Domingo: Os Magos — Mateus 2:1-6
Um dos temas inesperados nesta passagem é que homens que não eram judeus estavam procurando o Rei dos Judeus. Qualquer um poderia ter olhado para o céu e visto a estrela brilhante. No entanto, foram os “magos do Oriente” (v. 1) que a seguiram, desejando encontrar o Rei recém-nascido para adorá-Lo. Os líderes religiosos judeus também estavam plenamente cientes das profecias sobre o Messias, mas nenhum deles estava procurando por Jesus (João 1:11). Que desafio isso nos apresenta, povo de Deus: estamos buscando Jesus diligentemente? Um adesivo de para-choque popular diz: Até os sábios o procuram!
Segunda-feira: Rei Herodes — Mateus 2:7-12.
O rei Herodes era outro não judeu que procurava Jesus. No entanto, seus motivos eram exatamente opostos aos dos magos. Herodes afirmou aos magos que também queria adorar o menino. Ele os enviou com instruções para avisá-lo quando encontrassem a criança. As verdadeiras motivações de Herodes ficaram claras quando os magos não retornaram com a informação e Herodes ordenou que todos os meninos fossem mortos.
Terça-feira: Para o Egito — Mateus 2:13-18.
A passagem “Do Egito chamei o meu Filho” vem de Oséias 11:1. Como acontece com muitas coisas na Bíblia, essa passagem tem uma dupla interpretação: natural e espiritual. Em Oséias, a passagem se refere a Deus chamando o seu povo para fora do cativeiro sob a liderança de Moisés. Mesmo depois de os israelitas — os filhos de Deus — terem sido libertados, eles serviram a Baalins, em vez de a Deus. Em termos espirituais, o Egito representa o mundo, levando à interpretação de que Jesus — o Filho de Deus — também era humano (do mundo) e, ainda assim, perfeitamente obediente a Deus em todos os sentidos.
Quarta-feira: Nazaré — Mateus 2:19-23.
Nazaré era uma pequena cidade na zona rural da Galileia. Era atrasada e menos sofisticada do que grandes cidades como Jerusalém. Em João 1:46, pergunta-se se algo de bom pode vir de Nazaré. Isso se deve à sua reputação. Ser acusado de ser de “Nazaré” era equivalente a ser acusado de ser injusto ou mau. Jesus foi chamado de Nazareno em cumprimento das profecias do Salmo 69:19, Isaías 11 e Isaías 53. Juntamente com o seu nascimento em Belém, essa evidência mostrou aos judeus que Jesus era o Messias.
Quinta-feira: Perdido em Jerusalém? — Lucas 2:40-45
Quando Jesus tinha 12 anos, seus pais o levaram a Jerusalém para a Festa da Páscoa. Ao saírem, seus pais perceberam que Jesus não estava entre os viajantes. Pensando que ele estivesse perdido, procuraram-no e o encontraram no templo. Jesus não estava perdido: Ele estava exatamente onde deveria estar.
Sexta-feira: Na Casa de Meu Pai — Lucas 2:46-50
Jesus pergunta: “Vocês não sabiam que eu estaria na casa de meu Pai?” Essa frase foi especialmente surpreendente porque demonstrava intimidade pessoal com Seu Pai celestial. Era considerado blasfêmia referir-se a Jeová dessa maneira (veja João 10:29-39), mas aqui Jesus reivindicava ousadamente Seu direito de primogenitura celestial. Que bela prefiguração o fato de Jesus ter ficado ausente por 3 dias, o tempo de Seu sepultamento no túmulo.
Sábado: Adolescência — Lucas 2:51-52.
A submissão pode ser difícil, especialmente quando somos mais sábios, mais inteligentes ou mais espirituais do que a pessoa em posição de autoridade. Pode ser difícil, mas também é um princípio necessário de Deus. Deus usa esses momentos para agir em nossas vidas. Submeter-se aos seus pais também foi necessário para Jesus. Ele teve que esperar pelo seu ministério e aprender, crescer e se preparar para ele. Para três anos e meio de ministério, Jesus se preparou por aproximadamente 30 anos.