Texto bíblico: Jó 3:1-7:21
Versículo para memorizar: “Pois aquilo que eu mais temia me sobreveio, e o que eu receava me aconteceu. Não tenho paz, nem sossego; não encontro descanso, pois a angústia me assola.” —Jó 3:25-26 (NVI)
Introdução:
É evidente que Jó sofreu por um longo período, embora indeterminado. Agora, observa-se uma mudança na atitude de Jó. Embora ele não amaldiçoe a Deus, suas palavras anteriores de paciência e confiança não se fazem presentes. Ele expressa claramente seus sentimentos mais profundos e íntimos, de que teria sido melhor se nunca tivesse nascido. Ele argumenta que não teria sofrido tanto se não tivesse sido concebido, se tivesse morrido ao nascer ou se tivesse morrido imediatamente quando seu sofrimento começou. Jó não apenas vê a morte como uma libertação da miséria, mas também sugere que nunca ter nascido é melhor do que ser abandonado pelo Senhor.
Elifaz, talvez o mais velho ou o mais respeitado dos amigos de Jó, fica evidentemente chocado com as palavras de Jó. Elifaz afirma, em essência, que, visto que as pessoas sofrem por causa da maldade, Jó deve ter pecado. Ele desafia Jó a invocar homens ou anjos para provar que o pecado não é seguido de julgamento. Elifaz observa a ligação inalterável entre maldade e punição. Os problemas nunca são sem causa. O homem, sendo pecador, está destinado aos problemas, tão certo quanto as faíscas voam para o alto. Ao se submeterem à correção do Todo-Poderoso, diz Elifaz, as pessoas experimentam a libertação divina da fome, da guerra, da calúnia, da guerra civil, do perigo, da seca, dos animais selvagens e dos danos às colheitas. Elas desfrutam de paz doméstica, segurança, fertilidade e longevidade.
Jó responde a Elifaz admitindo que suas palavras foram precipitadas, mas que há uma razão. Jó protesta, dizendo que não se queixaria com tanta amargura sem motivo. Ele deseja morrer porque não tem forças para suportar a vida e nenhuma esperança para o futuro. Prolongar a vida é inútil.
Agora Jó se dirige diretamente ao Senhor. Ele pergunta ao Senhor por que Ele deveria dar tanta atenção a um ser humano insignificante, cercando-o, aterrorizando-o com pesadelos, a ponto de ele preferir ser estrangulado. Será o homem tão grandioso que Deus o faça sofrer continuamente? Mesmo que Jó tenha pecado, não há perdão, já que ele vai morrer em breve de qualquer maneira?
Estudando a Palavra
Estudo de aula
- Jó começou a amaldiçoar o dia do seu nascimento e a sua existência miserável, mas não amaldiçoou a Deus. Explique a diferença. (Jó 3:1-19; Mateus 27:46; Jeremias 20:14-18; Lamentações 3:1-18)
- Neste monólogo, Jó pergunta “Por quê?” sete vezes. “Por quê?” é uma pergunta fácil de fazer, mas muito difícil de responder. Imagine se Deus tivesse revelado a Jó as razões por trás de seus problemas. Isso teria resolvido seus problemas? (Jó 3:20-26)
- Explique o que havia de errado com a teologia e o ponto de vista de Elifaz. (Jó 4:1-21)
- Elifaz diz a Jó que ele deveria, na verdade, se alegrar com essa disciplina do Senhor, pois o arrependimento traz restauração. O que Elifaz considerou que Jó havia feito? Existe algum outro propósito na disciplina senão o de levar ao arrependimento? (Hebreus 12:5-11; Provérbios 3:11-12)
Aplicando a palavra
Jó reconheceu que seu sofrimento, em última análise, veio com o conhecimento e a permissão de Deus. Analisando a experiência de Jó e o que a Bíblia diz, quais promessas temos de Deus nos conduzindo à vitória? (Romanos 8:35-39; Tiago 5:11; 1 Pedro 5:10)