“Não te vingarás, nem guardarás rancor contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor.” —Levítico 19:18
Leitura bíblica: 1 João 3:10-24; Gênesis 45:4-15
Introdução:
O mandamento de Cristo em Mateus 5:44 é um paradoxo atemporal: amar os inimigos. Por definição, um inimigo é alguém que deveríamos ter permissão para odiar. Afinal, são nossos inimigos. Como de costume, Jesus apresentou um paradigma totalmente novo para seus discípulos: amar aqueles que nos odeiam, orar por eles e fazer-lhes o bem. Este mandamento parece impossível, mas, à luz da salvação, deveria ser nossa resposta natural.
Antes de sermos salvos, éramos pecadores. Como pecadores, éramos inimigos de Deus. Mas, mesmo sendo Seus inimigos, Ele enviou Seu único Filho para morrer na cruz por nós. Como nenhum outro evento em toda a história, Deus nos mostrou o que é o verdadeiro amor pelos inimigos
Somos chamados a amar nossos inimigos não porque Deus quer que sejamos bem vistos pelo mundo, mas porque, ao amá-los, eles podem perceber a necessidade de um relacionamento com Jesus Cristo. Por meio do nosso testemunho, podemos levar à salvação aqueles que estão em conflito conosco e com Deus.
O que é interessante notar nesta passagem é que ela nunca aborda nossos sentimentos. Não diz: “Sintam amor pelos seus inimigos” ou “Tenham uma sensação maravilhosa, calorosa e reconfortante ao orar por seus inimigos”. Deus nunca nos chama a mudar nossos sentimentos — somos chamados a mudar nossas motivações, intenções e ações. Tudo nesta passagem é uma ação prática que pode ser realizada independentemente de nossos sentimentos. Deus se preocupa menos com nossos sentimentos do que com nossa obediência. Aliás, quando você não sente vontade de abençoar um inimigo, é o melhor momento para abençoá-lo. Por quê? Porque assim aprendemos o verdadeiro amor sacrificial por nossos inimigos.
O que é particularmente assustador nessa passagem é que nosso amor pelos inimigos define, em parte, nossa posição diante de Deus. Se não demonstrarmos amor pelos nossos inimigos, então não somos filhos de Deus. Nosso chamado é ir além da capacidade humana e amar as pessoas com amor divino.
Perguntas da lição:
- Se não demonstrarmos amor ativamente aos nossos inimigos, seremos filhos de Deus? Isso nos torna afeiçoados a pessoas? Mateus 5:44-45; 1 João 3:10, 15, 17; Tiago 2:1-10; Levítico 19:15.
- Por que o verdadeiro amor sacrificial se evidencia na maneira como tratamos nossos inimigos, e não nossos semelhantes? Romanos 12:19-21; 5:8; Efésios 2:4-6.
Nota: Quando odiamos nossos inimigos, não os estamos condenando injustamente e, ao mesmo tempo, nos condenando também? Romanos 2:1-6; 1 Coríntios 5:9-13. - Como podemos abençoar aqueles que nos amaldiçoam de maneira prática? Romanos 12:17-20; 1 Tessalonicenses 5:5; Gênesis 45:14-15; 2 Reis 6:20-22.
- Por que a oração pelos nossos inimigos tem tanto impacto sobre nós quanto sobre eles?
- Mateus 5:48 nos chama à perfeição cristã, ou maturidade. Quais são algumas características da maturidade cristã? Mateus 19:21; Colossenses 3:14; Tiago 2:22; 3:2; 1 João 2:5; Hebreus 5:13-6:3; João 13:1-10.
- Será que nossos inimigos são sempre incrédulos, ou também podem ser membros do corpo de Cristo? 2 Timóteo 4:13-17; 3 João 1:5-11. Discuta a importância de abençoar os “inimigos” no corpo de Cristo como um meio de reconciliação.
- Jesus disse que até os publicanos amam seus vizinhos. De que maneira o mandamento de Mateus 5:44-47 expressa as verdades de Mateus 5:20?
prática Aplicação
Esta semana, decida abençoar alguém que você normalmente considera um inimigo e ore para que Deus transforme seu coração para que você possa amá-lo com o amor de Cristo. Então, se possível, inicie um diálogo que ajude a reconciliar o relacionamento, levando-se à completa obediência à Palavra de Deus.