Reverência ao Senhor – Devocional Diário – Lição 2

Domingo: O Cerco de Jerusalém: Ezequiel 4:1-17

Ezequiel 4 contém três sermões de ação: o tijolo de barro (Ezequiel 4:1-3); a vítima sofredora (Ezequiel 4:4-8); e uma dieta da pior qualidade, com pão assado sobre fogo impuro de excremento humano (Ezequiel 4:9-17). No primeiro sermão, Ezequiel representa o conquistador de Jerusalém, sitiando a cidade e a vencendo. No seguinte, ele é amarrado (simbolizando os exilados) e obrigado a deitar-se de lado com o braço descoberto (o braço de Deus descoberto em julgamento) — sobre o lado esquerdo por 390 dias (o número de anos de rebelião de Judá), depois sobre o direito por 40 (os anos de rebelião passados ​​no deserto). O pão ruim simboliza a terrível fome e a impureza durante o cerco de Jerusalém.

Segunda-feira: O Destino do Povo: Ezequiel 5:1-17

Assim como Isaías comparou a invasão de um inimigo ao ato de raspar a cabeça e a barba de um homem (Isaías 7:20), Ezequiel agora usa o ato de raspar a cabeça e a barba em seu próximo sermão de ação. Raspar a cabeça em público era um sinal de tristeza e humilhação — a espada usada para isso simbolizava o exército conquistador. O cabelo cortado era dividido em três partes: queimado nos tijolos do cerco (aqueles mortos pela fome ou pestilência); cortado em pedaços (aqueles mortos pelos soldados babilônicos); e o cabelo jogado ao vento (judeus dispersos entre os gentios e os exilados levados para a Babilônia).

Terça-feira: Julgamento sobre a Terra: Ezequiel 6:1-14

A primeira mensagem falada de Ezequiel está dividida em três partes: (1) o julgamento de Deus sobre os lugares altos (Ezequiel 6:1-7); (2) a graça de Deus para o remanescente judeu (Ezequiel 6:8-10); e (3) as armas de destruição de Deus (Ezequiel 6:11-14). A terra havia sido profanada pela idolatria de Judá, então Ezequiel é instruído a “voltar o rosto contra ela”. Contudo, apesar da destruição que viria, Deus sempre preservou um remanescente justo e trará o Seu povo de volta para Si.

Quarta-feira: Anunciando o Desastre: Ezequiel 7:1-9

A terra de Judá é personificada nesta passagem, enquanto Ezequiel se dirige a ela e anuncia o desastre. O julgamento é certo, como o profeta proclama: “Chegou!” pelo menos nove vezes em Ezequiel 7:1-12. Na versão King James (KJV), observe a frase em Ezequiel 7:7: “a manhã chegou”. As versões NKJV e NIV traduzem isso como “chegou a desgraça”. A palavra em hebraico significa “trançar” ou “fazer tranças”. A ideia é “aquilo que vem em sentido contrário”, como trançar uma guirlanda de flores para a cabeça. A “manhã” chega dia após dia, e a desgraça dos israelitas agora havia “chegado”.

Quinta-feira: Imagens do Desastre: Ezequiel 7:10-15

Três representações de desastre são apresentadas aqui: (1) a vara de julgamento brotando na mão de Deus (Ezequiel 7:10-11); (2) desespero econômico quando a terra é conquistada e tomada de propriedade legítima (Ezequiel 7:12-13); e (3) futilidade quando os vigias no muro tocam seu aviso, mas nenhum exército está lá para ajudar (Ezequiel 7:14-15).

Sexta-feira: Mais imagens de desastre: Ezequiel 7:16-21

Mais duas imagens são adicionadas às três primeiras: (1) os fugitivos judeus em fuga comparados a pombas de luto, assustados e sozinhos nas montanhas (Ezequiel 7:16-18); e (2) a completa inutilidade do ouro e da prata em um tempo de desastre (Ezequiel 7:19-21).

Sábado: Corrupção e Caos: Ezequiel 7:22-27

Esta passagem revela o caos que irrompe com o impacto do julgamento de Deus. Nenhum auxílio seria encontrado nos líderes religiosos, visto que eles eram a principal fonte de corrupção (Ezequiel 7:26). O sistema político também entraria em colapso (Ezequiel 7:27). A liderança em Judá falhou miseravelmente quando os reis se recusaram a ouvir o apelo de Jeremias para se renderem à Babilônia e salvarem a cidade e o templo. A dependência de Judá em alianças estrangeiras em vez do Senhor Deus seria sua ruína total.