Feridos por nossas transgressões – Devocional diário – Lição 9

Domingo – Quebrando as Pernas: João 19:31-33
Os judeus não estavam se preparando para o sábado semanal regular, mas para um dia adicional de descanso, um “dia sagrado”, que ocorria durante a semana da Páscoa. Claramente, Jesus não foi crucificado numa sexta-feira; e como nunca houve dois sábados seguidos, é óbvio que Ele foi crucificado numa quarta-feira. Como o sábado sagrado estava se aproximando, decidiram apressar suas mortes quebrando-lhes as pernas. Quando chegaram até Jesus, era evidente que Ele já estava morto, então não quebraram suas pernas, cumprindo assim a profecia do Salmo 34:20.

Segunda-feira – Cumprindo as Profecias: João 19:34-37
Além do cumprimento da profecia do Salmo 34, o relato que João registrou (do qual ele próprio foi testemunha) também cumpre Zacarias 12:10. Nenhum osso foi quebrado no corpo de Jesus, mas ele foi transpassado e do seu lado jorraram água e sangue. A água simbolizava a ordenança do batismo e o sangue simbolizava a Ceia do Senhor. Além disso, a água era uma lembrança do batismo de Jesus, que marcou o início do seu ministério terreno, e o sangue representava a conclusão desse ministério, a sua morte na cruz.

Terça-feira – José de Arimateia: Mateus 27:57-58; Marcos 15:42-45; Lucas 19:38.
Os quatro evangelhos registram as ações de José de Arimateia. Ele era um homem rico, conselheiro e provavelmente membro do Sinédrio. Isso pode ser inferido porque Lucas relata que José não era um dos líderes judeus que participaram das falsas acusações e da morte de Jesus. José era um seguidor secreto de Jesus e desempenhou um papel importante nos eventos da crucificação. Ele compareceu perante Pilatos para reivindicar o corpo de Jesus. Suas ações cumpriram a profecia de Isaías de que o Messias seria sepultado na sepultura de um homem rico (Isaías 53:9).

Quarta-feira – No Túmulo: Mateus 27:59-60; Marcos 15:46; Lucas 23:53-54; João 19:39-42.
Jesus foi sepultado em um túmulo novo. Isso teve duas consequências: (1) como não havia ossos de mais ninguém dentro do túmulo, impediu que o corpo de Jesus entrasse em contato com o que é corruptível; (2) evitou quaisquer alegações falsas de que a ressurreição de Jesus pudesse ser atribuída aos restos mortais de um profeta, como Eliseu, que estariam no túmulo (2 Reis 13:21).

Quinta-feira – As Mulheres Seguidas: Mateus 27:61; Marcos 15:47; Lucas 23:55-56.
Essas santas mulheres, cheias de amor e devoção por Jesus, permaneceram unidas a ele em vida e, na morte, não se separaram. Foram ao túmulo para ver o fim e, dominadas pela tristeza e angústia, sentaram-se para lamentar. Devemos lembrar que Deus vê a força e a fraqueza humanas de maneira muito diferente do homem. O mais sábio, o mais nobre e o mais poderoso dos homens, na hora da provação, nada pode fazer sem a força de Deus; e o mais simples e o mais fraco podem todas as coisas quando fortalecidos por Cristo.

Sexta-feira – Suplicando a Pilatos: Mateus 27:62-64
Os inimigos de Cristo, mesmo quando parecia que haviam vencido Jesus Cristo, temiam perder a vantagem. Não poderiam ter esquecido a ressurreição de Lázaro, que tanto os confundiu. O fato de terem pedido vigilância no túmulo por três dias é prova de que também tinham suas dúvidas, segundo a predição de Jesus sobre a Sua própria ressurreição, de que a morte do Nazareno fosse definitiva.

Sábado – Protegendo o Túmulo: Mateus 27:65-66
Os judeus tinham uma guarda de soldados romanos que vigiavam a Torre Antônia, a noroeste do templo. Pilatos se referia a esses soldados ou à “guarda” que acompanhou a crucificação, todo o “grupo” que havia sido designado para a ocasião. Provavelmente, esses soldados lhes foram concedidos naquela época e, portanto, ainda estavam sob o comando dos principais sacerdotes.