“Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem a si mesmos. Ou não reconhecem que Jesus Cristo está em vocês? A menos que vocês sejam reprovados!” — 2 Coríntios 13:5
Leitura bíblica: Mateus 7:21-23; 25:31-46.
Introdução:
Como é fácil dizer “Senhor, Senhor” e não fazer a vontade de Deus. Parece que os versículos de Mateus 7:21-23 são frequentemente aplicados a pessoas enganadas que professam Cristo, mas não se converteram de verdade — elas falam do Evangelho da boca para fora, mas o usam para proveito próprio.
Por diversas razões, raramente aplicamos a maldição desses versículos às nossas próprias vidas. Seria possível pensar que a pessoa sentada no banco ao nosso lado toda semana não está fazendo a vontade de Deus? Talvez ela esteja ajudando no berçário, ou ele esteja recolhendo a oferta toda semana, ou esteja ensinando um estudo bíblico na quarta-feira à noite. Mais ainda, ele poderia orar mais alto e por mais tempo do que a maioria das pessoas, ou ela está sempre disposta a orar com alguém que está passando por dificuldades. O fato é que fazer essas coisas não necessariamente qualifica nossas ações como sendo a vontade de Deus.
Não é que não precisemos de pessoas para ajudar no berçário, orar com outros ou liderar um estudo bíblico. A raiz do problema não é se estamos "trabalhando" para o Reino, mas sim se conhecemos a Deus. O motivo de Jesus para excluir homens e mulheres do Reino tinha a ver com o conhecimento relacional. "Nunca os conheci..." foi a resposta Dele àqueles que haviam realizado muitas obras maravilhosas (Mateus 7:23). Como não O conheciam, as obras que realizavam eram simplesmente obras da carne disfarçadas com a aparência de "cristianismo religioso".
O chamado que Jesus faz aos seus discípulos é para conhecê-Lo (João 10:1-10). Se permanecermos na videira, então as obras que fizermos serão as obras dEle e a Sua vontade. Nosso ponto de partida não são as boas obras — é conhecer a Deus passando tempo com Ele em oração, meditação, estudo e assim por diante. Quando conhecermos a Deus, a Sua resposta não será “afasta-te de mim”, mas sim “Muito bem, servo bom e fiel!” (Mateus 25:21, 41).
Perguntas da lição:
- Como podemos saber que Mateus 7:21 não ensina que nossas obras nos salvam? Romanos 3:20; 11:6. Qual o papel das obras em nossa salvação e vida eterna? Tiago 2:14-26; Mateus 25:31-46; 19:16-22.
Observação: O simples fato de alguém usar a expressão “Senhor, Senhor” e praticar obras maravilhosas não significa que essa pessoa esteja salva. Confiar em Jesus Cristo como Senhor e Salvador é o único caminho para receber a vida eterna. - A declaração "Senhor, Senhor" em Mateus 7:21 é uma falsa profissão de fé ou indica uma ignorância honesta de Deus e da Sua vontade?
- Como é possível profetizar em nome do Senhor, expulsar demônios e realizar obras maravilhosas e, ainda assim, não fazer a vontade de Deus? Marcos 7:6-9; Tito 1:16; 1 João 3:18; Salmo 78:35-37; Mateus 23:14-15, 23-28. Poderiam os fariseus alegar que realizavam muitas obras maravilhosas?
- Qual deve ser nossa atitude em relação à busca da vontade de Deus? Salmo 40:8; 86:11; 143:10; Mateus 26:42; Tiago 4:15; Isaías 55:6-9.
- Que tipos de pecado levam os cristãos ao engano espiritual? Gálatas 6:3; Tiago 1:22, 26; 4:6-10; 1 João 1:8-10; Romanos 2:1-4, 12-13, 28-29.
Nota: As expressões “aquele que faz a vontade de meu Pai” e “vós que praticais a iniquidade” devem ser vistas como progressivas, ou seja, “aquele que continua a fazer a vontade de meu Pai” e “vós que continuais a praticar a iniquidade” (Mateus 7:21, 23). - Mateus 7:22-23 indica que Cristo não conhece aqueles que fizeram o "maravilhoso". Por que é importante reconhecer que não apenas devemos conhecer Cristo como Senhor e Salvador, mas também que Ele deve nos conhecer como Seus filhos? 1 Coríntios 8:3; João 10:3-4, 14-16; 2 Timóteo 2:19.
Aplicação prática:
Esta semana, reflita sobre a admoestação de 2 Coríntios 13:5, respondendo a três perguntas: Creio que minhas obras me garantiram a vida eterna? Confio em minhas obras para me manter na graça de Jesus Cristo? Estou prestando serviço fora da vontade de Deus? Dedique meia hora por dia à oração e ao estudo para responder honestamente a essas perguntas.