“Se houver entre vós algum pobre, dentre vossos irmãos, em alguma das cidades da terra que o Senhor vosso Deus vos dá, não endureçais o vosso coração, nem fecheis a vossa mão ao vosso irmão pobre.” —Deuteronômio 15:7
Leitura bíblica: Mateus 6:1-4; 23:1-12; Êxodo 36:1-7
Introdução:
A verdadeira adoração nasce do desejo de servir a Deus. A adoração motivada por qualquer outro motivo é idolatria. Se estivermos mais preocupados em sermos o centro das atenções dos homens do que de Deus, teremos abandonado o chamado para buscar primeiro o Reino. Esse princípio é especialmente verdadeiro quando se trata de nossas ofertas.
O dinheiro é um dos assuntos mais discutidos na Bíblia, e por um bom motivo. Onde e por que gastamos nosso dinheiro indica a condição do nosso coração (Mateus 6:21). Portanto, é lógico que nossa percepção e participação em dar também indiquem a condição do nosso coração.
Em um nível fundamental, existem apenas duas fontes que podemos buscar agradar por meio de nossas doações: Deus e nós mesmos. Se nos esforçamos para agradar a Deus, doaremos de uma maneira que O glorifique. Se nos esforçamos para agradar a nós mesmos, nossas doações atrairão a atenção dos outros. Independentemente da escolha que fizermos — agradar a nós mesmos ou agradar a Deus — nossas doações têm consequências eternas.
Como o ato de dar tem consequências eternas, precisamos ter uma perspectiva eterna em relação à generosidade. A plenitude das recompensas de Deus não está disponível para nós hoje. Embora nossas doações tragam bênçãos terrenas, as bênçãos supremas residem na eternidade. Além disso, para herdar as bênçãos eternas, precisamos estar dispostos a renunciar às bênçãos dos homens.
Mais ainda, Deus busca doações sacrificiais — doações que realmente nos custam algo. Uma coisa é dar dinheiro aos pobres, mas é completamente diferente dar aos pobres o dinheiro que foi economizado para as férias em família. Isso não significa que nunca devemos gastar dinheiro conosco mesmos, mas que a doação só é sacrificial quando nos custa algo.
Perguntas da lição:
- Por que Jesus condena o desejo de receber a glória do homem em vez da glória do Pai? Mateus 6:24; 20:24-29; 1 Coríntios 3:1-8, 18-23.
- De que maneiras podemos “tocar trombeta” para chamar a atenção para as nossas ofertas (Mateus 6:2)? Isso nos torna hipócritas? Mateus 23:1-12; Marcos 12:38-40.
- Será que a recompensa do homem e a recompensa de Deus são mutuamente exclusivas? Deuteronômio 16:19-20; Isaías 1:23; Daniel 5:16-17; Mateus 6:2-4; Colossenses 3:13.
Nota: Aqueles que buscam a recompensa do homem recebem as recompensas dos homens. Deus não acrescentará nada a isso, porque Ele dá a Sua recompensa àqueles que buscaram os tesouros celestiais (Mateus 6:19-21). - O que a primeira frase de Mateus 6:2-3 nos diz sobre a expectativa de Cristo em relação à oferta? Explore os princípios de Atos 2:42-45, 2 Coríntios 8:1-15, Filipenses 4:10-19, 1 Coríntios 16:1-2 e Marcos 12:41-44.
- O que as Escrituras dizem sobre dar com um coração puro e qual atitude deve acompanhar nossa doação? Lucas 11:37-42; 2 Coríntios 9:7; Deuteronômio 15:7-11.
- Que diretrizes devemos seguir em nossas ofertas? Deuteronômio 16:17; Eclesiastes 11:1; Romanos 12:8; Malaquias 3:8-10; Provérbios 21:14. Discuta maneiras de fazer ofertas em segredo e com simplicidade.
- Qual é a nossa obrigação cristã para com os pobres e necessitados? Levítico 25:35-38; Tiago 1:27. Quais são as consequências de ignorar essa obrigação? Provérbios 11:24, 28; 21:13; 28:27.
Aplicação prática:
Esta semana, faça uma oferta generosa em dinheiro, além dos seus dízimos regulares, e reflita sobre três questões: “Estou dando o quanto Deus quer que eu dê?”, “Estou dando pelos motivos certos?” e “Estou glorificando a Deus em todos os aspectos?”