O Sermão da Montanha, Parte 2 – Lição 5: Jejum

“Mas tu, quando jejuares, unge a tua cabeça e lava o teu rosto, para que não pareça aos homens que jejuas, mas sim a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.” —Mateus 6:17-18

Leitura bíblica: Isaías 58:1-12; Mateus 6:16-18

Introdução:

Grande parte da discussão no Sermão da Montanha é dedicada à motivação do nosso coração. Vemos isso na generosidade, na oração, no adultério e assim por diante. Não é de admirar que a discussão de Cristo sobre o jejum trate da motivação.

Era comum os fariseus jejuarem duas vezes por semana, às segundas e quintas-feiras, como demonstração pública de sua religiosidade. Eles compareciam ao Templo com vestes de luto e semblantes de profunda tristeza. Acima de tudo, era uma forma de chamar a atenção para si mesmos, de demonstrar sua piedade e superioridade em relação ao judeu "comum". Por seu esforço e sacrifício terreno, recebiam uma recompensa terrena — que trocavam pela recompensa celestial da vida eterna. Nosso jejum não deve ser motivado pelos mesmos desejos.

O jejum, conforme detalhado em Isaías 58, tem o único propósito de romper os grilhões que limitam a obra de Deus em nossas vidas. Seja a prisão de uma atitude ou motivação inadequada, a dificuldade com as palavras, ou um hábito que não conseguimos abandonar, o jejum proporciona avanços que jamais alcançaríamos de outra forma.

Mais ainda, nosso jejum pode ser direcionado ao cativeiro de outros. Não apenas podemos lidar com nossa própria vida através do jejum e da oração intensificada, mas também podemos cooperar com Deus para ajudar alguém a romper os grilhões em sua vida.

Como meio fundamental para romper as correntes do pecado, é fácil entender por que a motivação correta é absolutamente necessária. Como alguém poderia lidar com seu orgulho por meio do jejum se estivesse mais preocupado com a recompensa dos homens do que com a de Deus?

Perguntas da lição:

  1. Por que é importante que nosso jejum seja para o Pai e não para os homens? Que recompensa teremos se buscarmos a aprovação dos homens em vez da aprovação de Deus? Mateus 6:16, 24; Lucas 14:26; Provérbios 29:25; 1 Samuel 16:7. Se jejuarmos para os homens, seremos culpados de hipocrisia?
  2. Discuta a seguinte afirmação: “O jejum que exige espectadores é mera atuação”
  3. Por que é importante perceber que o objetivo principal do jejum é a liberdade espiritual? Isaías 58:6-7; Mateus 17:14-21; 2 Crônicas 7:14.
  4. Será que a liberdade espiritual encontrada no jejum pode trazer uma maior compreensão da vontade de Deus? Êxodo 34:28; Atos 9:9; 10:30-32; 13:1-3.
  5. De que maneiras práticas podemos “ungir a cabeça” e “lavar o rosto” para não parecermos tristes aos outros?
    Nota: Sobre a unção e a lavagem, Adam Clarke registra: “Essas práticas eram proibidas no cânone judaico em dias de jejum e humilhação; e os hipócritas se aproveitavam dessa ordenança para aparentarem estar jejuando.” — Comentário de Adam Clarke sobre a Bíblia

Aplicação prática:

Esta semana, concentre-se em uma área da sua vida na qual você tem se preocupado mais com a aprovação dos outros do que com a aprovação de Deus. Reserve um período específico para jejuar e orar durante suas refeições habituais. Enquanto jejua, estude passagens bíblicas relevantes que abordem o problema em que você está se concentrando. Anote suas impressões e a mudança de perspectiva ao longo do jejum.

Além disso, em vez de jejuar de comida, tente jejuar de outra coisa, como TV/mídia, um determinado hobby, conversas desnecessárias, etc.