Os Dez Mandamentos – Lição 12: O Décimo Mandamento

“Não cobiçarás a casa do teu próximo, nem a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.” Êxodo 20:17

Leitura bíblica: Mateus 19:16-30; Marcos 10:17-30

Versículo para memorizar: Inclina o meu coração para os teus testemunhos, e não para a cobiça. Salmo 119:36

Introdução:

“Não cobiçarás a casa do teu próximo, nem a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo” (Êxodo 20:17). Estas são instruções de Deus.

A Bíblia não promete que seremos saudáveis, ricos ou sábios por termos fé em Deus. Muitas vezes, as ideias sobre o Evangelho se misturam com o sonho americano, de modo que esperamos que, se agirmos de maneira justa, Deus nos protegerá com boa saúde e nos dará livremente de Seus bens. Quando essa é a nossa atitude, a fé nada mais é do que um caminho para o materialismo. Em vez disso, devemos ter contentamento e paz que vêm do nosso Pai Celestial por meio do nosso relacionamento com Seu Filho, Jesus Cristo. O décimo mandamento nos desafia a não focarmos nas coisas materiais do mundo, mas em nosso Pai Celestial.

O mandamento “Não cobiçarás” (Êxodo 20:17) é singular entre os mandamentos, pois se relaciona aos desejos do nosso coração. Isso é interessante porque Jesus ensinou mensagens semelhantes sobre o coração quando disse para não odiarmos nosso irmão, para não cometermos assassinato, e para não olharmos para uma mulher com intenção impura, para não cometermos adultério. É importante entendermos que pecamos não apenas por nossas ações, mas também por nossos desejos. A atitude do coração é fundamental para compreendermos nossa fé.

Ao refletirmos sobre a cobiça, começamos a perceber que muitas desavenças e relacionamentos arruinados surgem do descumprimento desse mandamento. É impossível amar o próximo se cobiçamos o que ele possui.

Embora sejamos instruídos a não cobiçar os bens do nosso próximo, não é proibido possuir bens ou tê-los em nossa posse. Pense em Abraão e Jó, por exemplo. Ambos eram homens justos e possuíam muitos bens. O desafio com nossos bens é vê-los como pertencentes a Deus e vindos Dele. Devem ser vistos como dádivas que podem ser livremente compartilhadas com os outros, assim como Deus compartilhou livremente o dom de Seu Filho conosco. É melhor dar do que receber e infinitamente melhor dar do que cobiçar o que é de outrem.

Perguntas da lição:

  1. Quais são as atitudes do coração que levam à cobiça? Lucas 12:15-21; Salmo 62:10; Hebreus 13:5.
    Nota: A cobiça pode ser definida como um forte desejo por aquilo que pertence a outro.
  2. Acabe cobiçou a vinha de Nabote. Como sua cobiça o levou a outros pecados? 1 Reis 21:1-16
  3. Como a cobiça levou a outros pecados na situação de Davi? 2 Samuel 11:2-5, 15
  4. O que Paulo define como cobiça? Colossenses 3:5, 6; Efésios 5:3, 5 Por quê?
  5. Que advertência Jesus deu sobre a cobiça? Marcos 7:20-23
  6. é “amor ao dinheiro” o mesmo que cobiça? 1 Timóteo 6:9-10
  7. Qual é o perigo de confiar nas riquezas e qual é a solução? Marcos 10:23-27
  8. Quem dá ao homem a capacidade de adquirir riquezas? Deuteronômio 8:18. De onde vem a riqueza, em última instância? 1 Samuel 2:7; 1 Crônicas 29:12
  9. Discuta o que alguém poderia desejar além de bens materiais.