tirar deste mundo no momento em que somos salvos, mas somos mantidos aqui para dar continuidade à obra de Cristo. Deus quer que sejamos exemplos para o resto do mundo. Nossa conduta deve refletir nossas crenças, nossa fé e nossas vidas transformadas. Deus poderia usar qualquer coisa como instrumento de testemunho, mas Ele quer nos usar. Alguém testemunhou para nós, e nós devemos, por nossa vez, testemunhar para os outros ao nosso redor – família, amigos, colegas de trabalho, colegas de classe ou pessoas que encontramos na rua.

Mesmo quando pensamos o contrário, estamos sendo observados atentamente por incrédulos para verificar se nossas ações condizem com nosso testemunho. Jesus, no Sermão da Montanha, disse para fazermos exatamente isso: “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus” (Mateus 5:16). Portanto, seguindo as palavras de Jesus, devemos ser um exemplo para os incrédulos.

Mesmo dentro da Igreja, devemos ser um exemplo e também buscar exemplos em outros. Um contexto formal em que alguém pode ser um exemplo é o de um relacionamento entre discípulos. Novos convertidos e santos mais fracos e menos maduros precisam de bons exemplos. O apóstolo Paulo admoestou os irmãos de Filipos a observarem atentamente aqueles que seguem a Cristo (Filipenses 3:17-18). Jesus fornece o modelo aqui: dentre os milhares com quem falou, escolheu doze para serem seus discípulos e, dentre esses doze, escolheu ser ainda mais próximo de três (Pedro, Tiago e João). Mas, além desse exemplo formal, todos nós somos observados e também observamos os outros. Portanto, todos devemos nos considerar como pessoas que impactam a vida de alguém e como pessoas que impactam a nossa.

Deus quer que todos os crentes andem de acordo com a Sua Palavra e sejam um exemplo para os outros. Timóteo era um jovem crente que também era um líder do povo de Deus. O apóstolo Paulo escreveu a Palavra de Deus para ele sobre como ele deveria andar como um exemplo de crente, e nós devemos nos esforçar para fazer o mesmo.

Perguntas e Discussão

  1. Defina o termo exemplo.

Resposta: Algo ou alguém a ser imitado; um padrão, modelo ou precedente.

  • Identifique alguns meios pelos quais exemplos podem ser dados.

As respostas podem variar, mas poderiam ser, como pais/avós:

  1. O que dizemos
  2. O que fazemos
  3. Como nos vestimos
  4. Todos os aspectos do nosso comportamento
  5. Deus quer que sejamos exemplos de como ser crentes. 1 Timóteo 4:12 lista seis áreas em que uma pessoa pode ser um exemplo de crente. Quais são elas?


  1. Palavra
  2. Conversa
  3. Caridade
  4. Espírito
  5. Pureza
  • De acordo com as seguintes passagens bíblicas, identifique as áreas em que devemos ser um exemplo de crente.

João 13:4-5, 12-15          Resposta: Ser servo, ser auxiliador.

1 Tessalonicenses 2:13       Resposta: Receber a Palavra, estudá-la e conhecê-la.

João 17:14-17                  Resposta: Sendo exemplos da Palavra. Não sendo do mundo, mas santificados pela Palavra.

1 Tessalonicenses 1:6-8      Resposta: Receber a Palavra na aflição, alegria do Espírito Santo. Fé que se espalha.

1 João 3:2-3                     Resposta: Purificando -se.

2 Timóteo 2:15                Resposta: Estudando a Palavra.

Efésios 4:22-32           Resposta: Despojem-se da velha maneira de viver, renovem-se no espírito da sua mente, abandonem a mentira, falem a verdade, irem-se e não pequem, não deem lugar ao diabo, parem de roubar, falem com pureza, falem coisas boas para edificação, não entristeçam o Espírito Santo, abandonem a amargura, a ira, a raiva, a gritaria, a maledicência e a malícia. Sejam bondosos, compassivos e perdoem uns aos outros.

  • Como o conhecimento de Deus pode nos tornar um exemplo de crente? 2 Pedro 1:3

Resposta: Deus nos deu tudo o que diz respeito à vida e à piedade, por meio do conhecimento daquele que nos chamou para a glória e a virtude. Obtemos esse conhecimento por meio da Palavra.

  • Como nossa conversa (comportamento) pode ser um exemplo de um crente? Romanos 12:14, 17-18

Resposta: Abençoem aqueles que os perseguem. Não abençoem nem amaldiçoem. Não retribuam o mal com o mal. Sejam honestos diante de todos. Na medida do possível, vivam em paz com todos.

  • Como podemos ser um exemplo de fé na caridade? Mateus 5:44; Romanos 12:19-20

Resposta: Ame os seus inimigos, abençoe os que o amaldiçoam, faça o bem aos que o odeiam e ore por aqueles que o maltratam e o perseguem.

