Domingo: Por que Lucas Escreve — Lucas 1:1-4
Sob a inspiração do Espírito Santo, Lucas escreve com sucesso o relato mais completo, preciso e cronológico dos eventos do nascimento, vida, ministério, julgamentos, triunfos, milagres, ensinamentos, morte, sepultamento e ressurreição de Jesus. Ele desejava fundamentar mais profundamente Teófilo e outros crentes gentios na fé em Jesus Cristo e atrair os incrédulos à fé salvadora. Ele também se esforçou para refutar a ideia de que o cristianismo era meramente uma seita política subversiva (veja as conclusões de Pilatos em Lucas 23:4, 14, 22).
Segunda-feira: O Verbo no Princípio — João 1:1-5.
Esta é claramente uma das declarações mais claras sobre a identidade de Jesus Cristo nos evangelhos, e ainda assim tão profunda que gerou muitas discussões. Ela aponta abertamente para o Verbo preexistente de Deus, com Ele no princípio, “um” com Ele. Contudo, ao afirmar algo tão profundo para o homem, é preciso observar que, se o Verbo e Deus fossem absolutamente um só, sem diferenças ou separações, então este texto seria absurdo. João poderia então ter escrito: “Deus estava no princípio, e Ele era Ele mesmo”, o que seria uma afirmação desnecessária. No entanto, o Verbo é único, estando fora de toda a criação, pois “todas as coisas foram feitas por intermédio dele” (v. 3, ênfase adicionada). Portanto, o Verbo não é uma criação, mas existia no princípio. A expressão “não o compreender” no versículo 5 significa que as trevas não podiam vencer, impedir ou obstruir o Verbo resplandecente.
Terça-feira: A Testemunha — João 1:6-8.
Esses versículos se referem a João Batista, o “precursor” que anunciou Jesus Cristo. É afirmado e reiterado, para maior clareza, que João não era a luz, mas sim aquele que “dava testemunho” da luz. Isso nos remete à linguagem dos tribunais do Antigo Testamento, onde a verdade devia ser estabelecida por múltiplas testemunhas como prova concreta de um fato. Toda a missão de João era apontar para o Salvador.
Quarta-feira: Filhos de Deus por Autoridade — João 1:9-13.
Esses versículos são uma breve prévia do Evangelho de João: os versículos 9-10 falam sobre a rejeição de Cristo pelos judeus, ilustrada em João 1-12, enquanto os versículos 11-13 narram a aceitação de Cristo por um remanescente fiel, refletida em João 13-21. Receber a Cristo significa não apenas reconhecer Sua pessoa e Suas reivindicações, mas também depositar nossa fé Nele e prestar-Lhe total fidelidade. Por meio desse ato, Deus nos concede a plena autoridade (ou direito) de sermos Seus filhos.
Quinta-feira: Entre Nós — João 1:14-18
Jesus Cristo transcendeu o status de “representante” ou “embaixador” em Seu ministério de revelar o Pai a nós. Ele próprio era a expressão da existência, personalidade, propósito, amor, justiça, santidade, poder, glória, misericórdia e graça de Deus. Jesus não apenas proferiu a verdade sobre o Pai Celestial, mas Sua vida transmitiu a imagem expressa de tudo o que Deus é. Embora as palavras de Jesus fossem poderosas, Sua vida entre nós era o cerne da mensagem.
Sexta-feira: A Linhagem Real de Jesus — Mateus 1:1-17
A linhagem legal de Jesus é traçada ao longo de 42 gerações, desde Abraão, patriarca da Aliança, até José, o pai terreno de Jesus. Os números na Bíblia têm grande significado, mostrando a perfeição de Deus e carregando um simbolismo profundo. O número “42” é o produto de “6” x “7”. Seis é o número simbólico da humanidade, e 7 é o número da plenitude. Jesus nasceu na 42ª geração, aquele que completaria (salvação) toda a humanidade. Ele era perfeito em suas gerações.
Sábado: A Linhagem Natural de Jesus — Lucas 3:23-38
A linhagem natural de Jesus é rastreada até Adão, através das gerações de sua mãe, Maria. A genealogia de Lucas não inclui mulheres (nem mesmo Maria), mas José era filho de Eli “por casamento” (Eli não tinha filhos), e, portanto, representa Maria. A linhagem natural de Cristo é rastreada até a criação.