O Sermão da Montanha, Parte 2 – Lição 9: Julgando

“Ele te mostrou, ó homem, o que é bom; e o que o Senhor requer de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus?” —Miquéias 6:8

Leitura bíblica: Mateus 7:1-6; 1 Coríntios 5:1-13

Introdução:

Para muitos de nós, julgar, não no sentido de discernimento, mas no sentido de condenação, é tão natural quanto respirar. Enxergar as falhas, os pecados e a hipocrisia alheios não é um dom espiritual de Deus. Com tantos de nós tão habilidosos nisso, alguns podem até pensar que julgar seja o seu "dom espiritual". No entanto, somos chamados a transcender essa carnalidade — chamados a enxergar nossos irmãos e irmãs com os olhos misericordiosos de Deus.

O interessante sobre a questão do julgamento é que somos sensíveis às nossas próprias ações (Romanos 2:1-5). É fácil perceber a raiva em outra pessoa porque nós mesmos estamos irados; é fácil identificar a amargura nas palavras de alguém porque as nossas próprias palavras são amargas. O mais surpreendente sobre o julgamento é que geralmente não percebemos que somos culpados dos mesmos pecados que julgamos.

Mateus 7:1-6 se refere a uma trave e um cisco — semelhante a um grão de sal junto ao tronco de uma árvore. Quando julgamos, a trave em nosso próprio olho está atingindo a pessoa que estamos tentando "corrigir". Ela não só sai ferida pela nossa trave, como também não estamos mais perto de lidar com o nosso próprio pecado.

A solução para isso é o autoconfronto. O chamado de Deus a todo cristão é restaurar seus irmãos e irmãs quando eles próprios se confrontarem. Não podemos instruir e discipular alguém corretamente se não formos capazes de vencer o pecado em nossa própria vida. Como posso dar carne a alguém se ainda estou bebendo leite? (Hebreus 5:13-14)

Somos chamados a julgar uns aos outros com justiça (João 7:24). Sim, devemos discernir entre o bem e o mal, entre os falsos profetas e os verdadeiros profetas (1 João 4:1-2). Nosso julgamento não deve ser condenação, mas sim discernimento.

Perguntas da lição:

  1. Quem é o único juiz justo e verdadeiro? Tiago 4:12; Salmo 96:13; Eclesiastes 3:17; Romanos 2:16; 2 Timóteo 4:1.
  2. O que a Palavra diz sobre condenar os outros? Romanos 14:4, 13; Mateus 7:1-5; Tiago 4:12; 1 Coríntios 4:5.
  3. Que consequência é prometida se julgarmos os outros pelo mesmo pecado que estamos cometendo? Mateus 7:2; Romanos 2:1-5; Tiago 2:13. Por que essa consequência é prometida?
  4. O cristão tem a responsabilidade de julgar a si mesmo? Mateus 7:5; 1 Coríntios 11:28-31; Lamentações 3:40; 2 Coríntios 13:5.
  5. Que responsabilidade as Escrituras atribuem aos crentes maduros de exortar amorosamente um irmão ou irmã que está lutando contra o pecado? Gálatas 6:1-5; Romanos 15:1; 1 Tessalonicenses 5:14; 2 Tessalonicenses 3:14-15.
  6. Existem situações e pessoas que somos chamados a julgar? 1 Coríntios 5:1-13; João 7:21-24; Tito 3:10-11; Mateus 18:15-20.
  7. Em vez de julgamento crítico, que atitude o Senhor exige de nós quando observamos o pecado dos outros? Provérbios 3:3; 11:17; Miquéias 6:8; Mateus 5:7.
  8. Como a advertência de Mateus 7:6 oferece equilíbrio ao confrontar os outros? Provérbios 9:7-8; 23:9.

Aplicação prática:

As pessoas precisam de encorajamento e apoio, não de condenação. Esta semana, faça um jejum de julgamentos. Em vez de julgar ou tomar decisões precipitadas sobre outra pessoa, observe a situação dela e pergunte a Deus o que você pode fazer para encorajá-la. Assim, julgar não será tão fácil.

Se julgar tem sido um problema para você, peça perdão àqueles que você julgou.