Domingo: O Templo Profanado: Ezequiel 8:1-18
Após uma visão renovada da glória majestosa de Deus (Ezequiel 8:1-2), Ezequiel contempla quatro panoramas da idolatria grosseira de Judá ocorrendo dentro do templo sagrado de Deus: (1) a “imagem do ciúme” (um ídolo), assim chamada porque a idolatria provoca o Senhor, que tem ciúmes do seu povo (Deuteronômio 32:21); (2) 70 anciãos queimando incenso diante de imagens de ídolos pintadas nas paredes de uma câmara secreta; (3) mulheres no portão do templo envolvidas em um ritual pagão a Tamuz (um deus da fertilidade); (4) 25 homens à porta do templo, curvando-se abertamente diante do sol. Em Ezequiel 8:17-18, o julgamento divino é pronunciado; a idolatria é um fedor repugnante nas narinas de Deus.
Segunda-feira: Poupar o Remanescente: Ezequiel 9:1-4
Na visão, Ezequiel ouve o Senhor convocar seis homens (provavelmente anjos) para preparar um massacre brutal em Jerusalém. Um sétimo "homem", um escriba, é enviado pela cidade para observar o remanescente santo que lamenta e chora os pecados de Jerusalém. Observe como a glória shekinah de Deus se move do trono da carruagem para o limiar do templo, removendo Sua bênção e cobertura protetoras e preparando-se para partir.
Terça-feira: A Execução: Ezequiel 9:5-10:7
Os seis executores foram então enviados para concluir sua tarefa de julgamento. Ninguém seria poupado por causa de sexo ou idade — qualquer pessoa sem a marca seria morta. Assim como Pedro havia advertido que o julgamento “começaria pela casa de Deus” (1 Pedro 4:17), a execução começaria no santuário de Deus, onde Ezequiel vira abominações profanas. O templo seria agora ainda mais profanado pelos cadáveres dos idólatras. Deus disse a Ezequiel que Judá estava contaminada com sangue inocente — chegara a hora de o povo colher os frutos de sua violência e corrupção.
Quarta-feira: A Glória de Deus Revelada: Ezequiel 10:8-22
Aqui vemos novamente a visão da glória de Deus que Ezequiel teve no dia de seu chamado para o ministério (Ezequiel 10:15, 20-22). Observe que as criaturas viventes estavam “cheias de olhos” (Ezequiel 10:12), assim como as rodas. Isso aponta para a natureza onisciente do Senhor Deus. Ele viu as manifestações públicas de idolatria e todas as coisas feitas em segredo. Tudo o que Ele faz é “segundo o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade” (Efésios 1:11). O Santo não pode suportar o fedor do pecado, então, quando Judá parou de glorificar a Deus adorando ídolos, Sua presença se retirou. Vivemos de tal maneira que Deus deseje habitar entre nós? Ele vê e sabe tudo o que fazemos!
Quinta-feira: O Caldeirão: Jerusalém: Ezequiel 11:1-13
Ezequiel profetizou contra os líderes perversos que estavam na porta oriental do templo, adorando o sol (Ezequiel 8:15-18). Eles haviam dado conselhos malignos ao rei e a outros líderes, esperando se beneficiar pessoalmente das perdas de seus compatriotas. Por sua traição, seriam mortos. Um deles cairá morto instantaneamente!
Sexta-feira: As Promessas de Deus: Ezequiel 11:14-21
Deus então proferiu palavras de esperança ao Seu remanescente justo. Algumas delas se aplicariam ao seu retorno do cativeiro: (1) Deus seria o seu refúgio seguro (Ezequiel 11:16); (2) eles seriam reunidos (Ezequiel 11:17a); e (3) a terra de Israel lhes seria novamente dada (Ezequiel 11:17b). Ezequiel 11:19-21 são promessas que se estendem à renovação espiritual que ocorrerá nos últimos tempos — um tempo ainda no futuro.
Sábado: A Glória de Deus se Vai: Ezequiel 11:22-25
O trono de Deus, em forma de carroça, permanecera no limiar do portão oriental do templo, com a glória de Deus acima dele (Ezequiel 10:18-19). A glória de Deus agora partiu para repousar sobre o Monte das Oliveiras. Deus é incrivelmente longânimo, mas a Sua paciência não é eterna.