Introdução
As lições trimestrais que abrangem a seção das Escrituras conhecida como Evangelhos serão apresentadas em um formato de “harmonia dos evangelhos”. Embora cada versículo dos quatro evangelhos seja abordado, o material será apresentado como uma visão coordenada dos eventos, ensinamentos e ministério do Senhor Jesus Cristo. Quando o mesmo evento ou ensinamento for abordado em mais de um evangelho, haverá leituras evangelísticas adicionais para aquele dia específico, para estudo e meditação, a fim de “harmonizar” com precisão toda a apresentação do evangelho. Isso difere do estudo livro por livro, versículo por versículo, apresentado nas lições sobre o Antigo Testamento, mas faz sentido devido ao valor da comparação entre textos semelhantes e para apresentar de forma mais eficiente todo o corpo do material. Procuraremos apresentar o material em ordem cronológica precisa, desde antes do nascimento de Jesus, passando pelos estágios de desenvolvimento de seu ministério, até sua crucificação e ressurreição. Pode-se considerar este estudo como uma “caminhada pela vida de Jesus Cristo”. Espera-se que este formato enriqueça seus estudos.
Esperamos também que cada professor utilize os materiais da maneira que lhe parecer mais adequada às necessidades do seu grupo. Alguns poderão optar por abreviar as leituras, abordando apenas o essencial, e não ler abertamente todas as passagens listadas em sala de aula. Outros poderão preferir não só ler todas as passagens, mas também incluir outras referências bíblicas em sua apresentação. A forma como o material é utilizado depende, em grande parte, do estilo pessoal, das limitações de tempo e dos objetivos do grupo. Recomenda-se vivamente que as lições sejam utilizadas diariamente para leitura e meditação, culminando em discussão e análise em grupo. Contudo, se esta não for a situação ideal, sinta-se à vontade para adaptar o material às suas necessidades.
Os evangelhos constituem quase metade do Novo Testamento. Em termos de organização, foram colocados no início do Testamento não por terem sido os primeiros a serem escritos, mas por serem o fundamento sobre o qual os Atos dos Apóstolos e as epístolas foram escritos. Esses quatro livros fornecem a base histórica e teológica para o restante do Novo Testamento e demonstram claramente o cumprimento perfeito de grande parte do Antigo Testamento.
É valioso compreender o que cada autor dos evangelhos tinha em mente ao escrever seus relatos. Mateus, por exemplo, é o único evangelho escrito por um judeu para judeus sobre um judeu. Seu desejo era apresentar Jesus como o Rei eterno dos judeus, o Messias há muito esperado. Ele usa uma série cuidadosamente selecionada de citações do Antigo Testamento para documentar as afirmações de Jesus como o Messias. A genealogia de Cristo, seu batismo, suas mensagens e seus milagres apontam para Cristo como Rei. Mesmo em sua morte, o que parece ser uma derrota é proclamado como uma vitória triunfante pela Ressurreição.
Marcos escreveu principalmente para mostrar a profundidade do serviço e sacrifício de Cristo. Ele apresenta Jesus como um verdadeiro servo: pregando, ensinando e curando. O evangelho de Marcos não é escrito como uma biografia, mas como uma narrativa temática. Os milagres de Jesus predominam em seus escritos e são usados para demonstrar tanto o poder quanto a compaixão de Cristo. Este evangelho foi escrito para um público gentio, mostrando-lhes como Jesus foi rejeitado pelos judeus. O texto não inclui os ensinamentos teológicos do Antigo Testamento presentes em Mateus, e a apresentação teria sido mais adequada a um esforço evangelístico voltado principalmente para os gentios.
Lucas, um médico gentio, escreveu seu evangelho em torno de uma apresentação histórica da vida de Jesus. Ele apresenta o Filho de Deus como o Homem Perfeito que veio buscar e salvar. Lucas enfatiza a ascendência, o nascimento e a infância de Jesus antes de escrever cuidadosa e cronologicamente sobre o ministério terreno do Senhor. O esforço de Lucas criou um relato preciso, cronológico e abrangente da vida de Jesus Cristo para fortalecer a fé dos crentes gentios e, ao mesmo tempo, plantar uma nova fé nos corações dos incrédulos.
O Evangelho de João é, em muitos aspectos, o mais singular: ele se baseia em eventos e ensinamentos não encontrados nos outros evangelhos para demonstrar aos leitores que Jesus era a combinação perfeita do divino e da carne humana. João apresenta o Senhor como “o Verbo eterno que veio à terra”, aquele que nasceu para morrer como sacrifício de Deus pelos pecados da humanidade. O Evangelho de João é temático, e não cronológico, girando em torno de sete milagres e sete declarações de “Eu Sou” de Cristo. Este amado apóstolo desejava criar convicção intelectual e espiritual sobre o Filho de Deus (João 20:31). O tema dominante de João é a resposta dual de fé e incredulidade na pessoa de Jesus Cristo: aqueles que depositam sua fé nele têm a vida eterna, mas aqueles que o rejeitam estão sob a condenação de Deus. O Evangelho de João também busca edificar os crentes em sua fé e compreensão da verdade espiritual. Por ser o mais incomum e singular dos quatro, com seu conteúdo e estilo distintos, o livro de João serve como um excelente complemento a Mateus, Marcos e Lucas. É ao mesmo tempo o mais simples e o mais profundo, e muitas vezes é o primeiro que os novos crentes são encorajados a ler.
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Clique nas lições abaixo:
- Lição 1 – A Identidade de Jesus Cristo
- Lição 2 – Os primeiros anos de João Batista
- Lição 3 – Os primeiros anos de Jesus Cristo #1
- Lição 4 – Os primeiros anos de Jesus #2
- Lição 5 – O Ministério Público de João
- Lição 6 – De João Batista a Jesus
- Lição 7 – Deixando a Judeia
- Lição 8 – Através da Samaria até a Galileia
- Lição 9 – Mudando-se para Cafarnaum
- Lição 10 – O Chamado dos Discípulos
- Lição 11 – O Banquete de Mateus
- Lição 12 – Controvérsias sobre o Sábado
- Lição 13 – Mais controvérsias sobre o sábado