À medida que sua alma prospera – Lição 12: Lidando com a raiva e a mágoa

Texto bíblico: Efésios 4:17-32

Versículo para memorizar: Cuidado para que ninguém se exclua da graça de Deus; para que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando muitos.” Hebreus 12:15

Objetivo da lição : Destacar: (1) o prejuízo de guardar raiva e mágoa; e (2) como podemos superar a raiva e a mágoa.

Nesta lição, falaremos sobre dois dos maiores obstáculos que os cristãos podem enfrentar: a raiva e a mágoa. A má gestão dessas emoções é considerada a mais prejudicial. Embora emoções como orgulho, inveja ou ciúme possam ser igualmente danosas, é menos provável que sejam agravadas por sentimentos de injustiça.

Quando nos sentimos injustiçados, assumimos o papel de vítimas e adotamos uma postura ofensiva em relação aos outros. Isso nos torna impotentes, fracos e dependentes, e/ou irritados, magoados e ofendidos. Nossas emoções moldam a forma como nos vemos e culpamos os outros por isso. Consequentemente, não apenas nos encontramos em uma situação prejudicial, como também, por não assumirmos a responsabilidade por nossa condição, a projeção de nossos sentimentos sobre os outros agrava o problema.

Nosso Deus tem sentimentos. Ele experimenta toda a gama de emoções que criou. Vamos destacar algumas das emoções que Ele sente: 1) Ele ama (Salmo 36:7; Romanos 5:6-8; 8:32; João 3:16); 2) Ele se ira (Deuteronômio 29:27-28; Salmo 7:11; 2 Crônicas 29:10); 3) Ele sente ciúmes (Êxodo 20:5; Salmo 78:58; Deuteronômio 4:24; 6:15); e 4) Ele odeia algumas coisas (Deuteronômio 16:22; Salmo 11:5; Provérbios 6:16).

Deus criou todas essas emoções, portanto, todas são boas. Espera-se que experimentemos toda a gama de emoções que Ele criou, mas nossas emoções não devem ditar nosso comportamento. Se o comportamento resultante de nossas emoções for destrutivo, devemos exercer autocontrole para ajustar esse comportamento.

O que mais assusta nos cristãos que nutrem emoções negativas é a possibilidade de nos enganarmos, acreditando estarmos livres delas. Podemos abrigar essas emoções por décadas e, aos olhos de todos, aparentar estar bem, mas, na verdade, estamos morrendo lentamente por dentro, ou já mortos. Essas emoções negativas são como cupins espirituais. Uma casa infestada por cupins nas paredes, na estrutura ou mesmo nos alicerces não resiste a nenhuma pressão. Da mesma forma, quando abrigamos emoções negativas como raiva e mágoa, não conseguimos resistir aos ataques do inimigo. Tornamo-nos alvos fáceis para seus ataques.

Interaja com a Palavra de Deus:

Vamos primeiro analisar mais de perto as duas emoções que discutiremos nesta lição.

  1. Raiva: De acordo com a Wikipédia, “a raiva é uma emoção relacionada à interpretação psicológica de uma ofensa, injustiça ou negação sofrida e à tendência de retaliar”. A raiva é uma emoção normal que envolve uma forte resposta emocional e desconfortável a uma provocação percebida. Discuta o que se entende por “interpretação psicológica” e “provocação percebida”. Considere Filipenses 4:8.
  2. Discuta as implicações da “tendência a desfazer isso por meio de retaliação”. Considere Romanos 12:19; Deuteronômio 32:35; e Provérbios 16:17.
  3. Parece que Hebreus 12:15 está nos dizendo que a ira e a amargura perturbarão e, como resultado, contaminarão os outros. Discuta como isso pode acontecer.
  4. Dor: Dor refere-se a sofrimento ou sofrimento emocional. Neste caso, estamos nos referindo ao sofrimento e à dor emocional. Novas tecnologias de escaneamento cerebral estão revelando que a parte do cérebro que processa a dor física também processa a dor emocional. Estudos recentes revelaram por que algumas pessoas nunca superam decepções amorosas, da mesma forma que algumas lesões causam dor crônica de longa duração em algumas pessoas. Discuta a dor emocional e as respostas à dor dos seguintes personagens: Sara (Gênesis 21:9-13), Esaú (Gênesis 25:29-34; 27:1-41), Ana (1 Samuel 1:4-13) e Lia (Gênesis 29:30-35). O que há de saudável ou prejudicial na resposta de cada personagem?
  1. Se é aceitável sentir emoções negativas, em que circunstâncias seria apropriado senti-las? Considere Atos 15:36-41 e Mateus 21:12-13. Que emoções foram sentidas nessas circunstâncias? Dê exemplos de situações em que podemos sentir mágoa ou raiva de forma apropriada.