“Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração; e vocês encontrarão descanso para as suas almas.” —Mateus 11:29
Leitura bíblica: Isaías 55
Introdução:
A mansidão vem da palavra grega prautes e carrega um significado interessante. Como afirma Spiros Zodhiates, “Prautes é uma condição da mente e do coração que demonstra gentileza não na fraqueza, mas no poder. É uma virtude que nasce da força de caráter”. Em nossa cultura, a mansidão é associada à fraqueza. No entanto, na perspectiva de Deus, a mansidão é força. Jesus Cristo foi chamado de manso, e certamente Ele não era fraco. Moisés foi considerado o homem mais manso que já existiu, e ainda assim foi um dos maiores líderes humanos que o mundo já viu.
A mansidão não tem tanto a ver com o exercício da força humana, mas sim com o exercício da força de Deus através de nós. Quando andamos no Espírito, a mansidão de Cristo deve ser vista em tudo o que fazemos. Por que os mansos são bem-aventurados? Porque alcançaram um nível de maturidade cristã em que a manipulação, a força e a autoridade humana não se comparam à autoridade da mansidão no Espírito.
Depois da mansidão, Cristo fala àqueles que têm fome e sede. Observe que Cristo não diz “fome” ou “sede” — Ele menciona ambas (Mateus 5:6). Por quê? Nossa fome simboliza o desejo de mais da Palavra de Deus, e nossa sede simboliza o desejo de mais do Espírito de Deus. Se não tivermos fome e sede, a justiça que almejamos será incompleta. Ou será uma justiça do legalismo ou uma justiça da experiência. Não basta sermos lavados pela Palavra, precisamos ser cheios do Espírito. Juntos, a Palavra e o Espírito formam uma dieta perfeita.
Para os famintos e sedentos, Deus prometeu saciedade. Quando ansiamos pela justiça de Deus, Ele não nos deixará vazios — receberemos porções maiores da Sua Palavra e do Seu Espírito. Deus é a fonte da plena satisfação, e a plenitude que encontramos nEle será plenamente alcançada quando nos revestirmos da Sua justiça de uma vez por todas na ressurreição.
da lição Perguntas:
- Como a mansidão deve ser definida à luz das seguintes passagens bíblicas? Mateus 11:28-30; 2 Coríntios 8:9; Atos 7:59-60; João 13:1-5.
- Que promessas são feitas aos mansos? Como essas promessas se tornam uma parte ativa e constante de nossas vidas cristãs? Salmo 22:6; 149:4; Isaías 29:19; Mateus 5:5.
- Mateus 5:5 diz que os mansos herdarão a terra. Por que Jesus destacou especificamente que os mansos herdariam a terra?
Nota: Neste contexto, a “terra” representa não apenas a terra física, mas a plenitude do Reino vindouro de Deus. Nossa promessa de vida eterna e do Reino vindouro de Deus sempre esteve atrelada a uma herança terrena. Aqueles que andam em mansidão são servos do Senhor, o que significa que herdam as bênçãos de Abraão, ou seja, o Reino vindouro de Deus (Gênesis 17:1-8; Gálatas 3:29; Salmo 37:22; Provérbios 10:30). - O que podemos aprender com a mansidão de Cristo? Isaías 53:7; 1 Pedro 2:23; Mateus 26:51-54. Discuta a mansidão de Cristo em relação ao Seu zelo, conforme visto em Mateus 23:1-39 e Marcos 11:15-17. Existe alguma contradição entre a Sua mansidão e o Seu zelo?
- O que significa ter fome e sede de justiça? Filipenses 3:8-14; Salmo 73:25; 63:1; 139:23-24; 1 Pedro 2:2. Como podemos saciar nossa fome e sede de justiça? João 4:13-14; 7:37-38.
- Que plenitude é prometida quando temos fome e sede de justiça? Salmo 36:7-9; Isaías 55:1-3; João 4:14; Apocalipse 7:16; Efésios 3:19. Será que nosso desejo por justiça será algum dia verdadeiramente satisfeito? Salmo 17:14-15; 1 João 3:2.
- Por que é importante perceber que a “nossa” justiça não é nossa, mas de Cristo? 2 Coríntios 5:21; Provérbios 20:9; Romanos 3:21-25.
Aplicação prática:
Durante a próxima semana, anote todas as vezes em que você poderia ter demonstrado mansidão, mas não o fez. Em seguida, reflita em oração sobre como você deveria ter reagido e comprometa-se com essas novas atitudes.
Faça uma avaliação da sua fome espiritual. Você realmente deseja orar e ler a Palavra? Você se sente culpado quando suas motivações não são corretas? Com que frequência você examina seu testemunho para os outros?