O Sermão da Montanha, Parte 1 – Lição 11: Juramentos

“Não jurareis falsamente pelo meu nome, nem profanareis o nome do vosso Deus. Eu sou o Senhor.” —Levítico 19:12
“Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; porque tudo o que passa disto vem do Maligno.” —Mateus 5:37

Leitura bíblica: Mateus 5:33-37; 23:16-22

Introdução:

“Renunciar significa jurar falsamente ou cometer perjúrio. Juramentos feitos em nome do Senhor eram considerados vinculativos, e o perjúrio de tais juramentos era fortemente condenado pela lei. Frases como 'tão certo como vive o Senhor' ou 'em nome do Senhor' enfatizam a santidade desses juramentos. Ryrie afirma: 'Todo juramento continha uma afirmação ou promessa de apelação a Deus como o punidor onisciente das falsidades, o que tornava o juramento vinculativo…'”

“Jesus anunciava que todo juramento desse tipo era desnecessário se a pessoa tivesse o hábito de dizer a verdade. Portanto, Seu mandamento era: não jurem de forma alguma. Isso não se refere a maldições em si, mas ao ato de jurar. O cristão não deve jurar pelo céu, pela terra, nem pela cidade de Jerusalém. Ele não deve jurar com base em sua própria cabeça ou em qualquer outra característica física. Ele deve falar a verdade de tal forma que seu 'sim' signifique sim e seu 'não' signifique não…”

“Quando você disser sim, certifique-se de que é isso mesmo que você quer dizer. Quando disser não, certifique-se também de que é isso mesmo que você quer dizer. Diga o que pensa e faça o que diz. Qualquer coisa que seja mais do que uma simples afirmação da verdade vem do mal. Quando acrescentamos um juramento à nossa afirmação regular da verdade, ou admitimos que nossa conversa normal não é confiável, ou que estamos nos rebaixando ao nível de um mundo que normalmente não diz a verdade…” —Comentário Bíblico da Liberdade, Jerry Falwell

Perguntas da lição:

  1. Quão sério Deus é quanto à veracidade de nossa fala? Levítico 19:12; Deuteronômio 23:21; Êxodo 20:16; Salmo 34:12-13.
    Nota: “Jurar falsamente” vem da palavra grega epiorkeoo, que significa jurar falsamente ou cometer perjúrio (Mateus 5:33).
  2. Que ensinamento Mateus 23:16-22 nos oferece a respeito do mau uso e do engano dos juramentos pelos fariseus?
    Nota: “Na época de Cristo, os judeus haviam desenvolvido um sistema complexo de juramentos, que muitas vezes servia de base para mentiras. Por exemplo, alguém podia jurar que havia dito a verdade segundo a cúpula do Templo, enquanto outro podia jurar pelo ouro da cúpula do Templo! Em outras palavras, havia estágios de verdade e, portanto, também de falsidade dentro do sistema de juramentos.” —Comentário Bíblico Liberty, Jerry Falwell
  3. Examine e discuta as razões que Jesus apresenta para não jurar, conforme mencionado em Mateus 5:33-37. Será que jurar por essas coisas não significava nada porque não podemos "...tornar um só fio de cabelo branco ou preto"?
    Observação: O fato de "jurarmos" não torna nossa palavra mais verdadeira. O que torna nossa palavra verdadeira é a nossa capacidade de cumprir o que prometemos. Aqueles que fazem o que dizem precisam apenas dizer "sim" ou "não". Nada mais é necessário.
  4. Por que nossa comunicação deve ser apenas sim e não? Efésios 4:25; Salmo 101:7; Provérbios 21:6, 23.
  5. De que maneiras podemos imitar a comunicação enganosa e os juramentos dos fariseus em nossos dias?
  6. Quando Jesus disse que não deveríamos jurar de forma alguma, ele proibiu os juramentos? Considere o exemplo de Paulo em Atos 18:18 e 21:18-24.

Aplicação prática:

Como cristãos, devemos ser pessoas íntegras que cumprem o que prometeram. Esta semana, examine sua fala e determine se ela é verdadeiramente um "sim" e um "não". As pessoas podem confiar que você cumprirá o que prometeu? Se não, arrependa-se e tome medidas para se livrar desse pecado em sua vida.