O Sermão da Montanha Parte 2 – Lição 4: Oração – Parte 3

“…Ó Senhor Deus de nossos pais, não és tu Deus nos céus? Não dominas sobre todos os reinos das nações? Não há na tua mão poder e força, de modo que ninguém pode resistir a ti?”— 2 Crônicas 20:6.

Leitura bíblica: Mateus 6:9-15; Êxodo 16:1-15

Introdução:

Os três primeiros pontos de foco na oração do Senhor são o Senhor: “Santificado seja o teu nome”, “Venha o teu reino”, “Seja feita a tua vontade” (Mateus 6:9-10). Os últimos quatro pontos focam-se nas nossas necessidades: “Dá-nos hoje…”, “Perdoa-nos as nossas dívidas”, “Não nos deixes cair em tentação”, “Livra-nos do mal” (Mateus 6:11-13). Como podemos tornar os últimos quatro pontos uma parte prática da nossa vida de oração?

CONFIANÇA — Precisamos agradecer ao Senhor por Sua provisão diária e entregar a Ele todos os aspectos do nosso dia. Nada que façamos pode acrescentar um segundo sequer à nossa vida (Mateus 6:27). Portanto, precisamos reconhecer e confiar continuamente no Senhor para tudo — alimento, vestuário, abrigo, salvação, Seu Espírito, nossa família e assim por diante.

PERDÃO — O perdão e a confissão precisam ser uma parte constante da oração. Deus não nos ouvirá se não confessarmos nossos pecados (Salmo 66:18). Motivações, atitudes, palavras, pensamentos e ações erradas precisam ser confessados ​​e abandonados. Mais ainda, os pecados que cometemos contra outros precisam ser confessados, não apenas a Deus, mas também àqueles contra quem pecamos (Tiago 5:16). O perdão não só precisa ser estendido aos outros, como também precisamos aceitar o perdão que os outros nos estendem. A seriedade desse princípio é demonstrada em Mateus
6:14-15 — se não perdoarmos os outros, não seremos perdoados pelo Pai.

LIBERTAÇÃO — Precisamos confiar em Deus para enfrentar as tentações diárias e as lutas contra o pecado. Deus nunca nos tentará a pecar, mas precisamos estar prontos para combater o poder do pecado e da morte com o Espírito de Deus. Se não incorporarmos isso à nossa vida de oração, confessando nossa necessidade da Sua força e poder, estaremos buscando a derrota.

Perguntas da lição:

  1. Quão importante é nos lembrarmos de que Deus supre nossas necessidades diariamente? Deuteronômio 2:7; 2 Reis 4:1-7; Lucas 6:38. Compare isso com a provisão diária de maná dada a Israel em Êxodo 16:1-5, 14-15.
  2. Como os princípios da confissão e do perdão em Mateus 6:12, 15 afetam nosso relacionamento com o Senhor? Tiago 5:16; Salmo 38:1-18; Provérbios 28:13; 1 João 1:7-10; Colossenses 3:13. Quais são as consequências de não perdoar os outros? Mateus 6:15; Tiago 2:10-13; Romanos 2:1-6.
  3. Por que Cristo nos instrui a orar “…E não nos deixes cair em tentação…” se Deus nunca tenta o homem (Mateus 6:13; Tiago 1:13)? Romanos 5:3-5; Deuteronômio 8:1-5; Tiago 1:2-4; Êxodo 20:20.
    Nota: A palavra “tentação” é traduzida do grego peirasmos e pode ser traduzida como “tentação” ou “prova”. Se essa palavra for aplicada a uma ação de Deus, então “prova” é a tradução apropriada. Se for aplicada a uma tentação para pecar, então “tentação” é a tradução apropriada.
  4. Que promessas temos de libertação do pecado e do mal? 1 Coríntios 10:13; 2 Pedro 1:3-10; 2 Coríntios 1:10; 2 Timóteo 4:18.
  5. Por que Mateus 6:13b é um final apropriado para esta oração? 1 Crônicas 29:12; 2 Crônicas 25:8; 20:6; Daniel 2:20-22; Salmo 83:18.
    Nota: “Finalmente, a rica doxologia expressa a esperança certa de que nossas orações serão ouvidas e que Deus, em vista de Seu grande caráter, realizará o bem supremo em nossas vidas.” —Comentário Bíblico Liberty, Jerry Falwell

Aplicação prática:

Esta semana, faça a si mesmo três perguntas: Guardo algum ressentimento contra alguém? Qual a origem desse ressentimento? O que preciso fazer em relação a esse ressentimento? Em seguida, faça uma lista de todas as pessoas a quem você precisa pedir perdão e marque um horário para se encontrarem e confessarem seus pecados. Se possível, faça restituição a todos aqueles contra quem você pecou.