  • Como podemos ser um exemplo de crentes na fé? Filipenses 4:6-7

Resposta: Não se preocupem com nada. Apresentem seus pedidos a Deus em oração e súplicas, com ação de graças. A paz de Deus guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.

  • Preencha os espaços em branco.

Quando cremos na Palavra de Deus, conforme escrita em Romanos 10:9-10, tornamo-nos filhos de Deus. Agora que somos filhos de Deus, temos a responsabilidade de viver como exemplos dos crentes.

  • Somos exemplos em palavras quando lemos/estudamos e proclamamos a Palavra de Deus.
  • Somos exemplos em nossas conversas , renovando nossas mentes e agindo de acordo com a Palavra de Deus.
  • Somos exemplos de caridade, pois amamos uns aos outros por amor a Deus em nossos corações.
  • Somos exemplos de ao agirmos de acordo com a Palavra de Deus e recebermos os frutos da nossa crença.
  • Somos exemplos de pureza, pois mantemos os olhos fixos na proximidade do retorno de Cristo e não nos deixamos envolver pelo mal deste mundo.

Para refletir…

Sua fala revela o estado do seu coração – seja o mal que nele habita ou a graça que o domina. A fala de Jesus em seu tempo de provação mostrou um coração repleto da graça de Deus. Ele não proferiu mal algum, mas respondeu com a verdade. Sua fala demonstra a graça de Deus mesmo diante de uma provação severa?

Lição 13 – Revisão do Trimestre

Texto bíblico: Lucas 16:1-13

Versículo para memorizar: Mas permaneça naquilo que você aprendeu e em que acredita firmemente, sabendo de quem você o aprendeu. 2 Timóteo 3:14

Objetivo da aula: Rever os pontos principais das aulas do trimestre.

Pontos-chave: Só podemos ser bons administradores pela graça de Deus. Uma vida vitoriosa pode ser alcançada pela fé. Exercer autoridade é uma questão de posição, postura e preparo. Quando pessoas e coisas estão alinhadas corretamente, o Espírito do Senhor pode se mover livremente. A essência do relacionamento com Deus é a obediência. Deus criou o casamento e o fez bom. Ninguém pode influenciar o destino de uma criança como seus pais. A cura espiritual e a cura natural são ordenadas por Deus e atuam em conjunto.

Ao longo das últimas 12 semanas, as lições abordaram diversos aspectos da mordomia. A mordomia impacta todas as áreas de nossas vidas e uma boa mordomia é uma demonstração da graça de Deus. Ela exige que vivamos pela fé. Ao agirmos com fé, somos capazes de reconhecer e compreender a autoridade que temos em Cristo. Quando nos submetemos à autoridade e a exercemos, podemos nos posicionar corretamente, assumir a postura adequada e nos preparar para a batalha.

Aprendemos que a ordem nos permite conhecer e funcionar na posição e no lugar certos dentro do Corpo de Cristo, seja na família, no ministério ou na comunhão dos santos. A obediência total nos permite permanecer em posição enquanto caminhamos continuamente em submissão. A santificação é fundamental para manter uma comunhão contínua com Cristo. É, basicamente, a mordomia de si mesmo. Isso inclui corpo, mente e espírito.

Embora não se limite apenas às finanças, compreender o princípio da semeadura e

A colheita é vital para a nossa correta administração dos recursos de Deus. A administração responsável na família exige que valorizemos a instituição do casamento e os dons que Deus nos deu em nossos cônjuges e filhos. É evidente que Deus deseja que deixemos um legado piedoso.

Quando aproveitamos a oportunidade de viver em plena saúde divina, colheremos os frutos nesta vida. Como em todos os aspectos da boa mordomia, precisamos cooperar com Deus. Em última análise, Deus quer que sejamos exemplos como crentes em palavras, em conversas, em amor, em atitudes, em fé e em pureza. Que possamos aceitar o desafio da mordomia e viver de maneira digna da vocação para a qual fomos chamados.

Perguntas e Discussão

  1. O que significa ser um bom administrador? Lição 1, Pergunta 1

Resposta: Colaboração (a parte prática em obediência ao Mestre). Usar a habilidade que Deus lhe deu e gerar lucro, agregando valor. Outras coisas podem incluir: sabedoria, entendimento, gratidão, diligência. Os opostos seriam desobediência, preguiça, ignorância, lutar sozinho.

  • Como a fé se manifesta no crente? Lição 2, Pergunta 3

Resposta: Pelas obras do crente, por suas ações.

