Domingo – Jesus caminha com os dois: Marcos 16:12; Lucas 24:13-17.
Emaús ficava a 12 quilômetros de Jerusalém. Eles estavam voltando para casa ou planejavam passar a noite em uma hospedaria, pois convidaram Jesus para ficar (Lucas 24:29). Estavam absortos em compreender os eventos recentes e o significado do julgamento e da crucificação de Jesus. Jesus se aproximou, percebeu que estavam tristes e perguntou sobre a conversa, mas eles estavam cegos para reconhecê-lo. A Bíblia não revela por que Jesus apareceu especificamente a esses dois.
Segunda-feira – Perplexos: Lucas 24:18-20.
Esses dois homens, ambos devotos seguidores de Jesus, ficaram admirados com o fato de que aquele homem, que parecia estar se afastando de Jerusalém, não soubesse dos acontecimentos recentes. A crucificação do “Rabino que fazia milagres” não era o “assunto da cidade”? Quase todos compareceram para receber Jesus com louvor e adoração quando Ele entrou em Jerusalém, e uma grande multidão se reuniu do lado de fora do Pretório quando Pilatos ofereceu libertar Jesus ou Barrabás. Jesus frequentemente iniciava seus ensinamentos mais profundos pedindo a seus ouvintes que primeiro compartilhassem seu próprio conhecimento.
Terça-feira – Desconcertados: Lucas 24:21-24
Se os seguidores de Jesus tivessem realmente escutado Seus ensinamentos sobre Sua ressurreição dentre os mortos, encontrar o túmulo vazio ao amanhecer do quarto dia após Seu sepultamento não os teria deixado tristes nem perplexos! Mas não é essa a natureza humana? Tendemos sempre a ver as coisas apenas a partir de nossa perspectiva limitada. Para esses homens, como para a maioria das pessoas, a morte era o fim. Embora muitos tivessem visto Jesus ressuscitar Lázaro, e essa notícia tivesse se espalhado como fogo em palha seca, quando o próprio Mestre foi crucificado, todos presumiram que aquele era o fim. Sem mais Jesus — sem mais vida — sem mais esperança. Agora, perplexos com a morte de Jesus, perplexos com a ausência de Seu corpo no túmulo e perplexos com o relato dos arautos angelicais, Cleopas e seu amigo lutavam para compreender.
Quarta-feira – Explicando as Escrituras: Lucas 24:25-27.
Esses dois homens não apenas haviam esquecido a predição de Jesus sobre Sua morte e ressurreição, como também haviam esquecido os ensinamentos dos profetas que predisseram a vida, o ministério, os sofrimentos e a ressurreição do Messias. Eles tiveram o privilégio extraordinário de receber o que deve ter sido um dos maiores ensinamentos bíblicos já dados, quando Jesus explicou, com base no Antigo Testamento, todas as Escrituras a respeito de Si mesmo!
Quinta-feira – Abrindo os Olhos: Lucas 24:28-35; Marcos 16:13
Ao chegarem a Emaús, suplicaram a Cristo que ficasse com eles. Os motivos eram óbvios: primeiro, já era tarde, um momento apropriado para buscarem abrigo; segundo, o estudo bíblico que Jesus lhes havia dado acendera em seus corações uma chama! Desejavam mais da companhia daquele estranho. Sentando-se para comer com eles, Jesus tornou-se o “anfitrião”, tomando o pão, partindo-o e dando-lhes de comer. Nesse momento, seus olhos se abriram para reconhecer que era Jesus com eles! Ele desapareceu imediatamente, e eles correram de volta para Jerusalém para compartilhar seu testemunho com os outros discípulos.
Sexta-feira – Aparição aos seus discípulos: Marcos 16:14; Lucas 24:36-43; João 20:19-23.
Embora os discípulos não acreditassem nas duas testemunhas, Jesus apareceu enquanto eles ainda falavam! À medida que a incredulidade deles se transformava em medo, Jesus disse: “A paz esteja convosco” (João 20:19). Ele mostrou-lhes as marcas da crucificação e, em seguida, pediu-lhes comida. João escreveu que Jesus soprou o Espírito Santo sobre eles, o que vemos estar ligado ao ministério de autoridade para o qual Jesus os comissionou.
Sábado – Tomé, o incrédulo: João 20:24-31.
Por meio de evidências físicas, Jesus dissipou as dúvidas de Tomé. A resposta do discípulo tem sido alvo de intenso debate: que Tomé chamasse Jesus de "Senhor" é facilmente aceito, mas chamá-lo de "Meu Deus"? É muito provável que Tomé estivesse reconhecendo o poder e a essência do Deus Todo-Poderoso em Cristo (veja a nota após a pergunta 10).