O Sermão da Montanha, Parte 1 – Lição 8: Ira e Reconciliação

“A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira… Com paciência se persuade o príncipe, e a língua suave quebranta os ossos.” — Provérbios 15:1; 25:15

Leitura bíblica: Mateus 5:21-26; 18:15-20

Introdução:

Após Jesus estabelecer que veio para cumprir a lei, Ele apresenta seis exemplos de como a lei foi cumprida e compara esse cumprimento diretamente à lei de Moisés, que era o padrão de justiça vigente, porém ineficaz. Os exemplos começam com a ira.

Cometer assassinato era pecado, mas e a raiva? Cristo revelou aos seus discípulos que o assassinato não era mais uma questão externa — era, e continua sendo, uma questão do coração. Quando nos iramos com nosso irmão ou irmã sem motivo, o julgamento de Deus recai sobre nós como se fôssemos assassinos.

A progressão do julgamento nesta passagem é significativa. O termo *raca* significa “cabeça vazia”. Se considerarmos nossos irmãos insignificantes ou sem importância, então, em essência, estaremos participando de calúnias. Estaremos lançando uma acusação pecaminosa e falsa contra alguém e, ao fazê-lo, nos colocando em risco perante o Conselho. O Conselho também era conhecido como Sinédrio, e seus membros tinham autoridade para proferir a sentença de morte por apedrejamento. A expressão “tolo” refere-se a declarações amargas e condenatórias dirigidas a outra pessoa (Mateus 5:22). O fogo do inferno é provável porque essa atitude está presente apenas naqueles que recusaram ou negaram a salvação de Cristo.

Cristo não apenas discute os perigos da raiva descontrolada, como também nos dá uma orientação clara e concisa: “Portanto, se você estiver apresentando a sua oferta no altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe ali a sua oferta diante do altar e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão…”(Mateus 5:23-24). Se estivermos nutrindo raiva ou ressentimento contra um irmão, ou soubermos que alguém está nutrindo raiva contra nós, somos instruídos a tentar a reconciliação antes de adorarmos ao Senhor. Nossa obrigação é garantir que não haja cisão no Corpo de Cristo, seja em nosso coração ou no coração dos outros.

da lição Perguntas:

  1. As Escrituras identificam a raiva como uma questão do coração, algo que deve ser abandonado (Mateus 12:35; 2 Pedro 2:14; Efésios 4:31-32). De que maneiras práticas a Palavra nos instrui a vencer a raiva? Provérbios 15:1; 3:5-6; Josué 1:8-9; Efésios 4:22-24; Filipenses 2:3-5; 1 Coríntios 13:4-8; 1 Tessalonicenses 5:17;
    Gálatas 5:16, 25.
  2. Existe momento certo para ficarmos com raiva do nosso irmão? A raiva é uma desculpa para o pecado? Efésios 4:26.
  3. Será que Mateus 5:21-22 ensina que aqueles que não valorizam seus irmãos ou os consideram tolos são tão merecedores da morte quanto os assassinos? Que impacto isso deve ter em nossas vidas?
  4. As três atitudes pecaminosas em Mateus 5:22 tornam-se cada vez mais graves, assim como os julgamentos. A primeira é a ira injustificada; a segunda é considerar nosso irmão como indigno; e a terceira é desprezar nosso irmão como rebelde, possivelmente acusando-o de apostasia. Não é de admirar que Jesus tenha ameaçado com julgamento e fogo do inferno aqueles que sustentam essas atitudes? Mateus 5:22; 7:1-5; Romanos 2:1-6.
  5. Somos instruídos a nos reconciliar com nossos irmãos antes de participarmos de qualquer forma de culto público (Mateus 5:23-24). Diante disso, qual a importância da reconciliação para Deus? (1 Coríntios 3:1-7; 12:25-27; Efésios 4:1-4). Quais são as consequências de recusar a reconciliação com outros membros da igreja? (1 Coríntios 3:1-7; 11:26-32; Tiago 5:16; Gálatas 2:11-14).
  6. Examine os princípios de Mateus 18:15-20. Como podemos aplicar esses princípios regularmente? Discuta se você excluiria ou não da comunhão um irmão que se recusa a se arrepender, conforme mencionado em Mateus 18:17.
  7. Como podemos aplicar na prática a advertência de Mateus 5:25-26?

Aplicação prática:

A raiva é um problema que todos parecem enfrentar de uma forma ou de outra. Anote de 5 a 10 maneiras práticas de abençoar os outros quando você se sentir tentado a ficar com raiva, especialmente com seus familiares.

O mandamento de reconciliar-se com outros cristãos é importante demais para ser levado levianamente. Entregue ao Senhor qualquer relacionamento tenso por meio da oração, do jejum e do estudo, e faça o que puder para se reconciliar com aqueles com quem você está em conflito. Se necessário, siga os passos de Mateus 18:15-20.