“Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será concedido.” —João 15:5, 7
Leitura bíblica: Mateus 6:5-8; Lucas 18:9-14
Introdução:
Deus se preocupa muito com nossas ações, mas Ele se preocupa igualmente com a condição do nosso coração. Uma das maneiras de sabermos como está o nosso coração é através da nossa vida de oração. Quando somos pessoas de oração, então o nosso coração está em sintonia com Deus.
Se não somos pessoas de oração, então sabemos que nosso coração está longe de Deus. Além disso, nossa disposição para crescer e mudar se evidencia em nossa vida de oração — se não mudarmos, então nossa vida de oração ou é inexistente ou está completamente desviada.
A forma como nossos problemas com a oração se manifestam em nossa interação com os outros também pode ser reveladora. Muitas vezes, estamos dispostos a orar com um amigo doente, pedir a bênção sobre nossa comida ou fazer a oração final na igreja, mas nos recusamos a desenvolver a disciplina da oração pessoal e privada. Como os fariseus que Cristo tantas vezes repreendeu, estamos dispostos a orar diante dos outros, mas não estamos dispostos a estabelecer um relacionamento com Aquele a quem estamos orando.
A distinção entre oração pública e privada fica clara em Mateus 6:5-8. Cristo nos instrui a renunciar às recompensas dos homens e a entrar em Suas recompensas eternas, comungando com Ele em nosso íntimo. Quando ninguém mais sabe que estamos orando, é praticamente impossível recebermos o reconhecimento alheio.
A oração pública não foi condenada por Cristo. Pelo contrário, o próprio Cristo orou enquanto outros o viam (João 11:41-42). O que foi condenado foi o espetáculo público e a vã repetição dos fariseus. Nós também precisamos ter cuidado para que nossa vida de oração permaneça sincera e não seja feita em busca de aprovação pública.
Perguntas da lição:
- “Quando vocês orarem”, começa Mateus 6:5-7. Será que Jesus pressupunha que seus discípulos seriam pessoas de oração? João 15:1-5; Mateus 26:40-41; Lucas 21:36; Filipenses 4:6-7; Efésios 1:15-16.
- Como podemos ser como os fariseus hipócritas em nossa vida de oração? Lucas 18:9-14; Mateus 23:14b; Tiago 4:1-3; Números 22:1-6 (observe o versículo 6).
- Mateus 6:6 diz que Deus responderá às nossas orações se forem feitas em segredo. Que outras condições devem ser cumpridas na oração? João 15:7; 1 João 3:22; 5:14-15; 1 Timóteo 2:8; 2 Crônicas 7:14; Jeremias 29:13; Marcos 11:24; Tiago 5:16.
- A frase “entra no teu quarto” em Mateus 6:6 ensina o isolamento absoluto na oração ou aborda nossa atitude e motivação em relação à oração pública? Atos 1:14; Atos 12:12; 21:5.
- Por que o isolamento frequente é necessário para uma oração eficaz? Marcos 6:31; Lucas 5:15-16; 6:12-13; Atos 10:9-16.
- Há alguma repetição aceitável na oração? 2 Coríntios 12:8; Gênesis 18:23-33; 2 Samuel 12:15-17; 2 Tessalonicenses 5:17; Lucas 18:1-7.
- Por que deveríamos pedir algo a Deus se Ele já sabe do que precisamos? 1 Coríntios 3:7-10; Deuteronômio 9:13-20; Lucas 11:9-10; Jó 1:5, 8-10; Judas 1:20.
Aplicação prática:
Dedique de três a quatro momentos distintos para orar em particular por um período prolongado. Peça ao Senhor que revele áreas da sua vida de oração que precisam ser transformadas ou que são hipócritas/egoístas. Além disso, comprometa-se com momentos específicos de oração com outros cristãos na sua Escola Sabatina/igreja. Peça a Deus que revele como a oração em comunidade pode ser aprimorada na sua vida.