  • Por que é necessário equilibrar nossa liberdade com a ordem? Lição 4, Pergunta 5

Resposta: Se você não consegue se controlar, está indefeso. A manifestação do Espírito é dada a todos para proveito próprio – edificação; não para parecermos loucos; ordem na profecia; Que tudo seja feito com decência e ordem. Submetam-se a toda autoridade constituída entre os homens por amor ao Senhor, não usando nossa liberdade como pretexto para maldade.

  • Quais são os três estágios da santificação? Lição 6, Pergunta 2

Resposta: (1) A experiência do crente ao receber Cristo como Salvador pessoal (passado). (2) O estado atual de crescimento do crente. O crente está sendo edificado como uma casa espiritual para oferecer sacrifícios que agradam a Deus e manifestar o louvor de Jesus, que liberta do pecado e o torna belo em Sua maravilhosa luz. O crente também está crescendo e amadurecendo nas coisas de Deus. (3) A santificação final dos crentes (futuro). Seremos aperfeiçoados nEle. Este é o objetivo da nossa salvação, o propósito final da redenção. Quando encontrarmos o Senhor, seremos como Ele — sem pecado. A noiva será totalmente santificada e estará pronta para o casamento. 1 João 3:2: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos como ele é.”

  • Como podemos maximizar o princípio da semeadura e da colheita? Lição 7, Pergunta 4

Resposta: Reflita sobre seus caminhos. Reconheça a bênção em dar. Não desanime/pare – semeie continuamente. Dê com amor. Semeie generosamente, semeie com propósito e semeie com alegria. Compreenda que é um ato gracioso de Deus; dê e espere receber de Deus. Reconheça suas colheitas e seja grato por elas.

  • Quais são os elementos essenciais para manter um casamento bem-sucedido? Lição 9, Pergunta 1

Resposta: Deus no centro; seguir o plano de Deus para o casamento; aceitação do cônjuge (provisão de Deus); amor; submissão e respeito; conhecimento/sabedoria.

  • O que os pais podem fazer para alcançar o objetivo da paternidade segundo a vontade de Deus? Lição 10, Pergunta 6

Resposta: Devemos ensinar diligentemente aos nossos filhos os mandamentos do Senhor, aproveitando as oportunidades que surgirem: em casa, no caminho, ao levantar e ao deitar. Converse com eles. Não hesite em usar a vara. Corrija-os.

  • Sob a Nova Aliança, o que Deus disponibilizou aos crentes por meio de Jesus Cristo? Lição 11, Pergunta 4

Resposta: Vida abundante, melhores promessas, todas as coisas que dizem respeito à vida e à piedade.

  • Em que áreas de nossas vidas devemos ser exemplos de crentes? Lição 12, Pergunta 4

Resposta: Ser servo, auxiliar; Receber a Palavra, estudá-la e conhecê-la; Ser exemplos da Palavra. Não ser do mundo, mas santificado pela Palavra; Receber a Palavra na aflição, alegria do Espírito Santo. Fé que se espalha; Purificar-se; Estudar a Palavra; Despojar-se da velha conduta corrupta, renovar-se no espírito da mente, abandonar a mentira, falar a verdade, irar-se e não pecar, não dar lugar ao diabo, não roubar, falar com pureza, falar o bem para edificar, não entristecer o Espírito Santo, abandonar a amargura, a ira, a raiva, a gritaria, a maledicência e a malícia. Ser bondosos, compassivos e perdoar uns aos outros.


[1] Barnhart, Clarence L. The Work Book Dictionary. Chicago: Field Enterprises Educational Corporation, 1972. p. 2035

[2] “Hebreus 11:1.” A Bíblia Amplificada, Edição Expandida. Zondervan Corporation e Lockman Foundation, 1987.

[3] Agnes, Michael. Webster's New College Dictionary. Cleveland: Wiley Publishing, Inc., 2007. p. 1014

[4] Hagin, Kenneth, Jr. A Vida de Obediência. Tulsa: Rhema Bible Church, 1986. p. 27-28

[5] Vine, WE. Dicionário Expositivo de Palavras do Antigo e Novo Testamento de Vine. Old Tappan: Fleming H. Revell Company, 1981. p. 124

[6] Hagin, p. 18.

[7] Clay, Richard. Redemption Songs. Grã-Bretanha: The Chaucer Press, s.d. 154.

[8] Strong, James. A Nova Concordância Exaustiva de Strong da Bíblia. Nashville: Thomas Nelson Publishers, 1990. Hebraico, p. 102.

[9] Ibid, grego, p. 7

[10] Pickett, Joseph P. The American Heritage Dictionary of the English Language4th Edition. Boston: Houghton Mifflin Company, 2000. p. 1073

[11] Nee, Watchman. Faça tudo para a glória de Deus. Richmond Virginia: Christian Fellowship Publishers, 1980. p. 72.