Domingo: Dá-me de beber — João 4:4-9
Havia muitos bons motivos para Jesus permanecer em silêncio quando esta mulher samaritana veio ao poço buscar água. Primeiro, Jesus estava cansado da viagem, e o próprio fato de Ele estar em Samaria já era intrigante: os judeus desprezavam os samaritanos. Que Jesus falasse publicamente com uma mulher também era estranho, pois conversas entre rabinos e mulheres violavam as rígidas normas de decoro. Jesus teria justificativa para evitar aquela mulher em particular, considerando o que Ele revela sobre a vida dela. Beber da água que ela lhe dedicava também era considerado impuro! Mesmo assim, Jesus lhe pede água para beber, pois Ele veio buscar os desprezados e marginalizados. Ela própria ficou surpresa.
Segunda-feira: Água Viva — João 4:10-15.
A água do poço de Jacó saciava a sede do corpo por um curto período, mas a água que Jesus oferece proporciona satisfação contínua. Quem bebe da Sua água viva terá uma fonte interior de água que dá vida (João 7:38-39). Essa fonte interior contrasta com a água do poço, que exigia trabalho árduo para ser obtida. Jesus estava falando do Espírito Santo, que traz salvação à pessoa que crê e, por meio dEle, oferece salvação a outros. A mulher não conseguia compreender essa expressão complexa por causa de seu pecado e materialismo. Ela apenas sabia que, se tivesse uma fonte, não teria sede e não precisaria trabalhar tanto.
Terça-feira: A Divorciada Adúltera — João 4:16-19.
Visto que ela não era capaz de receber a Sua verdade (1 Coríntios 2:14), Jesus tratou do seu problema mais básico. (Aparentemente, ela nunca Lhe serviu de bebida. Ele esqueceu a Sua própria necessidade física para suprir a necessidade espiritual dela.) Jesus sugeriu que ela chamasse o marido e o trouxesse de volta consigo. Essa sugestão tinha o propósito de mostrar-lhe que Ele sabia tudo sobre ela (João 2:24-25). Jesus, inclusive sobre a vida de pecado dela, conhecia toda a sua história. Em poucas palavras, Jesus revelou a sua necessidade de salvação.
Quarta-feira: Em Espírito e em Verdade — João 4:20-26.
Essa mulher, como a maioria das pessoas, não compreende o propósito da adoração, dando importância à "atividade" em si. Jesus a faz voltar a se concentrar no coração da adoração: o Pai. Os homens se prendem ao "onde", ao "como" e aos outros aspectos práticos da adoração, e muitas vezes deixam de adorar o "Quem". Isso só pode ser alcançado em Espírito e em Verdade, pois Ele é Espírito e Ele é a Verdade.
Quinta-feira: Venham e vejam um homem — João 4:27-30.
Jesus, ao ensinar uma mulher pobre, espalhou a verdade por toda uma cidade. Bem-aventurados os que não se escandalizam com Cristo. Aqueles que são verdadeiramente ensinados por Deus desejarão aprender mais. Observem que eles vieram até Ele. Jesus não tocou campainhas, nem perseguiu as pessoas. Ele era luz, e as pessoas foram atraídas a Ele.
Sexta-feira: Sustento Divino — João 4:31-38
Jesus responde profundamente à preocupação de seus discípulos com o seu bem-estar. Ele havia conquistado uma alma ao deixar de lado seus próprios desejos e necessidades, e por meio dela conquistaria mais almas, talvez até mesmo estabelecendo uma grande obra em Samaria. Isso o elevou muito acima de qualquer sensação de fome ou cansaço natural. Podemos enxergar além do imediato? Veremos com olhos espirituais o que poderíamos conquistar se pudéssemos ver os campos de colheita do mundo como Ele os vê e trabalhar com a sua paixão?
Sábado: Evangelizando Sicar — João 4:39-45
Os samaritanos creem porque encontram Jesus (João 1:46-49). Para Jesus, hospedar-se ali, comer comida samaritana e ensinar samaritanos seria praticamente equivalente a desafiar a segregação nos Estados Unidos durante a década de 1950 ou o apartheid na África do Sul na década de 1980 — chocante, extremamente difícil, de certa forma perigoso. O verdadeiro Jesus constrói pontes com a humanidade e se preocupa muito mais com as pessoas do que com os costumes.