Domingo: O Tanque de Betesda — João 5:1-9
A multidão ao redor daquele tanque devia ser uma visão comovente: centenas de pessoas reunidas, coxos, febris, cegos, definhados e doentes, todos com a esperança de serem curados. Jesus, naquele dia, concentrou-se em apenas um. Por 38 anos, o homem estivera enfermo e tão fraco que sequer tinha a chance de alcançar as águas curativas. Naquele dia, as águas curativas vieram até ele na forma do Grande Médico. Mas, antes que Jesus lhe desse vida por meio de suas palavras, o homem precisou afirmar que “queria” ser curado. Curiosamente, às vezes as pessoas se escondem atrás de suas enfermidades! A cura exige mudança.
Segunda-feira: No sábado? — João 5:10-16
Como é fácil para um homem esquecer sua condição anterior depois que o Senhor o libertou! Com o toque divino vêm novos desafios: “não peques mais, para que não te sobrevenha coisa pior” (v. 14). Devemos evitar abrir novas portas para o sofrimento. O fato de Jesus ter curado o homem e lhe ter dito para carregar sua cama no sábado suscita repreensão religiosa, pois a “religião” sempre olha para o lado negativo. Jesus pode até ter escolhido o sábado para expor essa hipocrisia.
Terça-feira: Igual a Deus? — João 5:17-22
O Filho nada pode fazer por si mesmo, por causa de sua união inseparável com o Pai; e o Pai nada pode fazer por si mesmo, por causa de sua infinita unidade com o Filho. Nessa perfeita unidade, Cristo se destaca de toda a criação. Deus, o grande Criador, realizou sua obra por meio do Verbo que se fez carne (João 1:1-3; Hebreus 1:1-3). Como Jesus parece usurpar prerrogativas atribuídas exclusivamente a Deus (v. 17, o direito de trabalhar no sábado), seus ouvintes pensam que, com isso, Ele reivindica uma posição igual à de Deus, uma afirmação que, naturalmente, lhes soa blasfema. Jesus explicou que não é independente do Pai nem se opõe a Ele. Sua atividade não é autoiniciada. O Pai dirige e enviou o Filho; eles sempre trabalham juntos.
Quarta-feira: Honrar o Filho — João 5:23-24
A unidade de Jesus com o Pai é tão completa que a honra de Deus está ligada a Jesus. Rejeitar ou desonrar o Filho é rejeitar e desonrar a Deus. Visto que Jesus possui a unidade e as prerrogativas divinas do Pai, confiar em Sua mensagem e em Seu Pai é ter, no presente, a vida eterna (João 3:36). Não haverá julgamento no futuro (ele não será condenado (João 3:18; Romanos 6:13; 8:1) porque já passou de um reino — a morte — para outro — a vida (Efésios 2:1, 5).
Quinta-feira: Vida e Julgamento — João 5:25-29
Jesus retornou então às duas prerrogativas centrais de Deus: a vida (vv. 21, 24-26) e o julgamento (vv. 22, 24-25, 27). Jesus possui ambas porque o Pai lhe concedeu ambas. Em si mesmo, Cristo, o Logos, tem a vida como um dom eterno do Pai (João 1:4), mas na Encarnação, a autoridade para julgar também lhe foi delegada. Como Filho do Homem (Daniel 7:13), a autoridade lhe é dada.
Sexta-feira: A Testemunha Suprema — João 5:30-38.
A função de João Batista era a de testemunha. Uma boa testemunha diz a verdade como a conhece. O testemunho de João sobre Jesus foi valioso, mas, em última análise, Jesus não precisava de testemunho humano. João era apenas uma lâmpada, mas não a verdadeira Luz. O pensamento neste discurso parte da unidade de Jesus com o Pai para o testemunho do Pai sobre Jesus. O Pai era a suprema Testemunha divina do Filho.
Sábado: Enviado pelo Pai — João 5:39-47
De alguma forma, um véu cobria a mente desses estudiosos judeus (2 Coríntios 3:15), e eles não conseguiram enxergar Jesus como o Prometido. Ele é o cumprimento do sistema sacrificial do Antigo Testamento, o verdadeiro Servo justo de Javé, o Profeta que viria, o Filho do Homem, o Rei Davídico e o Filho de Deus prometido e grande Sumo Sacerdote. Apesar da clareza da revelação, eles se recusaram a vir a Ele para a vida (João 3:19-20). Se os judeus realmente acreditassem em Moisés, acreditariam em Cristo, pois Moisés escreveu sobre Ele.